INÍCIO DA ERA TRUMP

Posted by João Luis


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Entenda como a guerra da Síria virou maior crise humanitária da atualidade
Primavera Árabe chegou à Síria em 2011, mas não derrubou ditador.
Revolução popular evoluiu para uma guerra que soma 400 mil mortos.


Ao longo de seis anos, a guerra civil na Síria se transformou na maior crise humanitária da atualidade.
Em 2011, a Primavera Árabe chegou à Síria. A onda de protestos populares contra ditadores, que já atingia a Tunísia, Líbia, Egito, agora mirava também Bashar al-Assad. Mas, ao contrário do que aconteceu nos outros países, na Síria, o ditador não caiu. Assad reagiu com forte repressão. Parte da oposição pegou em armas.
A revolução popular evoluiu para uma guerra que não parou mais. Mais de 400 mil morreram, a grande maioria civis. Cinco milhões de pessoas fugiram para outros países.
Assad é um muçulmano da corrente alauita - minoritária no país. Os grupos rebeldes variam entre os mais moderados e os radicais e são, na maioria, da corrente sunita do Islã.
Em 2012, a Síria admitiu pela primeira vez que tinha armas químicas. O então presidente americano, Barack Obama, ameaçou usar força militar caso Assad ultrapassasse o que ele chamou de linha vermelha e usasse essas armas. 

Em 2013, a Síria ultrapassou a linha vermelha, fez um ataque químico na cidade de Ghouta, que era controlada por rebeldes. Mais de 500 pessoas morreram.
Obama pediu autorização ao Congresso para usar força militar contra a Síria, mas não conseguiu aprovação.
A guerra interna deixou a Síria em caos e o grupo terrorista Estado Islâmico - nascido no vizinho, Iraque - aproveitou para ocupar territórios sírios 

A partir daí, era o governo de Assad contra os vários grupos rebeldes e também contra o Estado Islâmico.
Em 2014, Barack Obama liderou a formação de uma coalizão para atacar o Estado Islâmico, que já controlava grandes áreas na região. Isso poderia ajudar Assad a se livrar de um dos inimigos dele. Por isso, muitos países não quiseram se envolver.
Em 2015, o governo de Assad estava enfraquecido. Além do avanço dos terroristas, os grupos rebeldes conseguiram tomar bases militares. Foi então que a Rússia entrou na guerra.
O governo de Vladimir Putin dizia que era para atacar os terroristas, como faziam outros países, mas logo ficou claro que a Rússia queria era ajudar Assad a recuperar o terreno perdido.
Até agora, os Estados Unidos não miravam em alvos do governo sírio. Lançavam ataques aéreos apenas contra os terroristas do Estado Islâmico e apoiavam os grupos rebeldes mais moderados para que eles atacassem o regime de Assad.
Mas essa estratégia não funcionou contra o ditador. O que funcionou foi a estratégia da Rússia. Com a ajuda dela, Assad conseguiu permanecer no poder e retomar áreas que já tinha perdido. Na ONU, a Rússia vetou várias vezes resoluções contra o governo de Assad.

A aliança com a Síria é antiga e vital para a Rússia no Oriente Médio - região onde a maior parte dos governos é alinhada com os Estados Unidos. Desde a década de 70, os russos têm um grande porto na cidade de Tartus, no Mar Mediterrâneo.
Após a Segunda Guerra Mundial, a então União Soviética ajudou a Síria a desenvolver suas forças militares e fez do país um aliado durante a Guerra Fria, quando disputava poder e influência com os Estados Unidos.
O professor de política internacional Fernando Brancoli explica que, ainda hoje, a Rússia disputa esse espaço com os Estados Unidos.
“Desde o final da Guerra Fria, a Rússia vem perdendo prestígio e influência no sistema internacional. E essas ações militares, seja na Ucrânia, seja na Crimeia e agora na Síria, é uma forma, um trampolim para a Rússia mostrar que ainda é um ator relevante, que ainda tem capacidade de atuar internacionalmente com força e de que qualquer movimentação importante nessa região necessariamente precisa da Rússia. Pra Rússia, não é interessante a queda de Bashar al-Assad e ela certamente vai fazer as movimentações para impedir qualquer tipo de situação nesse sentido”, diz o professor de política internacional – UFRJ.

EUA dizem que ataque contra Síria é alerta para outros países, incluindo a Coreia do Norte
EUA atacam base aérea na Síria com 59 mísseis Tomahawk


Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta-feira (6), de onde, segundo o presidente Donald Trump, partiu um ataque químico que matou mais de 80 pessoas esta semana. De acordo com o Exército sírio, 6 pessoas morreram. Já segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), 4 morreram.
Os ataques aconteceram por volta das 21h40 (hora de Brasília), 4h40 na hora local da Síria. O porta-voz do Pentágono Jeff Davis disse que os mísseis foram lançados dos destroieres USS Porter e USS Ross contra “aeronaves, abrigos de aviões, áreas de armazenamento de combustível, logística e munição, sistema de defesa aérea e radares”.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), de oposição à Assad, informou que a base síria bombardeada pelos Estados Unidos foi “quase” totalmente destruída e que quatro soldados morreram no ataque. Já o Exército sírio informou que seis pessoas, mas não informaram se as vítimas são civis ou militares.
O presidente Donald Trump, que participou nesta quinta de um jantar com o presidente chinês Xi Jinping na Flórida, confirmou a ordem. Ele diz que Assad usou um agente nervoso mortal para matar muitas pessoas. "Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado".
O Conselheiro nacional de segurança H. R. McMaster disse que Trump recebeu três opções de como reagir contra o ataque sírio e disse aos conselheiros para focar em duas delas. Nesta quinta ele decidiu qual seria a ação.


Mudança de estratégia
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos atacam diretamente as forças de Assad em seis anos de guerra. Até então, o país havia concentrado esforços em combater o autoproclamado "Estado Islâmico" na Síria e no Iraque, assim como militantes ligados à rede terrorista Al Qaeda que controlam grandes partes da província de Idlib, onde fica a cidade de Khan Cheikhoun.
O dilema para Trump é que uma campanha militar para enfraquecer as forças de Assad provavelmente vai fortalecer grupos terroristas que combatem o regime sírio em solo. Durante a campanha presidencial, Trump havia advertido contra o país ser arrastado para dentro do conflito multilateral.
A ação desta sexta-feira representa um forte acirramento no conflito, após o  presidente Trump ­ter indicado que haveria retaliação dos EUA por causa do suspeito ataque químico. Em um pronunciamento feito em seu resort Mar-a-Lago, onde se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, Trump declarou que o ataque com mísseis é de "interesse vital para a segurança nacional".
Os Estados Unidos devem "prevenir e deter a propagação e uso de armas químicas mortais", disse ele, acrescentando que não há dúvida de que o regime sírio realizou o ataque químico na cidade de Khan Cheikhoun, controlada pelos rebeldes.
"Todas as tentativas de mudar o comportamento de Assad falharam. Como resultado, a crise de refugiados se está agravando e continua desestabilizando a região, ameaçando aos EUA e seus aliados", afirmou o presidente. O tom representa uma forte guinada em relação à semana anterior, quando o secretário de Estado, Rex Tillerson, sugeriu que remover Assad não era mais uma prioridade para os EUA.
Russos foram informados
De acordo com o Pentágono, os militares russos foram informados sobre o lançamento dos mísseis. "As forças russas foram notificadas previamente sobre o ataque e, os militares tomaram precauções para minimizar o risco para pessoal russo ou sírio na base aérea", disse o porta-voz do Pentágono, capitão Jaff Davis, citado pelo jornal The New York Times.
Mais cedo, o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vladimir Safronkov, havia alertado sobre "consequências negativas" caso Washington agisse militarmente na Síria. "Toda a responsabilidade se ocorrer ação militar recairá sobre os ombros daqueles que iniciaram um trágico empreendimento tão duvidoso", disse Safronkov.
O bombardeio também eleva a possibilidade de que as defesas aéreas sírias, apoiadas por avançados mísseis superfície-ar da Rússia, comecem a atirar contra aeronaves da coalizão anti-"Estado Islâmico" comandada pelos Estados Unidos em missão sobre a Síria.
Esses sistemas de defesa, e o risco que eles representam para os pilotos, são provavelmente a razão pela qual os EUA escolheram usar mísseis lançados de navios de guerra no Mediterrâneo Oriental.
O presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta sexta-feira (7) que o ataque foi uma "agressão a um Estado soberano" e condenou a ação que, segundo ele, é baseada em "pretextos inventados", informaram agências da Rússia.
O chefe do Comitê de Defesa do Parlamento russo disse que a Rússia irá convocar uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após o ataque aéreo dos EUA à Síria e que a ação pode enfraquecer o combate ao terrorismo no país, segundo a Reuters, que cita a agência russa RIA.


Decisão rápida
A decisão de Trump de atacar as forças de Assad ocorre quase três anos e meio após o ex-presidente Barack Obama ameaçar com ação militar após centenas de pessoas terem morrido em um ataque químico num subúrbio de Damasco.
Obama havia declarado uma "linha vermelha" e estava pronto para atacar Assad antes de inverter o curso, gerando críticas por não impor suas linhas vermelhas e, com isso, encorajar os oponentes dos EUA.
Após falhar conseguir em aprovação do Congresso para uma ação militar, Obama fez um acordo com a Rússia para remover o estoque de armas químicas da Síria, depois que Damasco assinou a convenção internacional. Em 2014, a Organização para Proibição de Armas Químicas disse que havia removido os estoques da Síria.
Desde então o governo sírio tem sido acusado de realizar múltiplos ataques com gás cloro, não incluído no acordo entre EUA e Rússia. O uso de armas de cloro é proibido pela Convenção de Armas Químicas, mas a produção de cloro, não. Rebeldes sírios e militantes do "Estado Islâmico" também foram acusados de realizar ataques com armas químicas na guerra.
A retaliação americana ocorre apenas poucos dias após o suposto ataque químico, levantando dúvidas se Trump se precipitou em ordenar um ataque militar antes de haver uma investigação sobre o que realmente aconteceu em Khan Cheikhoun.

A ação desta quinta sob ordem de Trump veio cerca de 72 horas após a ação com armas químicas, sem consulta ao Congresso e demonstra uma tomada de decisão mais rápida que a do antecessor Barack Obama, que chegou a cogitar ações contra Assad, mas não as botou em prática.

Também é um revés em relação ao que Trump vinha pregando em seus discursos, de que os EUA deveriam se concentrar na destruição do Estado Islâmico, e não na deposição de Assad.

Trump
Speech:

"Na terça-feira, o ditador sírio Bashar al-Assad lançou um terrível ataque de armas químicas contra civis inocentes. Usando um agente nervoso mortal, Assad sufocou a vida de desamparados, mulheres e crianças. Foi uma morte lenta e brutal para muitos. Mesmo bebês bonitos foram cruelmente assassinados neste ataque tão bárbaro.
"Nenhum filho de Deus deve jamais sofrer tal horror. Hoje à noite, eu ordenei um ataque militar direcionado a uma base aérea na Síria, de onde o ataque químico foi lançado. É de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e dissuadir a propagação e o uso de armas químicas mortais. Não pode haver disputa de que a Síria usou armas químicas proibidas, violou suas obrigações sob a convenção de armas químicas e ignorou a insistência do Conselho de Segurança da ONU.
Anos de tentativas anteriores de mudar o comportamento de Assad falharam, e falharam muito dramaticamente. Como resultado, a crise de refugiados continua a se aprofundar e a região continua a se desestabilizar, ameaçando os Estados Unidos e seus aliados. Hoje à noite, pedi a todas as nações civilizadas que se unissem a nós, buscando acabar com o massacre e o derramamento de sangue na Síria, e também para acabar com o terrorismo de todos os tipos e de todos os tipos.
Pedimos a sabedoria de Deus quando enfrentamos o desafio de nosso mundo muito perturbado. Rezamos pela vida dos feridos e pelas almas daqueles que morreram e esperamos que, enquanto a América defenda a Justiça, a paz e a harmonia prevalecerão. Boa noite e Deus abençoe a América e o mundo inteiro."
14/04/17

com: Reuters, G1 and Deutsche Welle



Final de ano!

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Feliz Natal e Prospero Ano Novo! 07/12/16 

População Brasileira

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Introdução 

A população brasileira atual é de 206,1 milhões de habitantes (Pnad 2016 - IBGE). Segundo as estimativas, no ano de 2025, a população brasileira deverá atingir 228 milhões de habitantes. A população brasileira distruibui-se pelas regiões da seguinte forma: Sudeste (86,3 milhões), Nordeste (56,9 milhões), Sul (29,4 milhões), Norte (17,7 milhões) e Centro-Oeste (15,6 milhões).

Taxa de Natalidade e de Mortalidade


Se observarmos os dados populacionais brasileiros, poderemos verificar que a taxa de natalidade tem diminuído nas últimas décadas. Isto ocorre, em função de alguns fatores. A adoção de métodos anticoncepcionais mais eficientes tem reduzido o número de gravidez. A entrada da mulher no mercado de trabalho, também contribuiu para a diminuição no número de filhos por casal. Enquanto nas décadas de 1950-60 uma mulher, em média, possuía de 4 a 6 filhos, hoje em dia um casal possui um ou dois filhos, em média.


A taxa de mortalidade também está caindo em nosso país. Com as melhorias na área de medicina, mais informações e melhores condições de vida, as pessoas vivem mais. Enquanto no começo da década de 1990 a expectativa de vida era de 66 anos, em 2013 foi para 74,9 anos (dados do IBGE).


A diminuição na taxa de fecundidade e aumento da expectativa de vida tem provocado mudanças na pirâmide etária brasileira. Há algumas décadas atrás, ela possuía uma base larga e o topo estreito, indicando uma superioridade de crianças e jovens. Atualmente ela apresenta características de equilíbrio. Alguns estudiosos afirmam que, mantendo-se estas características, nas próximas décadas, o Brasil possuirá mais adultos e idosos do que crianças e jovens. Um problema que já é enfrentado por países desenvolvidos, principalmente na Europa.

Mortalidade Infantil


Embora ainda seja alto, o índice de mortalidade infantil diminui a cada ano no Brasil. Em 1995, a taxa de mortalidade infantil era de 66 por mil. Em 2005, este índice caiu para 25,8 por mil. Já no íltimo Censo feito pelo IBGE em 2010, o índice verificado foi de 15,6 por mil.

Para termos uma base de comparação, em países desenvolvidos a taxa de mortalidade infantil é de, aproximadamente, 5 por mil. 


Este índice tem caído no Brasil em função, principalmente, de alguns fatores: melhorias no atendimento à gestante, exames prévios, melhorias nas condições de higiene (saneamento básico), uso de água tratada, utilização de recursos médicos mais avançados, etc.


Outros dados da População brasileira 

- Crescimento demográfico: 0,80% ao ano (entre 2015 e 2016) - Fonte PNAD IBGE (2016)

- Expectativa de vida: 73,4 anos **

- Taxa de natalidade (por mil habitantes): 20,40 *

- Taxa de mortalidade (por mil habitantes): 6,31 *

- Taxa de fecundidade total: 1,74 ***

- Estrangeiros no Brasil: 0,23% **

- Estados mais populosos: São Paulo (44,7 milhões), Minas Gerais (21 milhões), Rio de Janeiro (16,6 milhões), Bahia (15,2 milhões) e Rio Grande do Sul (11,2 milhões). - Fonte: PNAD IBGE 2016 - estimativa

- Estados menos populosos: Roraima (514,2 mil), Amapá (782,3 mil) e Acre (816,6 mil). - Fonte PNAD IBGE (2016) - estimativa

- Capital menos populosa do Brasil: Palmas-TO (279,8 mil) - Fonte PNAD IBGE (2016) - estimativa

- Cidade mais populosa: São Paulo-SP (12,03 milhões) Fonte: PNAD IBGE 2016 - estimativa

- Proporção dos sexos: 98,4 milhões de homens e 104,7 milhões de mulheres. (Pnad 2014 - IBGE)

- Vivem na Zona Urbana: 172,8 milhões de habitantes, enquanto que na Zona Rural vivem 30,3 milhões de brasileiros. (Pnad 2014 - IBGE).

- Pessoas que vivem sozinhas: 14,4% ***


Fontes: IBGE  * 2005 , ** Censo 2010, *** IBGE (Síntese de Indicadores Sociais 2015, referente ao ano de 2014)


Etnias no Brasil (cor ou raça)


Pardos: 43,1%
Brancos: 47,7%
Negros: 7,6%
Indígenas: 0,4%
Amarelos: 1,1%

Bons estudos! 14/09/16 

Venezuela reage à decisão do Mercosul sobre presidência conjunta do bloco

Posted by João Luis

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A Venezuela reagiu nesta quarta-feira (14) à decisão dos chanceleres do Mercosul de não permitir que o país exerça a presidência pro tempore do bloco. Nesta terça-feira (13), Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai anunciaram que o grupo regional será comandado conjuntamente por eles pelos próximos seis meses.
Pelas regras do Mercosul, a Venezuela deveria ter assumido a presidência rotativa em julho, depois do fim do mandato do Uruguai. No entanto, segundo os demais integrantes do bloco, o país de Nicolás Maduro descumpriu compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, o que impede a transferência.
A ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse hoje que o governo venezuelano manterá sua luta em defesa do tratado constitutivo do Mercosul, que prevê a troca da presidência pro tempore a cada seis meses e por ordem alfabética.
A chanceler venezuelana considera que o país está no exercício pleno do comando do Mercosul desde o fim de julho e rechaça a declaração conjunta divulgada ontem pelosparceiros do bloco, que, segundo ela, “enfraquece a legalidade” da organização.
“No Mercosul, as decisões se adotam por consenso e respeitando as normas de funcionamento. Não permitiremos violações dos tratados. Tentar destruir o Mercosul mediante artimanhas antijurídicas é reflexo da intolerância política e desespero de burocratas”, escreveu a ministra em sua conta no Twitter.
O Mercosul cada vez mais demonstra sua fragilidade politica nas suas relações intra bloco. A bola da vez é a Venezuela que atravessa uma forte crise econômica e não consegue cumprir as normas da união aduaneira do bloco. Comente a importância de tal fato. 14/09/16 

"Usinas nucleares da Patagônia serão construídas por chineses"

Posted by João Luis

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 A estratégia de Cristina Kirchner se mantém nessa relação?
- A mudança mais importante é que teremos outro tipo de relação. Até agora se tratava do envio de matérias-primas alimentares e da importação de produtos terminados. Isso nós temos que modificar. Cerca de 86,5% de nossas exportações são bens primários concentrados em 20 exportadores. Do lado chinês, 99,5% são produtos com valor agregado, que provêm de 3.000 empresas abastecedoras. O desequilíbrio é absoluto. Há coisas que não podem se repetir. Uma grande empresa ferroviária chinesa com contratos cumpridos ou a cumprir por um montante de US$ 4,5 bilhões de abastecimento para a Argentina tem duas pessoas trabalhando no país. Dá para imaginar a Volkswagen vendendo esse montante sem fabricar na China? Não. Então nós temos que sair de um esquema de abastecimento e passar para um esquema de parcerias. Para que construam indústrias aqui.
- Isso é possível?
- Nós temos que mudar as nossas ideias obsoletas sobre a China. Nos supermercados chineses há produtos do mundo e são muito caros. Não existe um problema de competitividade. Há 300 milhões de chineses que participam do sistema de compras diversificadas, eles são sofisticados. Demandam produtos como queijos e iogurte. A Argentina tem hoje uma nova realidade macroeconômica, mas necessita de uma grande iniciativa privada que entenda que temos condições extraordinárias para exportar para a China.
- A (siderúrgica) Techint diz que a China é uma ameaça para a indústria...
- A Techint faz essa confusão por causa de um problema que existe na indústria siderúrgica. A China é consciente da crise siderúrgica e tem um programa para demitir 400.000 empregos do setor. O conflito existe, mas é um erro dizer que a relação com a China se reduz a isso. A China é uma enorme oportunidade. Sua estratégia é exportar menos e fortalecer seu mercado interno. A Argentina tem que mudar de parceiro na China. Ou seja, deixar os porcos, que são os que comem a soja, e substituí-los pelos supermercados, chegar ao consumidor chinês. A Argentina é marca em termos de produção de alimentos.
- As usinas nucleares serão construídas?
- Os contratos das duas usinas nucleares, Atucha III e Aucha IV, foram revisados e continuam em vigor. E por manifestação expressa do chanceler chinês existe um compromisso de uso civil do observatório do espaço em Neuquén. O chanceler chinês disse que não pode haver nenhum desvio em um observatório cujo destino é exclusivamente o uso civil.
- E as represas da Patagônia?
- Esse foi o motivo central da presença da chanceler argentina Susana Malcorra (recentemente na China). A represa com dois diques foi renegociada, foi feito um ajuste em termos de potência por dano ambiental e eles aceitaram. O contrato que foi renegociado com participação ativa do sócio chinês continua. O presidente Macri irá ao G-20 de 14 a 16 de setembro e terá uma nova reunião com seu par Xi Jimping. E em março de 2017, Xi Jimping fará uma visita de Estado à Argentina.
Onde a China vai parar? 09/06/16

Turquia exige passos da União Europeia para a suspensão do regime de vistos

Posted by João Luis

Ancara continua negociando com Bruxelas a suspensão do regime de vistos e espera que a União Europeia tome medidas nesse sentido em breve, disse o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin.
No dia 18 de março, as partes coordenaram um acordo para aliviar a crise de migração na região, que prevê que a União Europeia retorne à Turquia todos os imigrantes ilegais que chegam à costa grega.
"As negociações entre Turquia e a União Europeia sobre a legislação antiterrorista e o acordo de readmissão continuam e esperamos que a União Europeia dê passos relativos ao tema dos vistos Schengen nos próximos dias", disse ele a repórteres.
Em contrapartida, os países do bloco europeu concordaram em aceitar um refugiado sírio para cada imigrante que retorna, além de acelerar a liberalização de vistos para os cidadãos turcos e as negociações sobre a adesão da Turquia ao bloco europeu.
A Comissão Europeia propôs em maio passado ao Parlamento Europeu e ao Conselho da União Europeia remover as restrições de cidadãos da Turquia sobre vistos, caso Ancara encontre até o final de junho de 2016 compromissos, em particular na luta contra o a corrupção, a assinatura de um acordo com a Europol, cooperação judiciária com os membros da UE e adatação da sua legislação antiterrorista com os padrões europeus.´
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, por sua vez, ameaçou abandonar o acordo de imigração se a UE tornar mais fácil para os cidadãos turcos viajar sem visto,  afirmando que Ankara não irá rever a legislação anti-terrorismo.
E a saga continua na Europa.  O que fazer para conter a entrada de imigrantes refugiados de áreas de conflitos? Comente a temática! 09/06/16

Sobe para 654 o número de mortos por terremoto no Equador

Posted by João Luis

Tragédia tem 58 desaparecidos e quase 12.500 feridos.
Desde o terremoto, outros 700 tremores secundários ocorreram.

 

Placa Sul Americana x Nazca

 

O número de mortos pelo terremoto de 7,8 graus que atingiu a costa norte do Equador há uma semana subiu para 654, informou o governo. Há outras 58 pessoas desaparecidas, segundo dados oficiais.
A tragédia, a pior em quase 70 anos, deixou quase 12.500 feridos, 26 mil desabrigados e bilhões de dólares em perdas que irá afetar a economia do menor país da Opep, já em dificuldades. O número de pessoas resgatadas era de 113 até este domingo.
"Têm sido dias tristes para o país. O país está em crise", disse na véspera o presidente mostrando uma foto com números atualizados durante sua habitual falara para rádio e televisão. "Neste momento de crise precisamos muito calma, dedicação, sacrifício, mas com grande eficiência e eficácia."
Desde que o terremoto de magnitude 7,8 atingiu a costa do Equador no sábado passado, mais de 700 tremores secundários ocorreram, forçando as pessoas a abandonar suas casas ou dormir ao ar livre com medo de que suas casas caiam.
Segundo Correa, o país precisa de até 3 bilhões de dólares para a reconstrução das áreas devastadas, por isso ele propôs um aumento temporários de impostos, a venda de ativos não prioritários e a emissão de títulos no mercado internacional.
O aumento de impostos não vai afetar os moradores das áreas destruídas e terá de ser aprovado pela Assembleia Nacional, na qual Correa tem maioria, no prazo máximo de um mês.
No sábado, bancos privados anunciaram a reestruturação de dívidas dos seus clientes nas áreas adjacentes ao terremoto.
Embora o presidente tenha dito que os resgates vão continuar por até mais duas semanas, o ministro do Interior, José Serrano, disse na véspera que nas últimas 48 horas de busca não foram encontrado mais sobreviventes.
As atividades sísmicas devem ser monitoradas pelos centros geológicos mundiais para a diminuição do grau de devastação de áreas mais densamente povoadas. O instituto geológico da Califórnia nos USA monitora toda a áreas do circulo do fogo do pacifico. É provável que o padrão das construções locais não estivessem preparados para tal sismicidade, tal qual como ocorreu no Haiti em 2010. Post e comente a temática! 26/04/16.