Entenda a PL 4330

Posted by João Luis

Em trâmite no Legislativo, o Projeto de Lei 4330, de 2004, é uma grande ameaça aos direitos da classe trabalhadora, especialmente da categoria bancária. Sob o pretexto de regulamentar a terceirização no país, acaba por legalizar a fraude e a precarização do emprego. Isso porque permite que as empresas terceirizem até mesmo sua atividade-fim, aquela que caracteriza o objetivo principal da empresa, seu empreendimento.

Atualmente, a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considera ilegal a terceirização na atividade-fim do empregador, permitindo-a apenas nas atividades consideradas meio, ou seja, aquelas que, apesar de necessárias, não são inerentes ao objetivo principal da empresa. Se o PL 4330 foi aprovado pelo Congresso Nacional, o entendimento do TST não mais valerá e cairá a Súmula 331, hoje única defesa contra a terceirização sem limites (leia abaixo carta dos ministros do TST sobre o tema).

Súmula 331 – Hoje os trabalhadores ainda conseguem vitórias na Justiça graças à Súmula 331, que entende a terceirização da atividade-fim como uma maneira de o empregador intermediar mão de obra de forma fraudulenta, visando barateá-la. Muitos terceirizados conseguem, assim, provar que exerciam funções similares aos contratados diretos e os juízes reconhecem seu vínculo com a empresa, determinando o pagamento de direitos, como, no caso dos bancários, os que estão na CCT. Isso não mais ocorrerá se os parlamentares aprovarem o PL 4330.

> Em vídeo da Anamatra, artistas se opõem ao 4330
> Vídeo: terceirizados alertam bancários sobre redução de direitos
> Vídeo mostra como PL 4.330 prejudica os trabalhadores

“Há um forte lobby da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) e da Fenaban (federação dos bancos) para que o PL seja aprovado, porque está de acordo com os interesses da classe empresarial”, ressalta a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

> Juízes do Trabalho divulgam carta contra terceirização
> Presidente do TST defende limites à terceirização
> Procuradoria da República é contra terceirização

No caso dos bancos, isso já acontece em muitos setores, mas se o PL 4330 for aprovado pode se agravar ainda mais. A secretária-geral do Sindicato, Ivone Maria, lembra que na década de 1980 a categoria bancária reunia cerca de 1 milhão de trabalhadores. “Mas ao longo das últimas décadas, foi reduzida pela metade. E isso não aconteceu porque o setor financeiro diminuiu. Ao contrário, as instituições financeiras cresceram, seus lucros cresceram mais de 1.000% em termos reais desde 1994. Além disso, o volume de contas correntes mais que dobrou nos últimos anos, bem como a relação crédito/PIB.”

Qual foi a “mágica” então? “Os banqueiros terceirizaram. Os postos de trabalho bancário diminuíram porque foram ocupados por funcionários de outras empresas que, apesar de realizarem os mesmos serviços, ganham em média 1/3 do salário, têm jornadas bem maiores e não usufruem dos direitos previstos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como a PLR. Ou seja, muitos que eram bancários são hoje terceirizados e se o PL 4330 for aprovado, outros tantos podem perder seus empregos pois os bancos não terão mais nenhum impedimento legal para contratar terceiros.”

Responsabilidade solidária – Além de liberar a terceirização nas atividades essenciais da empresa, o PL 4330 acaba com a responsabilidade solidária. Isso equivale a dizer que se a terceirizada não arcar com as obrigações trabalhistas, a tomadora de serviços (no nosso caso, o banco) pode não ter qualquer responsabilidade pelos trabalhadores que prestavam serviço a ela e nem ser cobrada na Justiça.

Veja os pontos mais nocivos do projeto
Empresas sem empregados – O projeto autoriza a contratação de serviços terceirizados desde que a empresa seja “especializada”. Assim, acaba por permitir que as empresas terceirizem até suas atividades-fim, o que hoje é proibido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Isso, segundo a CUT, seria o sonho dos empregadores: a possibilidade de uma empresa sem empregados.

Responsabilidade subsidiária – No caso de a terceirizada não pagar suas obrigações trabalhistas, o projeto determina a responsabilidade subsidiária da contratante. Isso significa que ela só poderá ser acionada na Justiça após encerradas todas as possibilidades de cobrança da terceirizada. A CUT defende a responsabilidade solidária, de acordo com a qual, as duas empresas respondem pelas dívidas.

Sem isonomia – O PL 4330 defende isonomia apenas no direito de terceirizados usarem os mesmos banheiros, refeitórios, ambulatórios e creches da empresa contratante. Mas a CUT quer isonomia de salários e direitos entre terceirizados e funcionários diretos.

Quarteirização – O projeto também permite que a prestadora de serviços contrate outra empresa para tal. Isso se chama quarteirização e apresenta ainda mais riscos aos direitos dos trabalhadores.

Correspondentes bancários – Determina que as prestadoras de serviço tenham um objeto social único, mas essa regra não se aplica ao setor financeiro, pois o projeto permite o funcionamento dos correspondentes bancários. Por exemplo, o objeto social de lojas de roupa é vender roupas, mas muitas lojas podem, além disso, realizar operações bancárias.

Queda de qualidade – Com salários baixos, alta rotatividade, jornada extensa e pouco treinamento entre os empregados, os serviços prestados pelas terceirizadas em geral são de baixa qualidade. Com isso perdem também os consumidores.

Mais acidente e adoecimento – De cada dez acidentes de trabalho, oito envolvem funcionários de terceiras. As condições precárias de trabalho vitimam os trabalhadores e resultam em gastos previdenciários e com saúde, ou seja, toda a sociedade paga o preço.

Outras ameaças
PLS 87 – O PL 4330 não é a única ameaça aos direitos dos trabalhadores. Tramita no Senado Federal um projeto similar, que assim como o 4330, libera a terceirização nas atividades-fim. Trata-se  do PLS 87/2010, de autoria do ex-senador tucano Eduardo Azeredo.

Ameaça no STF – Além dos perigos no Congresso, os trabalhadores ainda enfrentam ameaças no Supremos Tribunal Federal (STF), onde tramitam três ações que querem a liberação da terceirização nas atividades-fim: a da Celulose Nipo Brasileira (Cenibra), da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e de empresas de call center. Todas querem que o STF julgue inconstitucional a Súmula 331.

> STF vai decidir sobre terceirização

A CUT ingressou com pedido de amicus curiae – recurso pelo qual se manifesta parte interessada e pede para ser ouvida no processo – na ação da Cenibra e prepara intervenção junto à ação da Abag, por serem os casos mais próximos de decisão. Além disso, CUT, Força Sindical, Nova Central e CTB cobram do ministro Luiz Fux, relator da ação da Cenibra, a realização de uma audiência pública para discutir o tema.

Leia íntegra de carta dos ministros do TST
Brasília, 27 de agosto de 2013

Excelentíssimo senhor deputado Décio Lima
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

A sociedade civil, por meio de suas instituições, e os órgãos e instituições do Estado, especializados no exame das questões e matérias trabalhistas, foram chamados a opinar sobre o Projeto de Lei nº 4330/2004, que trata da terceirização no Direito brasileiro.

Em vista desse chamamento, os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho, infra-assinados, com a experiência de várias décadas na análise de milhares de processos relativos à terceirização trabalhista, vêm, respeitosamente, apresentar suas ponderações acerca do referido Projeto de Lei:

I. O PL autoriza a generalização plena e irrefreável da terceirização na economia e na sociedade brasileiras, no âmbito privado e no âmbito público, podendo atingir quaisquer segmentos econômicos ou profissionais, quaisquer atividades ou funções, desde que a empresa terceirizada seja especializada.

II. O PL negligencia e abandona os limites à terceirização já sedimentados no Direito brasileiro, que consagra a terceirização em quatro hipóteses:
1- Contratação de trabalhadores por empresa de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.06.1974);
2- Contratação de serviços de vigilância (Lei n 7.102, de 20.06.1983);
3- Contratação de serviços de conservação e limpeza;
4- Contratação de serviços especializados ligados a atividades-meio do tomador, desde que inexista a personalidade e a subordinação direta;

III. A diretriz acolhida pelo PL nº 4.330-A/2004, ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão social de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais.

Neste sentido, o Projeto de Lei esvazia o conceito constitucional e legal de categoria, permitindo transformar a grande maioria de trabalhadores simplesmente em ´prestadores de serviços´ e não mais ´bancários´, ´metalúrgicos´, ´comerciários´ etc.

Como se sabe que os direitos e garantias dos trabalhadores terceirizados são manifestamente inferiores aos dos empregados efetivos, principalmente pelos níveis de remuneração e contratação significativamente mais modestos, o resultado será o profundo e rápido rebaixamento do valor social do trabalho na vida econômica e social brasileira, envolvendo potencialmente milhões de pessoas.

IV. O rebaixamento dramático da remuneração contratual de milhões de concidadãos, além de comprometer o bem estar individual e social de seres humanos e famílias brasileiras, afetará fortemente, de maneira negativa, o mercado interno de trabalho e de consumo, comprometendo um dos principais elementos de destaque no desenvolvimento do País. Com o decréscimo significativo da renda do trabalho ficará comprometida a pujança do mercado interno no Brasil.

V. Essa redução geral e grave da renda do trabalhador brasileiro – injustificável, a todos os títulos – irá provocar também, obviamente, severo problema fiscal para o Estado, ao diminuir, de modo substantivo, a arrecadação previdenciária e tributária no Brasil.

A repercussão fiscal negativa será acentuada pelo fato de o PL provocar o esvaziamento, via terceirização potencializada, das grandes empresas brasileiras, que irão transferir seus antigos empregados para milhares de pequenas e médias empresas – todas especializadas, naturalmente -, que serão as agentes do novo processo de terceirização generalizado.

Esvaziadas de trabalhadores as grandes empresas – responsáveis por parte relevante da arrecadação tributária no Brasil –, o déficit fiscal tornar-se-á também incontrolável e dramático, já que se sabe que as micro, pequenas e médias empresas possuem muito mais proteções e incentivos fiscais do que as grandes empresas. A perda fiscal do Estado brasileiro será, consequentemente, por mais uma razão, também impressionante. Dessa maneira, a política trabalhista extremada proposta pelo PL 4330-A/2004, aprofundando, generalizando e descontrolando a terceirização no País, não apenas reduzirá acentuadamente a renda de dezenas de milhões de trabalhadores brasileiros, como também reduzirá, de maneira inapelável, a arrecadação previdenciária e fiscal da União no País.

VI. A generalização e o aprofundamento da terceirização trabalhista, estimulados pelo Projeto de Lei, provocarão também sobrecarga adicional e significativa ao Sistema Único de Saúde (SUS), já fortemente sobrecarregado. É que os trabalhadores terceirizados são vítimas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais/profissionais em proporção muito superior aos empregados efetivos das empresas tomadoras de serviços. Com a explosão da terceirização – caso aprovado o PL nº 4330-A/2004 –, automaticamente irão se multiplicar as demandas perante o SUS e o INSS.

São essas as ponderações que apresentamos a Vossa Excelência a respeito do Projeto de Lei nº 4.330-A/2004, que trata da ´Terceirização’

Respeitosamente,

Antonio José de Barros Levenhagen; João Oreste Dalazen; Emmanoel Pereira; Lelio Bentes Corrêas; Aloysio Silva Corrêa da Veiga; Luiz Philippe Vieira de Mello Filho; Alberto Luiz Bresciane de Fontan Pereira; Maria de Assis Calsing; Fernando Eizo Ono; Marcio Eurico Vitral Amaro; Walmir Oliveira da Costa; Maurício Godinho Delgado; Kátia Magalhães Arruda; Augusto Cesar Leite de Carvalho; José Roberto Freire Pimenta; Delaílde Alves Miranda Arantes; Hugo Carlos Sheurmann; Alexandre de Souza Agra Belmonte e Claudio Mascarenhas Brandão.


Comentem a importante questão. O futuro é agora! 16/04/15.


Rapidinhas pelo mundo......

Posted by João Luis

Outro mundo é possível, urgente e necessário, diz organizador do Fórum Social

Inaugurado sob o lema “Um outro mundo possível”, em Porto Alegre, em 2001, o Fórum Social Mundial (FSM) continua atual, na opinião do diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Damien Hazard. “Um outro mundo é possível, urgente e necessário. Em 2008, o mundo entrou em crise financeira, política, social e ambiental. O capitalismo está buscando formas de se reinventar. Isso coloca novos desafios para os movimentos sociais”, disse ele, que é membro do Conselho Internacional do FSM.
Nascido como contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que reúne grandes empresários e políticos em Davos, na Suíça, o FSM tem por objetivo valorizar outros modelos de desenvolvimento, pautar a desigualdade social na agenda mundial e mostrar que há outros caminhos possíveis, em que os direitos humanos têm importância maior que os econômicos, destaca Hazard.
Segundo ele, um dos desafios do fórum é mobilizar um número maior de organizações, particularmente os novos grupos sociais que surgiram em 2010, como o Occupy Wall Street [nos Estados Unidos], os Indignados da Espanha e os movimentos revolucionários no Norte da África. Para Hazard, resta saber se o encontro será capaz de articular as organizações que têm convergência em suas pautas e reivindicações, de modo a conseguir maior incidência política em âmbito mundial e maior visibilidade.
Segundo Francisco Whitaker, um dos fundadores do fórum e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e do Comitê Internacional do FSM, uma das propostas para resgatar a visibilidade do evento é voltar a fazer os encontros simultaneamente ao Fórum Econômico. “Deixamos de fazer nas datas de Davos e, do ponto de vista da comunicação, isso foi muito ruim. Saiu do mapa. Precisamos fazer de novo nas datas do Fórum Econômico Mundial de Davos para ocupar o espaço com um recado de que outro mundo é possível.”
Para Mounir Hassine, presidente do Fórum Tunisiano de Direitos Econômicos e Sociais, em Monastir, na Costa Oriental do país, o evento é um momento importante para a sociedade civil tentar mudar o modelo de desenvolvimento instaurado pelo neoliberalismo, que resultou em exclusão de classes sociais. “Por isso, vemos a explosão de movimentos terroristas, sobretudo no mundo árabe.”
“O fórum de 2013 [também na Tunísia] consolidou a sociedade civil [tunisiana] para lutar contra a islamização do Estado. Conseguimos, até o momento, ganhar a batalha da liberdade. Acredito que este fórum vai nos dar força para ganhar a batalha dos direitos, que é a mais importante, porque a reivindicação do povo tunisiano é pelos direitos econômicos e sociais”, disse Hassine.
A Tunísia é considerada o berço da Primavera Árabe, a série de levantes populares que derrubaram governos autoritários na região. A transição do país para um regime democrático é tida como o único caso de sucesso da onda de contestações, já que países como Síria e Egito estão assolados por conflitos. O país promoveu eleições parlamentares e elegeu seu presidente no ano passado.
Se for confirmada pelo Conselho Internacional do FSM, a cidade de Montreal, no Canadá, abrigará a próxima edição do fórum – a primeira em um país do Hemisfério Norte.
O Fórum Social Mundial 2015 vai até amanhã (28) e terá uma marcha de encerramento em solidariedade aos palestinos.

Venezuela fecha torneira do petróleo para Cuba e aliados do Caribe

A Venezuela cortou pela metade os envios subsidiados de petróleo a Cuba e aos países membros do Petrocaribe, e hoje representam cerca de 200.000 barris diários em vez dos 400.000 enviados em 2012, indicou um informe do Barclays de acordo com um artigo do jornal norte-americano publicado em espanhol, El Nuevo Herald, nesta sexta-feira (27/03).
Além disso, o banco de investimento qualificou de "irônico" que a Venezuela mantenha o fornecimento de petróleo, ao ressaltar que enquanto o país doador sofre dificuldades extremas, está subsidiando outros que gozam de uma melhor saúde econômica”, escreve o jornalista Antonio María Delgado.
Devido aos cortes nos envios de petróleo aos países do Caribe, a empresa cortou seu prognóstico de déficit em moeda estrangeira de Venezuela a 22,6 bilhões de dólares, desde os mais de 30 bilhões que previa para este ano.
"Os acordos petroleiros têm sido uma pesada carga para a Venezuela. Estas entregas alcançaram os 400.000 barris diários em seu ponto mais alto, em 2012, mas a Venezuela só obteve pagamentos pela metade", disse o Barclays, que citou números da Petrologistics, empresa que acompanha os movimentos de navios-tanque.
"Na última década, os acordos custaram à Venezuela até 50 bilhões de dólares", acrescentou o informe, intitulado "Reduzindo a generosidade". Surpreendentemente, Cuba - o mais importante aliado do governo de Nicolás Maduro - não foi exonerada dos cortes, que se aprofundaram depois de agosto passado, quando os preços do petróleo começaram a diminuir.
"Cuba recebeu cerca de 55.000 barris diários desde setembro, quase a metade do que recebeu em 2012", assinalou o informe.
A redução das entregas a Cuba é mais importante do que as dos outros países que se beneficiam da generosidade venezuelana, dado que, a diferença dos países membros do programa Petrocaribe, que ao menos pagam uma porção das entregas, o regime de Havana não desembolsa pagamentos em dinheiro pelo intercâmbio.
Sob os pactos de cooperação entre os dois países, Cuba paga o petróleo com o envio de médicos e treinadores de esportes para os programas sociais chavistas e através dos serviços do aparato de inteligência da ilha.
No entanto, os envios aos países do Petrocaribe também diminuíram significativamente. Os despachos a República Dominicana e à Jamaica, que englobam a metade do programa, caíram 56% e 74%, respectivamente, frente aos níveis de 2012. Os cortes reduzem a apenas 80.000 barris diários o petróleo que envia a seus aliados sem receber em câmbio líquido. É um maior rendimento que melhora o quadro financeiro do país em cerca de 7,5 bilhões de dólares.
"Estimamos que o déficit do fluxo de caixa em moeda dura aumentará a 22.600 milhões de dólares este ano, desde os 15 bilhões de dólares de 2014, o qual reduz significativamente nossa estimativa prévia de mais de 30 bilhões de dólares", assinalou a Barclays.
"Nós estimamos que o governo poderia obter financiamento de 17,5 bilhões de dólares, o que significa que sua posição em ativos terá que diminuir em cerca de 6,3 bilhões para poder fechar a brecha", acrescentou.
Venezuela, que acaba de sair de um dos mais prolongado períodos de prosperidade no setor petroleiro de sua história, agora vive uma de suas piores crises econômicas devido à sistemática destruição do aparelho produtivo e a drástica queda dos preços do petróleo, sustentam economistas.
O colapso dos preços do petróleo somado às pesadas obrigações externas deixaram o país com menos da metade dos 33 bilhões de dólares que usou para importar produtos em 2014, ano em que o país já começava a sofrer a crise de desabastecimento.
Além disso, os problemas econômicos pelos quais os venezuelanos atravessam hoje também podem ser atribuídos à assistência que prestou a Cuba e a outros países.
"Se a Venezuela tivesse vendido esse petróleo sob condições de mercado e economizado esses rendimentos, teria três vezes mais reservas internacionais que tem hoje", indicou o informe da Barclays.

Brasil se abstém em votação da ONU sobre direitos humanos na Síria e no Irã

O Brasil se absteve de votar hoje (27) em duas resoluções sobre a situação dos direitos humanos na Síria e no Irã, no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas. As duas resoluções tratam das violações e da situação humanitária nos dois países e foram adotadas pelo conselho após a votação desta sexta-feira.
No caso da Síria, a abstenção do Brasil se deve a discordâncias sobre a participação de grupos armados. “Apesar das últimas modificações no texto, a resolução ainda não reconhece a responsabilidade e não repudia devidamente a participação de vários grupos armados da oposição, com exceção dos Daesh e Al-Nusra, por graves violações dos direitos humanos e do direito humanitário. Essa lacuna pode erroneamente transmitir uma mensagem de tolerância a essas graves irregularidades e, assim, incentivar ainda mais violência contra a população civil”, explicou o Ministério das Relações Exteriores por meio de nota.
O Brasil também condena a militarização do conflito e defende mais ênfase na negociação política, o que não está no texto da resolução. “Não há solução militar para a crise e a insistência em ver uma vitória militar como a única saída é uma causa real e definitiva para a atual situação da população síria”, diz a nota.
Para o governo brasileiro, a tarefa de assegurar os direitos da população síria cabe primordialmente às autoridades do país, sem intervenções externas. “Não obstante, é de responsabilidade de todos os países evitar maior militarização do conflito. Agir de outra maneira é compartilhar a responsabilidade pelas atrocidades enfrentadas por civis na Síria e arredores”, diz o texto do Itamaraty.
Na nota, o governo brasileiro destaca a necessidade de cumprimento do direito internacional e da garantia de acesso irrestrito das agências humanitária aos locais de conflito. O Brasil também defende que as partes envolvidas ou apoiadoras do conflito se abstenham de ações que possam prolongar a disputa.
Em relação à resolução sobre o Irã, o Brasil diz que reconhece os esforços do relator especial da ONU Ahmed Shahhed – principalmente na defesa de direitos humanos, de jornalistas, mulheres e minorias religiosas no país – mas que ainda há violações graves e falta cooperação do governo iraniano.
“O aumento no número de execuções no Irã, seguindo a aplicação da pena de morte também é uma questão com a qual o Brasil particularmente se preocupa. Esperamos que o engajamento do Irã com os mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas se traduza em medidas efetivas para promover e proteger os direitos humanos no país”, avalia o Itamaraty.
Ufa! Comentem a temática! 27/03/15.

Rapidinhas pelo mundo

Posted by João Luis

Bogotá interrompe ataques contra as Farc por 1 mês

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou na noite de terça-feira (10) que irá interromper por um mês os ataques contra acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Para incentivar a 'desescalada' no conflito, decidi dar ordem ao ministro da Defesa e aos comandantes militares de cessar os bombardeios contra acampamentos das Farc durante um mês", declarou o mandatário em um discurso televisivo. Segundo ele, após o fim desse período, haverá uma "avaliação" do cessar-fogo unilateral decretado pelos guerrilheiros em dezembro passado e, dependendo dos resultados, se decidirá sobre um prolongamento de sua determinação.    
No entanto, o presidente advertiu que as tropas manterão patrulhas em todo o país e anunciou um aumento nas operações contra outro grupo, o Exército de Libertação Nacional (ELN). Ele também pretende criar uma "Comissão de Assessoria para a Paz" integrada por dirigentes políticos de diversos setores e cuja finalidade será acompanhar "a condução dessa última fase" de negociações com os guerrilheiros.    Bogotá e as Farc conversam há pouco mais de dois anos para encerrar meio século de confrontos armados internos.

União Europeia pede à Rússia que garanta a diversidade de opiniões no país

A chefe da Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, pediu à Rússia hoje (11), durante debate no Parlamento Europeu, que conduza com transparência as investigações sobre o assassinato do ativista de oposição Boris Nemtsov, e que garanta o direito à diversidade de opiniões no país.“As autoridades russas não só têm o dever de conduzir uma ampla e transparente investigação sobre o assassinato de Nemtsov, mas também precisam colocar um fim ao clima de suspeição, ódio e intolerância à diversidade de opiniões”, disse Mogherini.
Ela enfatizou que “os cidadãos russos merecem uma Rússia aberta e democrática”, pois “o reforço das liberdades políticas e o suporte à consolidação da democracia são objetivos definidos no artigo primeiro do Acordo de Parceria e Cooperação entre a União Europeia e a Rússia”.
Nemtsov, ex-vice primeiro-ministro russo, era um crítico ferrenho das políticas econômicas do governo do presidente Vladimir Putin e liderava uma campanha contra o envolvimento da Rússia no conflito no Leste da Ucrânia. Ele foi baleado na noite de 27 de fevereiro enquanto caminhava com sua namorada nos arredores da Praça Vermelha, no centro de Moscou.
Ele é considerado a figura de oposição mais proeminente a ser assassinada na Rússia durante os 15 anos do governo Putin. Além dele, vários outros ativistas e opositores foram mortos em situações não esclarecidas.
O governo russo nega qualquer envolvimento na morte de Nemtsov e estabeleceu um comitê para apurar o caso, coordenado diretamente por Putin. Cinco suspeitos foram detidos no último fim de semana, entre eles Zaur Dadayev, que confessou a autoria do crime em depoimento à justiça. Membros de uma organização de direitos de prisioneiros que visitaram Dadayev na prisão alegam, entretanto, que ele foi forçado a fazer a confissão.

Em novo vídeo do EI, menino mata suposto espião

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) difundiu um vídeo que mostra um menino de roupa camuflada e rosto descoberto atirando em um suposto espião do governo de Israel. A notícia é do "Site", portal que monitora a atividade de fundamentalistas na Internet. A vítima seria o palestino Mohammad Ismail, que, segundo os radicais, trabalha para o Mossad, o serviço secreto do país judeu.
Em janeiro deste ano, o EI já havia divulgado as imagens de outra criança atirando em um prisioneiro. Conhecido pela extrema violência de suas ações, o grupo sempre publica os vídeos das mortes de seus reféns, como foi o caso dos norte-americanos Steven Sotloff e James Foley.
Diversas organizações de direitos humanos também já denunciaram que o Estado Islâmico recruta crianças e adolescentes para integrar suas filas. 
12/03/15

Novo presidente da Petrobras assume em meio à criação de nova CPI

Posted by João Luis

O novo presidente da Petrobras assume o comando da empresa no momento que foi criada mais uma CPI para investigar as denúncias de corrupção. O primeiro desafio de Aldemir Bendine é justamente calcular o tamanho do prejuízo causado pela corrupção na empresa.
A confusão na divulgação das contas da Petrobras, com prejuízos de R$ 88 bilhões, foi exatamente a gota d’água para a saída de Graça Foster da Petrobras.
Além de calcular o que foi desviado para a corrupção, o esforço de Bendine será para recuperar a credibilidade da empresa.
No Congresso, os partidos devem indicar essa semana os deputados que vão compor da nova CPI para investigar as denúncias de corrupção na empresa.
O novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, assume o cargo esta semana com a difícil missão de recuperar a credibilidade da empresa. São muitos os desafios.
O primeiro é encontrar uma maneira de calcular a perda que a empresa teve com o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. No final de janeiro, a empresa divulgou o balanço do terceiro trimestre de 2014 sem incluir esse cálculo e sem o aval de uma auditoria externa.
A reação do mercado após a confirmação do nome de Aldemir Bendine para comandar a Petrobras não foi boa. As ações caíram quase 7%.  O governo acredita que a experiência bem sucedida de Bendine no comando do Banco do Brasil deve ajudar a reduzir as desconfianças.
O deputado petista Paulo Teixeira, que tem boa relação como o novo presidente da Petrobras, diz que Bendine vai atrair investidores para a maior empresa brasileira. “Neste momento a Petrobras precisa adotar algumas medidas importantes. A primeira delas é um novo modelo de governança. Mas também a Petrobras precisa equacionar o tema do seu financiamento, e o Bendine trouxe um grande financiamento para o Banco do Brasil. Ele, por ser do mercado financeiro, vai dar uma contribuição importante para a Petrobras equacionar o tema do financiamento do seu investimento”, afirma.
Além da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Aldemir Bendine chega à Petrobras no momento em que os deputados iniciam uma nova investigação sobre as denúncias de corrupção na empresa. Esta semana os partidos começam a indicar os nomes que vão fazer parte da CPI.
A oposição já anunciou que quer investigar as novas acusações contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. No acordo de delação premiada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse que Vaccari pode ter recebido, em nome do PT, até US$ 200 milhões desviados da estatal.
Para o senador Álvaro Dias, do PSDB, o novo presidente da Petrobras terá que provar que tem condições de agir com independência e montar uma equipe técnica para afastar a empresa do escândalo. “Depois do Carnaval as coisas acontecerão, provavelmente a instalação da CPI. A hora agora é de responsabilidade e de respeito ao povo brasileiro. A Petrobras tem que ser retirada das mãos dos que a assaltaram e recolocada nos trilhos da competência técnica para recuperar a credibilidade aqui e no exterior”, ressalta.
O Palácio do Planalto trabalha para melhorar a imagem da Petrobras no Brasil. Em uma rede social, a presidente Dilma Rousseff divulgou um vídeo sobre a Petrobras em que a palavra-chave é superação, vencer desafios.
Começar do zero......acreditar é preciso. Vamos sair do fundo do poço? Post e comente a temática.
11/02/15

Brasil reúne ministros do Brics para discutir população

Posted by João Luis

O governo brasileiro promoverá, entre os dias 10 e 13 deste mês, no Palácio Itamaraty, a 1ª Reunião de Ministros Responsáveis por Assuntos Populacionais do Brics e o 2º Seminário de Funcionários e Peritos em Questões Populacionais do Brics.
De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o objetivo é reunir temas de relevância entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países de economia emergente que compõem o grupo Brics, e abrigam cerca de 2.9 bilhões de habitantes, para aprofundar debates para uma agenda conjunta de desenvolvimento na área.
Recém-empossado por  Dilma, o ministro Mangabeira Unger coordena reuniãoAntonio Cruz/Agência Brasil
A reunião de ministros será na quinta-feira (12). Coordenado pela SAE, do recém-empossado ministro Mangabeira Unger, o evento terá a participação de ministros brasileiros ligados a assuntos populacionais, como o do Desenvolvimento Social e o das Cidades. As delegações de Rússia, Índia, China e África do Sul serão chefiadas por pelo menos um ministro da área.
Entre os assuntos que serão discutidos estão: mortalidade materna, aids e doenças sexualmente transmissíveis; migração rural-urbana e urbanização; envelhecimento e transferências intergeracionais; diferenças de gênero no mercado de trabalho e o papel das mulheres no cuidado de crianças pequenas e idosos dependentes.
Segundo a SAE, será apresentado um plano de trabalho conjunto ao final dos quatro dias de evento. A reunião de ministros dos cinco países e o seminário de peritos em questões populacionais são resultado do plano de ação aprovado na 6ª Cúpula do Brics, em julho de 2014, em Fortaleza, e do primeiro seminário de peritos da área realizado em março do ano passado na África do Sul.
Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
09/02/15

Grande imã egípcio pede crucificação de membros do Estado Islâmico

Posted by João Luis

Ahmed al Tayyeb, grande imã da mesquita de Al Azhar, no Cairo (Egito), afirmou que os terroristas do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) deveriam ser crucificados e que é preciso cortar fora suas mãos e seus pés.    
Por meio de um comunicado, o religioso, que dirige um dos principais centros de ensino do Islã, a Universidade al Azhar, também expressou sua "profunda indignação" com a morte do militar jordaniano Muath al Kasaesbeh, queimado vivo pelos extremistas.    
Segundo ele, essa ação terrorista "ignóbil" exige a sanção indicada pelo Corão contra "tiranos que corrompem e fazem a guerra de Alá e seu mensageiro". O imã ainda definiu o EI como uma organização "satânica" e fez um apelo para a comunidade internacional lutar contra os jihadistas.    
Al Tayyeb é considerado por muitos muçulmanos como a maior autoridade dos sunitas, mesma vertente do islamismo propagada pelo Estado Islâmico. Já Al Kasaesbeh havia sido sequestrado na Síria, após o caça que pilotava sofrer um acidente. 
O Estado Islâmico já apresenta um alto grau de intolerância dentro do próprio Islã. Depois do ataque da Al Qaeda a revista francesa as coisas ganharam proporções muito maiores mundo a fora. O mundo não aceita mais radicalismos de grupos extremistas. O Estado Islâmico seria o limite da tolerância mundial. Seria um grupo de fato jihadista? Ou fanáticos sem causa? Estariam respondendo contra o imperialismo do ocidente? Ou contra um inimigo invisível? Post e comente a temática. 05/02/15.

Michelle Obama diz que ela e Barack estão 'indignados' com sequestro das meninas na Nigéria

Posted by João Luis

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama fez um discurso no último domingo (11), a respeito de mais de 200 meninas nigerianas sequestradas uma ação terrorista na Nigéria, afirmando que ela e o presidente Barack Obama estão "indignados e com o coração partido" com o ato.

De maneira sorrateira, na madrugada do último dia 14 para 15 de janeiro, homens armados do grupo terrorista islâmico Boko Haram, que se opõe à ocidentalização da Nigéria, sequestrou cerca de 276 meninas no dormitório de uma escola pública na cidade de Chibok, leste do estado de Borno.
Ao abordar sobre o caso em seu discurso , Michelle ressaltou que vê suas próprias filhas na imagem das meninas do sequestro, e imagina a angústia doa pais ao ter de lidar com um "ato inconcebível" de tirá-las da proteção escolar, reforçando que o governo de Obama fará todos os esforços para trazê-las para casa.

O Boko Haram foi formulado pelo clérigo muçulmano Mohammad Yusuf, há cerca de uma década, para combater a educação ocidental, que segundo ele seria a razão por trás da corrupção moral e política do país.O discurso de Michelle vem pouco mais de uma semana depois do líder terrorista ameaçar vender as meninas no mercado negro em um vídeo obtido pela agência de notícias France Presse. Na gravação, ele se refere ao colégio das meninas como uma "escola de educação ocidental", vista por ele como pecaminosa.

Em contrapartida, Michelle aponta que a educação é a melhor chance das meninas terem "um futuro brilhante". A escola chegou a fechar temporariamente por ameaças terroristas, mas insistiu em continuar suas atividades em prol das famílias e comunidades locais.
Caros estudantes o grupo terrorista Boko Haram atualmente é um dos mais falados no mundo pelas suas ações de extrema violência. Busquem mais informações e vamos aprofundar a temática. 30/01/15.