Giro pelo mundo

Posted by João Luis


PIB da China tem menor alta em 5 anos

Índice registrou crescimento de 7,3% no 3º trimestre




A China registrou uma desaceleração de seu crescimento econômico no terceiro trimestre deste ano, apontou cifra divulgada nesta terça-feira, dia 21, por Pequim. Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia mundial cresceu 7,3%, um pouco mais do que o esperado pelos analistas financeiros (7,2%).
    Este é o pior crescimento registrado pelo país desde 2009, quando teve um crescimento de 6,6%.
    No que diz respeito à comparação trimestral, o crescimento desacelerou para 1,9%. (ANSA) 
  

El País: influência da China e Rússia na America Latina é crescente

Existem muitas Américas dentro da América Latina, diz o El País em uma reportagem da última segunda-feira (20), comentando que até apenas 25 anos atrás, a democracia era um produto exótico no continente. O jornal diz, porém, que a “agenda" do continente mudou radicalmente nas últimas décadas e promete mudar ainda mais. O jornal ainda levanta a questão de uma uma influência cada vez maior da China e da Rússia, visto a aproximação, talvez oriunda do Brics. 
Em primeiro lugar, 10 anos após a criação da Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), a terceira eleição de Evo Morales na Bolívia mostra para onde vai o socialismo do século XXI: um discurso e retórica indígena e de esquerda, com políticas e  tratamentos de direita. Em segundo lugar, a decisão de colocar a Venezuela no Conselho de Segurança da ONU como um dos 10 membros não-permanentes, ou seja, com voto, mas sem poder de veto. Mas, embora ele já estava presente neste organismo em quatro ocasiões anteriores, quem colocou a Venezuela na ONU? Qual é o próximo a entrar?  
 O jornal diz que hoje, a China, o verdadeiro proprietário da Venezuela, e a Rússia, o verdadeiro fiador de Cuba são aqueles que levaram a Venezuela para a Onu.O jornalista acusa a Onu de nunca servir aos fins para os quais realmente foi criada.
O jornal afirma que houve um tempo no mundo de língua espanhola foi mais fácil de ser governado porque o inimigo comum era os Estados Unidos da América. “Depois vieram as bandeiras da dignidade territorial, seguindo o caminho falho e sanguinário dos Castro em Cuba, Hugo Chavez  foi o mais refinado, com um banho de populismo filofascista que representou o fenômeno do peronismo” critica o jornal. 
Se 100 mil milhões de dólares (74 mil milhões de euros) para investimentos em infraestrutura no novo banco de BRICS (com sede em Xangai) são finalmente uma realidade, o espaço ocupado por cinco países (Brasil, Rússia, Índia , China e África do Sul) é imenso. 
Se 100 mil milhões de dólares (74 mil milhões de euros) para investimentos em infraestrutura no novo banco de BRICS (com sede em Xangai) são finalmente uma realidade, o espaço ocupado por cinco países (Brasil, Rússia, Índia , China e África do Sul) é imensa. Especialmente porque o exemplo do canal da Nicarágua será o laboratório de TESTE. Os chineses, no caso da Nicarágua não só levarão trilhões de dólares, mas têm condições atentatórias à soberania incluindo a importação importa de 50.000 trabalhadores chineses.
No caso do Brasil, seu maior parceiro comercial é agora Pequim, diz o jornal. “Eu não sei se a partir de uma base macroeconômica esse relacionamento é positivo, o que eu sei é que para resolver o grande desafio do século na América Latina, ou seja, a desigualdade social, essas sociedades, são caracterizadas pela total insensibilidade à desigualdade social. Basta olhar para a Rússia e China”, diz o jornalista. 

Ucrânia pede 2 bilhões de euros à União Europeia para pagar gás russo

A Ucrânia pediu um empréstimo de 2 bilhões de euros à União Europeia (UE) para pagar uma dívida de gás com a Rússia. O pedido, formulado durante uma reunião ministerial UE-Ucrânia-Rússia para resolver o pagamento do gás, “vai agora ser avaliado com o Fundo Monetário Internacional e as autoridades ucranianas”, disse hoje (21) o porta-voz da Comissão Europeia, Simon O’Connor.
Com base na avaliação, a comissão “fará uma proposta ao Parlamento Europeu e ao conselho”, que representa os estados-membros”. A Comissão Europeia “continua muito empenhada em apoiar a Ucrânia”, disse.
A Ucrânia e a Rússia discutem, com a mediação europeia, um acordo provisório para o pagamento pela Ucrânia de US$ 3,1 bilhões (2,4 bilhões de euros) de faturas em atraso à petrolífera estatal russa Gazprom, US$ 2 bilhões dos quais têm de ser pagos até ao final de outubro.
O acordo é negociado entre o comissário Europeu da Energia, Gunther Oettinger, e os ministros da Energia russo, Alexandr Novak, e ucraniano, Iuri Prodan, reunidos em Bruxelas. A Rússia cortou o fornecimento de gás à Ucrânia em junho devido à recusa de Kiev em pagar o preço imposto pelo governo russo, no contexto da crise entre os dois países
Comente as temáticas! 22/10/14.

'Washington Post': Liderança dos EUA é necessária para conter estagnação global

Posted by João Luis

As quedas na Bolsa de Wall Street desta semana seriam um reflexo do crescente nervosismo dos investidores em relação ao crescimento econômico global, de acordo com o jornal estadunidense Washington Post. Em matéria desta quinta-feira (16), o jornal garante que analistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) teria descrito a recuperação global como decepcionante e desigual, além de terem reduzido a projeção de crescimento que havia sido traçada em abril de 3,7% para 3,4% neste mês. Por trás desses dados, estaria uma realidade pontuada pelo desemprego, pela estagnação salarial e pela frustração generalizada.
O jornal aponta que, apesar dos impasses do Congresso, os Estados Unidos tem feito tanto quanto ou mais a maioria dos países ao redor do globo para tentar resolver essa situação. De acordo com a notícia, as políticas monetárias agressivas do Federal Reserve ajudaram a retomar o crescimento no país, que já seria maior do que o quadro visto na Europa ou no Japão. O aumento dos impostos sobre rendimentos elevados tem tido um papel fundamental no combate ao aumento da desigualdade. Contudo, o jornal aponta que os salários ainda não estão subindo, mesmo após a queda no desemprego e que, portanto, o Federal Reserve deve elevar os juros no próximo ano.
A liderança dos Estados Unidos também seria algo necessário internacionalmente, em relação à promoção do crescimento econômico. Para que não haja estagnação do comércio global, assim como nas reformas no Japão, é preciso que o acordo de PARCERIAeconômica estratégica Trans-Pacífico (TPSEP) deve ser seguido à risca. Além disso, a administração de Obama deve continuar fazendo pressão para que a Alemanha reduza seu superávit comercial, um dos principais fatores que vêm inibindo o potencial de crescimento dos países devedores da Europa. Além disso, o jornal diz que o engajamento dos Estados Unidos pode vir a ser fundamental para ajudar a resolver as crises na Ucrânia e no Oriente Médio – ambas identificadas pelo FMI como fatores agravantes para a desaceleração global.
O Washington Post afirma que o Congresso norte-americano e o presidente terão que assumir de forma mais vigorosa a partir de agora – e a lista de medidas para impulsionar o crescimento em um curto prazo é bastante extensa. O jornal aponta a necessidade de ser feita uma reforma fiscal das empresas, uma reforma estrutural e um maior investimento em infraestrutura. O jornal alerta ainda que não se deve subestimar o dano que a estagnação econômica prolongada pode fazer na estabilidade social e consenso político de que a democracia descansa finalmente, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.
Interessante o pensamento dos Estados Unidos em relação a Macro Economia. Todos devem ceder seus modelos econômicos para que o grande "dragão capitalista" continue a frente da economia mundial. Alemanha deve reduzir o seu resultado da Balança Comercial para que os demais países europeus possam produzir mais e vender mais. E na América os Estados Unidos aplicam tais medidas? Post e comente a temática proposta. 17/10/14.

Bolívia fará eleições presidenciais no próximo domingo

Posted by João Luis

A Bolívia fará eleições gerais no próximo domingo (12) e escolherá seu presidente para um mandato de cinco anos. Respeitando a lei eleitoral boliviana, ontem (8) foi o último dia de atos públicos de campanha, que, de acordo com analistas internacionais, transcorre em um clima calmo. Apesar disso, o Tribunal Supremo Eleitoral informou que 37 mil policiais e 20 mil militares farão a segurança nas eleições, que têm 6.245.959 bolivianos habilitados a votar.
O atual presidente, Evo Morales, tenta chegar a seu terceiro mandato consecutivo e, de acordo com as pesquisas divulgadas, tem quase 60% das intenções de voto. Morales, eleito pela primeira vez em 2005, é o primeiro presidente indígena boliviano, povo que representa cerca de 60% da população do país. Além dele, também concorrem à Presidência Samuel Doria Medina, empresário do ramo de cimento; Jorge Quiroga, que foi vice-presidente do país por quatro anos e, em seguida, assumiu como presidente pelo período de um ano; o prefeito de La Paz, Juan del Granado, e o líder indígena Fernando Vargas.
Entre os eleitores registrados para votar, 272.058, ou 4,3% do total, são residentes em outros 33 países. O voto de cidadãos bolivianos no exterior estreou nas últimas eleições, em 2009, somente para alguns residentes na Argentina, Espanha, nos Estados Unidos e no Brasil. Desta vez, as votações foram ampliadas para mais 29 países. O voto dessas pessoas é facultativo e eles apenas podem escolher candidatos a presidente e vice.
De acordo com as regras eleitorais bolivianas, a lei seca tem início 48 horas antes do pleito e só se encerra ao meio dia na próxima segunda-feira. Todos os cidadãos entre 18 e 70 anos de idade são obrigados a votar. Nos 90 dias seguintes, os bolivianos precisam apresentar o comprovante de votação para utilizar serviços em instituições públicas e bancos. Aqueles que não votarem, têm até 30 dias para justificar a ausência ou pagar uma multa equivalente a R$ 135.
Pelo calendário eleitoral, a campanha na Bolívia começou em julho, mas as propagandas dos partidos na imprensa só começaram em setembro. O segundo colocado nas pesquisas é o empresário Doria Medina, que aparece com entre 13% e 18% das intenções de voto. Segundo a Constituição boliviana, para um candidato ser eleito em primeiro turno precisa ter mais de 50% dos votos ou ter mais de 40% e uma distância de pelo menos 10% sobre o segundo colocado, o que, de acordo com as pesquisas, aponta uma vitória do atual presidente sem necessidade de um segundo turno. Em 2005, Morales foi eleito com 54% dos votos e, em 2009, com 64%.
Com mais de 10 milhões de habitantes, a Bolívia, assim como o Paraguai, são os únicos países da América do Sul sem saída para o oceano, o que dificulta o escoamento de sua produção. Tem fronteira com o Brasil, a Argentina, o Paraguai, o Peru e o Chile. A economia boliviana está baseada nas indústrias de petróleo e gás, na mineração e na agropecuária. A capital do país é Sucre, mas a sede do governo é em La Paz. O país tem nove departamentos (estados) e fala mais de 30 línguas, sendo os principais o espanhol, falado por quase 90% da população, o quéchua, por 34%, e o aymara, por 23,5% das pessoas.
A dinastia bolivariana na América do Sul continua. O rodizio de poder não seria salutar? Eternizar-se no poder atende ao pleito de uma sociedade democrática? Post e comente a temática! 10/10/14.

Obama versus Estado Islâmico

Posted by João Luis

Imagem divulgada pelo site jihadista Welayat Salahuddin mostra militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) executando dezenas de iraquianos membros das forças de segurança em um local desconhecido
Militantes do Estado Islâmico executando dezenas de iraquianos (AFP/Welayat Salahuddin/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou uma estratégia detalhada de como sua administração planeja combater o Estado Islâmico (EI), que controla uma parte significativa da Síria e Iraque. Apesar de eu ter sido uma crítica severa da política de Obama em relação à Síria por dois anos e meio, sua nova estratégia reflete uma política externa coerente e madura – embora ela não esteja totalmente à altura de seus valores proclamados. E essa omissão ainda pode derrotar o seu plano.
A abordagem de Obama é louvável por três razões. Primeiro: combina força e diplomacia. Segundo: atribui condições cautelosas ao tipo e escopo de ação militar americana. Terceiro: ela une o destino destes esforços em direção à existência e à eficácia de uma ampla coligação no Médio Oriente, deixando claro que, embora os Estados Unidos estejam preparados para liderar, não podem e não irão assumir o papel de polícia global.
No 'GAME of Thrones' do Oriente Médio, Obama está jogando o melhor que ele pode. Ele sabe que um esforço militar americano pode enfraquecer muito o Estado Islâmico, mas que apenas um esforço político-militar combinado pode derrotá-lo. Obama gerou influência política para si próprio ao desenhar uma linha clara, anunciando que os EUA iriam "expandir nossos esforços além de proteger nosso povo e nossas missões humanitárias" somente em conjunto com o governo iraquiano recém formado. Se o novo governo desempenhar um bom papel em suas promessas de inclusão política, os EUA irão ajudá-lo a obter o seu país de volta; se não, não.
Leia também

Igualmente importante, mas menos evidente, é o trunfo que esta posição fornece em relação ao Irã. Obama não mencionou o Irã durante o seu discurso, mas os comentaristas têm especulado se sua estratégia dá mais poder aos iranianos, na teoria de que o apoio de Teerã é decisivo para o sucesso na luta contra o Estado Islâmico. Mas o governo xiita do Iraque é uma das principais âncoras estratégicas do Irã na região; e antes de os EUA começassem os ataques aéreos contra o Estado Islâmico, a certeza de que o governo iraquiano iria sobreviver estava longe. O Irã precisa do poder aéreo dos Estados Unidos da mesma forma que os EUA precisam das tropas de apoio iranianas em terra.
A ênfase dos EUA numa coalizão regional para combater o Estado Islâmico é também uma hábil diplomacia. O Secretário de Estado John Kerry deixou claro que, por enquanto, o Irã não é um membro bem-vindo. O Irã, sem o qual a coligação essencialmente torna-se uma frente sunita, pode ter um lugar à mesa – e desempenhar um papel grande e evidente na resolução da guerra civil Síria – mas só se estiver disposto a chegar a um acordo para controlar seu programa nuclear. Nunca houve melhor momento para fazê-lo.
Onde a estratégia de Obama é mais fraca é em atingir pessoas comuns: a rede das relações humanas que transmite raiva, ódio, desespero ou esperança, confiança e lealdade. Sua doutrina de que os EUA usarão a força para defender seus "interesses essenciais", mas vão mobilizar outros "para enfrentar os desafios mais amplos de ordem internacional", é a lógica perfeita e boa política num país cansado de guerras.  Mas, como um sírio tuitou para mim, o que o mundo ouve Obama dizer é que os EUA usarão a força para vingar a morte de dois jornalistas americanos, mas vão esperar um pouco enquanto 200.000 sírios são sacrificados.
A menos que a ação militar dos EUA seja vista como realmente destinada a proteger vidas e a propriedade do povo iraquiano e sírio, os EUA rapidamente perderão a guerra de propaganda para o Estado Islâmico. Como muitos especialistas advertem, na primeira vez que um drone atingir uma mulher ou uma criança, o vídeo da cena e o funeral serão postados para o mundo muçulmano ver. Mesmo se esse vídeo não aumentar realmente o apoio ao Estado Islâmico, ele irá convencer milhões de muçulmanos de que os EUA voltaram a usar seus velhos truques militares: jogando bombas por causa do petróleo, ou por causa de Israel, ou simplesmente para esmagar todos muçulmanos. Essas atitudes antiamericanas, recentemente endurecidas mais uma vez, dificultarão, em muito, a obtenção das informações necessárias contra o Estado Islâmico em terra.
Isso não vai apenas prejudicar os EUA na Síria e no Iraque, mas vai formatar opiniões populares em outros Estados árabes, limitando a capacidade dos seus governos de trabalhar com os Estados Unidos. Mais prejudicial de tudo, uma justificativa puramente estratégica para a ação militar – em defesa do núcleo de interesses dos EUA – não deixa espaço para fazer o que realmente precisa ser feito na Síria. A única maneira de trazer o ditador sírio Bashar Assad à mesa das negociações é enfraquecer a ele e ao Estado Islâmico simultaneamente. E a única justificativa legal ou moral para atacar sua força aérea, depósitos de munições ou armamento pesado é a responsabilidade internacional de proteger seu povo contra ele mesmo – assim como os EUA tem ajudado a proteger os Yazidis do Estado Islâmico.
Ao contrário da alegação de Obama, a brutalidade do Estado Islâmico não é "exclusiva". Assad já matou mais de 200.000 pessoas, em sua maioria civis, em um conflito que começou com a tortura de crianças em seu governo. Simplesmente falando sobre a responsabilidade de proteção, como Obama fez uma vez, acompanhado por ataques um pouco limitados – talvez como punição por Assad ter usado recentemente gás de cloro contra civis – mudaria o jogo rapidamente. O Irã entenderia que a repressão dos Estados Unidos na Síria não está indefinida; os governos sunitas poderiam ter vergonha aos olhos de seu próprio povo por não fazerem mais; e a narrativa do Estado Islâmico de brutalidade colidiria com uma narrativa da humanidade.
O destino dos camponeses tem um impacto direto e importante no dos reis. A política de Obama oscila entre cálculos geopolíticos, com base no interesse nacional e na retórica de valores universais, assumindo a responsabilidade por "nossa segurança comum e a humanidade comum". Tornar real esta retórica conseguiria o espaço de manobra que é necessário para alcançar os objetivos geopolíticos da sua política externa.
*Anne-Marie Slaughter, Presidente e CEO da New America Foundation, é autora de 'The Idea That Is America: Keeping Faith with Our Values in a Dangerous World' (sem tradução no Brasil).
© Project Syndicate, 2014
Post e comente a temática da vez! 27/09/14.

Após correção de erro, Pnad mostra queda na desigualdade e não aumento

Posted by João Luis

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na noite desta sexta-feira (19) uma correção da análise de dados e microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada ontem (18), o que levou a erro em alguns resultados das estimativas. O índice de Gini, por exemplo, que mede a desigualdade no país, em 2012 estava em 0,496 e, em 2013, caiu para 0,495, o que mostra redução na desigualdade, ao invés do aumento para 0,498 divulgado ontem.
Apesar de o percentual de pessoas que ganham até um salário mínimo ter ficado em 25,2% da população ocupada em 2013, e não 24,8%, a desigualdade diminuiu porque a taxa dos que ganham de cinco a 20 salários mínimos passou de 7,6% para 7,3% entre as duas análises e os que recebem mais de 20 salários mínimos permaneceu em 0,7%.
De acordo com o diretor de Pesquisa do instituto, Roberto Luís Olinto Ramos, todos os dados puros estão corretos, mas houve um erro técnico que superestimou a população das regiões metropolitanas do país, o que influenciou em outros dados, como o índice de Gini.
"Basicamente o que aconteceu foi um erro técnico que afetou alguns estados e algumas variáveis. A pesquisa é por amostra, não cobre a população inteira. Existe um processo onde você pega a amostra e projeta com um peso. Da amostra para o todo, houve um problema restrito às regiões metropolitanas de sete estados que têm mais de uma região metropolitana, onde foi considerado o peso da região metropolitana do estado inteiro, e não apenas o da capital".
O problema ocorreu nos estados do Ceará, de Pernambuco, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná e do Rio Grande do Sul, onde existem regiões metropolitanas nas capitais e também em outros municípios, e levou a mudança nas análises nacionais, além das regionais.
O rendimento mensal do trabalho variou menos do que o estimado ontem: 3,8%, e não 5,7%, com isso, o valor do rendimento médio mensal ficou em R$ 1.651, e não R$ 1.681. De acordo com o coordenador de Renda E EMPREGO, Cimar Azeredo, isso se explica pelo fato de a renda nas regiões metropolitanas ser maior do que no interior dos estados.
"Rendimento é o que mais sofreu mudança, pois os dados da região metropolitana estavam inflados e os maiores rendimentos estão na região metropolitana. Pelo mesmo motivo, o analfabetismo aumentou, porque é maior no interior".
A taxa de analfabetismo em 2012 era 8,7% da população e caiu para 8,5%. O dado divulgado ontem foi 8,3%. A taxa de desocupação permanece a mesma divulgada ontem, de 6,3% da população, mas o contingente de pessoas é 6,637 milhões, e não 6,693 milhões. O nível de ocupação total ficou em 61,8% da população, no lugar de 61,2%. O trabalho infantil caiu 10,6%, e não 12,3% divulgado ontem.
A presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, pediu desculpas a toda a sociedade pelo erro, mas afirmou que, do ponto de vista significativo, os resultados não mudaram substancialmente.
Analisem os dados acima, pois, os mesmos são os mais novos indicadores sociais e econômicos do país. Vejam que GINI aparece no lugar do IDH como referencial. Façam os comentários dos resultados. Forte abraço! 20/09/14. 

Escócia rejeita independência; Cameron reforça promessa de mais autonomia

Posted by João Luis

Em referendo histórico, 55% dos escoceses votaram contra a independência do país em relação ao Reino Unido. Mais de 3,6 milhões, dos 4,3 milhões de eleitores registrados, compareceram às urnas, um recorde em relação a todas as eleições já realizadas no Reino Unido desde o sufrágio universal, em 1918.
A campanha "Sim, Escócia" - a favor da independência - ganhou em cidades importantes como Glasglow (53%), Dunbartonshire (54%), Dundee (57%) e North Lanarkshire (51%). A campanha "Melhor Juntos" - que defendeu a continuidade da união - venceu em 26 regiões, incluindo a capital, Edimburgo (61%).
A votação foi concluída às 22h (18h no Brasil) dessa quinta-feira (18), e a apuração avançou pela madrugada. Por volta das 5h (1h no Brasil), com a maioria dos votos contabilizados, já era possível prever o resultado. Militantes pró-independência, que fizeram nos últimos quatro meses uma das mais apaixonadas campanhas já vistas no Reino Unido, demonstraram sua frustração em diversas partes da Escócia. Muitos pareciam não acreditar nos números. Alguns choraram.
O primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, principal líder da campanha separatista, foi o primeiro a se manifestar. Em discurso emocionado, agradeceu a 1,6 milhão de pessoas que votaram a favor da independência e pediu que eles aceitem o veredito democrático. Salmond disse esperar que o governo britânico cumpra rapidamente suas promessas de garantir mais poderes ao povo escocês.

Logo que os resultados foram oficialmente declarados, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, fez um discurso aos cidadãos. Ele destacou que, com o referendo, a questão da independência foi decidida por uma geração. Cameron reforçou as promessas de mais autonomia ao Parlamento escocês sobre impostos, gastos e serviços públicos. “Os três principais partidos a favor da união assumiram o compromisso de garantir mais poderes ao Parlamento. Vamos garantir que esses compromissos sejam honrados em sua totalidade”, declarou. O primeiro-ministro planeja encaminhar um projeto de lei sobre o tema até janeiro do ano que vem.
A vontade do separatismo não foi maior que o medo de caminhar sozinho. A busca por mais poderes no parlamento pode ser alcançada pelo receio do ingleses de futuros plebiscitos para saída  do Reino Unido. Agora é aguardarmos os próximos capítulos da trama. A tradição venceu o protagonismo? Post e comente a temática. 20/09/14.

OMS diz que intervenções convencionais não estão contendo ebola na Libéria

Posted by João Luis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma nova avaliação da epidemia de ebola na África. De acordo com o texto desta segunda-feira (8), intervenções convencionais de controle na Libéria não estão alcançando o impacto necessário para controlar o surto. A forma convencional de lidar com a doença estaria se mostrando eficiente somente em locais de transmissão limitada, principalmente na Nigéria, em Senegal e na República Democrática do Congo. No mais recente relatório sobre os avanços da epidemia, divulgado na última sexta (5), 3.944 pessoas já tinham sido infectadas pelo vírus e 2.097 teriam morrido em decorrência do ebola. Só nos últimos 21 dias, 45% dos casos e 43% das mortes teriam acontecido. Ainda de acordo com o relatório, a taxa de mortalidade estaria em 53%.
De acordo com a OMS, nas últimas semanas uma equipe de especialistas da instituição estava trabalhando junto com o governo da Libéria e com os órgãos de saúde locais para avaliar a situação no país, onde a transmissão do vírus é forte e a quantidade de novos casos vem aumentando de modo exponencial. A conclusão foi a de que as demandas geradas pela epidemia no país já superaram completamente a capacidade de resposta por parte do governo e dos parceiros – dos 15 condados que constituem o país, 14 já apresentam casos do vírus.
Uma das coisas que estaria sendo um grande desafio no país era a própria perda de profissionais da saúde. Na Libéria, 152 profissionais da área foram infectados e 79 morreram. As perdas de profissionais atuando no sistema de saúde acaba sendo ainda mais grave quando se leva em conta que, segundo a OMS, o país tinha apenas um médico para cada 100 mil habitantes, em um país de 4,4 milhões de pessoas. A taxa de letalidade por conta do vírus na Libéria também é mais alta que o índice geral, atingindo 58% de óbitos em decorrência do ebola.
A Libéria tem os maiores números totais de mortes e infectados dentre todos os países infectados pelo vírus – cerca de 2 mil casos foram notificados no país e mais de mil pessoas morreram. Nas próximas três semanas, ainda são esperados um número considerável de novos casos no país, como já havia sido alertado recentemente pela OMS.
Sobre o quadro geral do surto, os países de transmissão intensa continuam sendo Guiné, Libéria e Serra Leoa – Nigéria e Senegal continuam sendo classificados como países de transmissão localizada, de acordo com a OMS. Nas últimas três semanas os casos têm aumentado de forma intensa nos três países, tanto nos centros urbanos quanto nas capitais. A OMS reforça a necessidade de reforças medidas de controle nesses países.
Na Guiné, 100 novos casos foram identificados na última semana. Em Serra Leoa, a taxa de contaminação segue elevada também, com cerca de 150 novos casos por semana. A Libéria, mais afetado dentre todos os países, apresentou mais de 200 casos por semana nas últimas três semanas. Além disso, o relatório da OMS emitido na última sexta-feira aponta para o fato de que a epidemia continua se expandindo geograficamente dentro destes três países, apesar de cerca de 80% dos casos continuar concentrado em zonas específicas. O país com maior taxa de mortalidade é a Guiné, com 64% de óbitos e a menor taxa foi identificada em Serra Leoa, com 39% de mortes por ebola.
Avaliação da Libéria
A avaliação da OMS foi resultado de um processo investigativo que aconteceu no condado de Montserrado, o mais populoso do país africano, onde vivem quase 1,2 milhões de pessoas. A conclusão foi a de que mil novos leitos são necessários com urgência para o tratamento de infectados no país. Atualmente, somente 240 leitos estariam disponíveis e apenas mais 260 estão previstos de serem disponibilizados. Ou seja: as perspectivas indicam que nas próximas semanas e meses, o país só terá como suprir 50% das demandas urgentes oriundas da epidemia.
A OMS chegou a apontar que o único hospital de referência na Libéria é o John F Kennedy Medical Center, que foi em grande parte destruído durante a guerra civil do país e que ainda hoje sofre com os reflexos. No condado está também a favela West Point, que não possui saneamento ou água corrente e onde o acesso à eletricidade é praticamente inexistente.
Post e comente a temática! 09/09/14.