Grama da maconha no Uruguai será vendido a R$ 5,75

Posted by João Luis

A lei de legalização da maconha no Uruguai ainda não foi votada pelo Senado, mas já se sabe o preço que a droga será vendida nas farmácias se a nova legislação entrar em vigor: US$ 2,50 (R$ 5,75) o grama. A informação foi dada pelo secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do país, Julio Calzada, à agência de notícias Télam.
Segundo ele, o valor está de acordo com o que já é praticado no mercado negro do país.

A Folha apurou que, em São Paulo, um grama da droga custa em torno de R$ 2 e R$ 3. Para cada cigarro de maconha, são usados em média entre um e dois gramas da erva.
O projeto de lei aprovado pela Câmara de Deputados do Uruguai na semana passada autoriza a compra de até 40 gramas por mês da droga, para pessoas com mais de 18 anos, em farmácias que terão uma licença especial para comercializá-la.
Calzada também afirmou que haverá um controle para que o país não se torne destino turístico para o consumo da droga. "Vamos ter um registro de usuários com a condição de residência no país, que não vai depender na nacionalidade ou da cidadania, só da residência", disse.
REFERENDO
Após a aprovação da lei no Congresso, na semana passada, políticos da oposição anunciaram que pretendem defender a realização de um referendo para derrubar a lei. Os governistas argumentam, porém, que ela é necessária para combater o tráfico e o crime organizado --segundo eles, a guerra às drogas é custosa e fracassada.
Segundo o jornal uruguaio "La República", o presidente do Uruguai, José Mujica, disse em entrevista publicada nesta segunda-feira (5) que estaria disposto a submeter à consulta popular o polêmico projeto.
"Estão impulsionando (na oposição) um referendo --e espero que o façam--, pois é preciso sair e debater tudo isso. Se não o fizerem, estou pensando em promover isso para que o povo uruguaio se inteire de tudo isso", afirmou Mujica à publicação.
"Há muito o que trabalhar no tema e lamentavelmente a maioria das pessoas não domina a informação (...) O narcotráfico é um negócio que floresce. Se colocarmos na balança o dinheiro que gastamos para combatê-lo e os efeitos que conseguimos, é de chorar, é a empresa mais desastrosa do mundo", explica o presidente.
Mais tarde, porém, o chefe da Casa Civil, Diego Cánepa, assegurou que o mandatário uruguaio não fará nenhuma consulta popular. Segundo ele, Mujica disse que, caso se promova um debate, o mesmo seja feito com todas as informações disponíveis.
"O presidente entende que é necessário transmitir à opinião pública os argumentos que levaram a essa decisão [da legalização da maconha]", disse.
O projeto divide opiniões entre os uruguaios. Segundo pesquisa recente do instituto Cifra, a liberação da maconha é rejeitada por 63% da população.
A proposta foi aprovada na quarta-feira (31) na Câmara dos Deputados por 50 votos a 46, após mais de 13 horas de acalorados debates. O texto segue para votação no Senado, onde a Frente Ampla de Mujica também é maioria.
Caso seja aprovado, o país será o primeiro do mundo em que a produção, a distribuição e a venda de maconha a consumidores adultos serão reguladas pelo Estado.

Deputados uruguaios aprovam projeto de lei que pode tornar o país o 1º a assumir controle da produção e venda da maconha
Deputados uruguaios aprovam projeto de lei que pode tornar o país o 1º a assumir controle da produção e venda da maconha
Post e comente a polêmica temática! 06/08/13.

Derretimento do Ártico custa US$ 60 trilhões ao planeta

Posted by João Luis

A emissão de gás metano pelo derretimento do solo congelado no Ártico vai acelerar a mudança climática e trará um prejuízo global de U$ 60 trilhões até 2100.
Mais de 80% dos danos, dizem os autores da estimativa, serão em países pobres, longe dos ursos polares.
Esses números são os valores médios de uma simulação feita por cientistas da Holanda e do Reino Unido, apresentada na revista "Nature".

Bolhas de gás metano escapam do lago nevado no Ártico
Bolhas de gás metano escapam do lago nevado no Ártico
Para entrelaçar economia e ambiente, os cientistas usaram um método similar ao do relatório Stern, o modelo mais completo já feito sobre o impacto financeiro do aquecimento global, bancado pelo governo britânico em 2006.
O pesquisadores incluíram na nova simulação as consequências da liberação de metano do permafrost (solo permanentemente congelado) da Sibéria. Esse gás deve acelerar o aquecimento global e contribuirá para piorá-lo.
Segundo os cientistas, a emissão de 50 bilhões de toneladas de metano aprisionados na região causaria um aumento de 15% no impacto financeiro descrito no relatório Stern, que estimava em US$ 400 trilhões a perda econômica gerada pelo aquecimento até 2100.
BOMBA-RELÓGIO
"Isso é uma bomba-relógio econômica que não vem sendo sendo reconhecida atualmente no plano mundial", diz Gail Whiteman, da Universidade Erasmus, de Roterdã, líder do trabalho.
A pesquisadora afirma que adiantou a liberação dos dados de seu estudo porque o aquecimento do Ártico vinha sendo discutido em clima de otimismo por países boreais.
William Mur/Ed. de arte/Folhapress
Como 30% das reservas não mapeadas de gás e 13% das de petróleo estão lá, a seguradora Lloyd's of London estima que o investimento na região possa atingir US$ 100 bilhões nos próximos dez anos.
E a exploração do Ártico será facilitada pelo derretimento do gelo em si, que abre rotas de navegação e barateia o transporte.
O retorno do capital, porém, precisaria ser três ordens de magnitude maior para compensar os danos globais. E os países que teriam algum lucro não são os mais ameaçados pela mudança climática, que afetará terras agricultáveis tropicais. "Por isso queremos levar essa discussão ao Fórum Econômico Mundial", diz Whiteman.
Segundo os cientistas, há pouca esperança de evitar a liberação do metano siberiano, mesmo que as emissões de CO2 sejam reduzidas.
Os cenários com os quais os pesquisadores trabalham variam entre uma liberação em dez anos até uma em trinta anos, mas o impacto econômico acumulado seria quase o mesmo.
A única opção regional de medida paliativa é controlar a circulação de navios e a exploração de petróleo para evitar a emissão de carbono negro (forma de fuligem), que faz o gelo absorver radiação.
Os cientistas reconhecem, porém, que o estudo ainda é muito impreciso. Mas isso também não é boa notícia.
"No escopo da simulação, há 5% de chance de que o prejuízo seja de 'apenas' US$ 10 trilhões, mas há 5% de risco de que o impacto seja de US$ 220 trilhões", diz Chris Hope, da Universidade de Cambridge, coautor do trabalho.
Post e comente a temática! 03/08/13.

Busca por energia limpa requer desvios

Posted by João Luis

Jonathan Wolfson e Harrison Dillon começaram daquele jeito mítico do Vale do Silício. Há uma década, os dois amigos de faculdade se puseram a trabalhar na garagem de Dillon, cultivando algas em tubos de ensaio, na esperança de usarem a biotecnologia para criar energia renovável. Aí encontraram um pequeno grupo de investidores.
Agora, eles lançaram seu primeiro óleo derivado de algas em escala comercial: pálido, inodoro e fornecido em um frasquinho dourado, ele não é voltado para tanques de combustível, mas para o rosto de mulheres preocupadas com o envelhecimento cutâneo.
Cada frasco de 30 ml custa US$ 79, e, talvez graças a ele, a empresa da dupla, a Solazyme, consiga ir além do ponto onde tantas outras companhias de tecnologia limpa perderam o gás: a passagem para a produção em escala comercial.
Jim Wilson/The New York Times
Vista em microscópio das células de alga contendo óleo, as com verde mais brilhante são as que mais têm óleo
Vista em microscópio das células de alga contendo óleo, as com verde mais brilhante são as que mais têm óleo
A esperança da Solazyme é se manter à tona fabricando óleos que sirvam a diversas funções -como hidratar a pele ou substituir a manteiga e os ovos em receitas de forno. O passo seguinte é fabricar enormes quantidades de produtos de energia renovável a um preço capaz de concorrer com os combustíveis fósseis.
Há anos, gestores públicos, ambientalistas e empreendedores alardeiam a promessa de domar a energia do sol, do vento, das ondas, dos resíduos sólidos urbanos ou, agora, das algas. Desde 2007, o consumo de energia oriunda de fontes renováveis nos EUA cresceu quase 35%. Hoje, ele representa cerca de 9% do total, segundo a Administração de Informação Energética.
Mas houve fracassos proeminentes. Empreendimentos de energia limpa outrora promissores, que haviam atraído milhões de dólares em apoio do governo americano -como a fábrica de painéis solares Solyndra, a usina de etanol celulósico Range Fuels e o fornecedor de baterias A123 Systems-, faliram. A próxima geração de biocombustíveis, baseada em plantas não alimentícias, ainda luta para conseguir decolar.
O capital de risco se desacelerou, e novas empresas dessa área precisam queimar grandes volumes de capital em muitos anos de pesquisa e em equipamentos antes de comprovarem suas promessas. Em nível global, o capital de risco investido em tecnologias limpas diminuiu de US$ 9,61 bilhões em 2011 para US$ 7,4 bilhões em 2012, uma queda de quase um quarto, segundo o banco de dados i3 Platform, do Cleantech Group.
Por isso, as empresas de energia limpa não podem se apoiar na clássica abordagem em que os investidores recebem dividendos rápidos e polpudos. Elas precisam de uma combinação de verbas governamentais, parcerias setoriais e uma disposição para buscar linhas de produtos com maior valor agregado, como parte da rota que leva a mercados maiores, mas com margens mais reduzidas.
A história da Solazyme mostra como pode ser sinuoso o caminho que leva até tecnologias energéticas lucrativas. Quando começaram, Dillon e Wolfson cogitaram priorizar o uso de algas para produzir hidrogênio, mas os veículos movidos a hidrogênio nunca decolaram.
Os sócios da Solazyme perceberam que precisavam criar um produto que pudesse usar equipamentos e infraestrutura existentes, e o óleo combustível parecia a melhor aposta.
O problema em produzi-lo é que o volume é quem manda. Fazer um produto incrível não era o importante -se a Solazyme não conseguisse fazê-lo em quantidade suficiente, o negócio nunca teria sucesso.
O combustível celulósico pode em breve alcançar uma escala real: o Departamento de Energia dos EUA prevê que haverá 303 milhões de litros em produção comercial até 2015. Mas o uso de algas pelas empresas irá demorar até 2022, preveem as autoridades.
Na Solazyme, os sócios aceleraram os testes preliminares, tentando fazer algo que imitasse o óleo combustível existente. Eles também reprogramaram os micro-organismos para ver o que mais poderia resultar.
"A intenção era uma linha reta até os combustíveis, mas começou a ficar claro o quanto isso iria demorar", disse Wolfson, comentando a evolução da empresa até desenvolver múltiplas linhas de produtos.
A grande descoberta foi que as algas podem produzir óleos que, do ponto de vista bioquímico, se parecem muito com outros encontrados na natureza ou já em uso no mercado. Mas os sócios haviam vendido aos investidores uma empresa de energia, não uma fábrica de cosméticos, suplementos nutricionais e sabão.
Eles também haviam dito ao seu conselho que conseguiriam produzir combustível por meio da fotossíntese, mas o cultivo de algas onde houvesse luz solar suficiente exigiria enormes lagos e ameaçaria causar uma perda de vegetação.
Após procurar às pressas uma alternativa, Wolfson e Dillon informaram ao seu conselho que cultivariam as algas em tanques para produzir óleos especiais para mercados secundários, usando o faturamento dessas vendas para amparar o negócio de combustíveis durante o seu desenvolvimento. Seus principais patrocinadores, que já haviam investido juntos cerca de US$ 1,3 milhão, concordaram em financiar novos testes para essa ideia.
Vários conselheiros acabaram saindo, e vários investidores de risco que haviam demonstrado interesse nas rodadas preliminares de financiamento se retiraram pelo fato de os criadores insistirem em perseguir múltiplos mercados, segundo Wolfson.
"É bem verdade que, se você tenta fazer coisas demais e não tem um enfoque enquanto companhia, você vai fracassar -o enfoque realmente importa", disse ele. "O que eles realmente não entenderam é que a nossa plataforma é uma plataforma que está focada na produção óleos."
A empresa tem um acordo de vários anos com o conglomerado japonês Mitsui para desenvolver óleos específicos para os mercados químico e industrial. Em parceria com a Solazyme, a Bunge, multinacional gigante do setor agroalimentar, está construindo uma fábrica ao lado da sua usina de etanol de cana no centro-sul do Brasil. Ela vai usar o açúcar para alimentar as algas e espera produzir até 114 milhões de litros de óleo por ano para produzir sabão e outros produtos.
"Quanto maiores os dividendos que pudermos demonstrar de cada fábrica no começo, mais rápido conseguiremos financiar e construir fábricas", disse Wolfson. A empresa espera vender os óleos cosméticos a um preço 60% superior ao valor de custo, frente a 30% de lucro para os combustíveis e produtos químicos e 40% para os produtos nutricionais.
Uma tentativa de diversificação caiu por terra em 24 de junho, quando a Solazyme dissolveu uma parceria com a beneficiadora de amidos Roquette Frères.
As empresas estavam usando algas para produzir gorduras com baixo teor de saturação e óleos sem gorduras trans, além de um suplemento em pó, o Almagine, que deveria substituir ovos e gorduras saturadas. Mas as empresas disseram não ter chegado a um acordo sobre a estratégia de marketing.
Analistas dizem que as cifras operacionais da empresa sugerem que, por enquanto, ela é mais promessa do que realidade.
No ano passado, a Solazyme teve um prejuízo líquido de US$ 83 milhões sobre um faturamento de US$ 44 milhões. Ela também assumiu uma dívida de cerca de US$ 185 milhões no começo deste ano.
Mesmo assim, os analistas estão otimistas com as perspectivas da empresa, embora alguns manifestem ceticismo quanto à possibilidade de a Solazyme algum dia desenvolver combustíveis.
"Os combustíveis ainda são uma oportunidade para eles", disse Rob Stone, analista de pesquisas que monitora tecnologias limpas. Mas ele acrescentou que a nova capacidade produtiva em escala comercial poderia ser usada inteiramente para satisfazer à demanda nos mercados de maior valor agregado, então talvez não faça mais sentido para a Solazyme esgotar seu espaço produtivo fabricando combustíveis com margem de lucro menor.
"Acho que eles podem fazer uma companhia enorme sem jamais fazer praticamente nada no negócio dos combustíveis."
Tudo no mundo capitalista precisa ganhar a escala de produção comercial para funcionar, portanto, fica evidente que paciência e um pouco de boa vontade são vitais para o projeto funcionar. A natureza agradece, a produção e o consumo continuam e a ciência avança. Post e comente a temática! 03/08/13.  

Desmatamento na Amazônia está em alta, indica ONG

Posted by João Luis


Mais um sistema de monitoramento indica que o desmatamento na Amazônia pode ter voltado a subir. A ONG Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia) viu aumento de 103% no acumulado entre agosto de 2012 e junho de 2013, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Só em junho, o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), feito via satélite, detectou 184 km² de desmatamento ou degradação, um aumento de 437% sobre o mesmo mês de 2012.
No fim do ano passado, o Brasil comemorou a mais baixa taxa de desmate desde que o monitoramento começou, em 1988. No entanto, os números preliminares mais recentes indicam uma tendência contrária.
Nos últimos meses, dados do governo também indicam uma tendência de aumento.
Números do sistema Deter,o sistema de monitoramento em tempo real do do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mostraram uma alta significativa. Em maio de 2013, 465 km² foram possivelmente afetados --um aumento de 370% sobre maio de 2012.
"O aumento na tendência de desmatamento está detectado tanto nos dados do governo como nos do Imazon. Acho que não resta muita dúvida de que algo está acontecendo", diz Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon e um dos autores do estudo. "Não foi um aumento leve."
Ambos os dados ainda não são definitivos. O monitoramento feito por eles é prejudicado pela presença de nuvens, além de a resolução de imagem ser limitada.
Os números oficiais do desmatamento na Amazônia usados pelo governo são os do Prodes, também do Inpe, mas que faz uma detecção mais refinada e só é divulgado uma vez por ano.
"E está muito bom assim. É um número consolidado, reflete um ciclo. Desmatamento não é inflação para ser divulgado mês a mês", avalia Dalton Valeriano, coordenador do programa de monitoramento do Inpe.

NUVENS
O pesquisador criticou a metodologia do Imazon e afirmou que os números do Deter, do próprio Inpe, não foram feitos para serem um sistema de comparação, mas sim uma forma de alertar o Ibama rapidamente.
"Ainda não dá para falar em aumento. Esse sistema não se diferencia degradação e áreas totalmente desmatadas. Isso é um dos pontos importantes, sem contar os erros que podem ser provocados pela cobertura de nuvens", completa ele.
O diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano Menezes de Evaristo, diz que o órgão tem seguido firme na fiscalização.
"Não vou negar que existe uma pressão [de desmatamento]. Mas nós estamos conseguindo controlar isso. Da mesma maneira que fizemos no ano passado."
O diretor destaca que, em 2013, o Ibama manteve a fiscalização intensa mesmo no período de chuvas, o que dificultou o escoamento de madeira ilegal.
"Pode até ser que consigam desmatar um pouco, mas não conseguem completar o ciclo nem retirar a madeira", diz Evaristo.
                                                  01/08/13.

Emergentes submergem

Posted by João Luis


As duas publicações que fazem a cabeça dos mercados e influem sobre governos no mundo inteiro acabam de decretar o fim do encantamento com os tais emergentes.
A primeira foi o "Financial Times", com um obituário curto e grosso escrito por Jonathan Wheatley. "Uma desconfortável verdade está se fazendo sentir no mundo dos investidores em mercados emergentes: está morta a história de crescimento do mercado emergente."
A "Economist" é menos dramática, mas não deixa de apontar que chegou ao fim "a dramática primeira fase da era dos mercados emergentes". Por "dramática primeira fase", entenda-se que as economias em desenvolvimento saltaram de representar 38% da produção econômica mundial para 50% na primeira década do novo século.
O Brasil, obviamente, é um dos emergentes que, agora, parecem estar submergindo --e submergindo mais que seus pares.
Diz a "Economist": "O Brasil correu adiante com a ajuda de um 'boom' das commodities e do crédito doméstico; sua atual combinação de teimosa inflação e lento crescimento mostra que a velocidade-limite subjacente de sua economia é muito menor do que se pensava."
Para o meu gosto, é uma frase definitiva demais para o médio prazo. Mas, para o biênio 2012/13, é indiscutível. Não é que o Brasil esteja crescendo menos que os demais Brics, as grandes estrelas do mundo emergente até recentemente. Cresceu menos que todos os sul-americanos, que não são propriamente queridinhos dos mercados.
As estatísticas da Cepal, a comissão da ONU para a América Latina, mostram que, em 2012, o Brasil, com seu 0,9%, cresceu mais apenas que o Paraguai, que retrocedeu 1,2%. Neste ano, a previsão da entidade é de novo de penúltima colocação em crescimento, ganhando apenas da conturbada Venezuela.
O Brasil perde, portanto, até de países (Bolívia, Equador e Argentina) cujas políticas econômicas são vistas com misto de desprezo e desconfiança por agentes de mercado.
A morte da "história de crescimento" dos emergentes permite um ajuste de contas com os exageros de avaliação que marcaram seu glorioso reinado de uma década, pouco mais ou menos.
Essa história de que a China ultrapassaria fatalmente os Estados Unidos, por exemplo, já começa a ser reavaliada. De fato, a China explodiu nos últimos 20 anos, mas sua economia, se medida em paridade de poder de compra, é apenas 18% da norte-americana.
Da mesma forma, a reverência aos Brics como novo bloco de poder no planeta omitiu reiteradamente o fato de que o grupo só existe como sigla, não como coletivo que atua em conjunto.
Sem esquecer que a China é estrondosamente mais forte que seus quatro sócios. Para ficar em um só indicador: as reservas internacionais dos Brics são imponentes (US$ 4,6 trilhões), mas três quartos delas (US$ 3,5 trilhões) pertencem a um só país, obviamente a China.
Só espero que não se caia no exagero oposto, de dar os emergentes como inutilidades. Continuarão crescendo, menos, mas crescendo.
Seria o final dos emergentes? Estratégia de manipulação de resultados para favorecer economias de maior peso? Fim do encantamento? O que fazer para rebater tal situação? A China é apenas um exemplo, dentre os demais? Post e comente a polêmica temática! 01/08/13.

Revolução Cubana continuará "jovem", enquanto transferir poder às novas gerações

Posted by João Luis




Ao comemorar os 60 anos da tomada do quartel-general de Moncada, em Santiago de Cuba, ação liderada por Fidel Castro, que marcou o início da revolução cubana, o presidente Raul Castro disse que a revolução continuará jovem e que segue em “marcha” o processo que passará o poder a outra geração. “Esta revolução continuará sendo a revolução socialista dos humildes, pelos humildes e para os humildes”, disse ao participar de um ato comemorativo em Santiago de Cuba.
Na cerimônia, acompanhada por vários governantes latino-americanos e caribenhos (Nicolás Maduro, da Venezuela; Daniel Ortega, da Nicarágua  Evo Morales, da Bolívia; e José Mujica, do Uruguai), Castro, ressaltou que na ilha está em processo a “transferência paulatina e ordenada às novas gerações” do governo iniciado em 1959, anos depois do início do movimento revolucionário iniciado em Moncada.
Segundo ele, mais de 70% população cubana nasceram após o assalto ao quartel, em 26 de julho de 1953. “Os que acompanharam Fidel Castro eram jovens, naquela data, e as novas gerações de cubanos continuarão a defender os ideais revolucionários”, disse o presidente.
Em seu discurso, de quase 40 minutos, Raul Castro rendeu homenagem a Hugo Chávez, que chamou de “invicto comandante e chefe da revolução bolivariana na Venezuela, discípulo avantajado dos próceres da independência latino-americana e caribenha".
Até quando o discurso bolivariano vai ter eco no mundo pós moderno? Transferência de poder, ou preparação de novos discípulos castristas? Aí Raul fica difícil acreditar em mudanças. Não defendo jamais o isolamento da ilha proposto pelos yankes, contudo os tempos são outros e a ilha precisa se modernizar. Carros da década de 50(XX) e serviços de baixa qualidade. Hoje o turismo carrega a economia da ilha, e portanto a modernização é fundamental. Conhecer Cuba não é um plano teórico. É necessário ir lá. Post e comente a temática! 27/07/13.

Governo quer mudar a forma de uso de termelétricas

Posted by João Luis




O Ministério de Minas e Energia apresentou hoje (25) uma nova metodologia para o uso de termelétricas, que deverá garantir a utilização de usinas mais baratas e diminuir oscilações no preço da energia. Segundo o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a mudança também poderá evitar distorções de preços da energia.
“No modelo atual, temos grande variações e oscilações, e agora vamos conseguir uma estabilidade maior e que represente os custos desse sistema”, explicou Zimmermann.
Atualmente, o uso das térmicas é decidido pontualmente pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, quando há necessidade de maior suprimento energético, geralmente por causa do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. Agora, o acionamento dessas usinas será incorporado ao planejamento energético do país.
Outra vantagem, segundo Zimmermann, é que, quando o despacho de térmicas é antecipado, as usinas mais baratas podem ser usadas antes, o que torna o sistema mais eficiente e o custo, menor. De acordo com Zimmermann, com a mudança, o despacho de usinas térmicas fora da ordem de mérito, ou seja, que são ligadas emergencialmente, será “baixíssimo”.
A nova metodologia, desenvolvida pelo Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), ainda vai passar por consulta pública na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e deve começar a ser aplicada em setembro.
Agora poderemos ter energia mais barata e com menos burocracia na forma de distribuição. Quem sabe não teremos também diminuição de preços no valor dos produtos finais das fábricas? Vale acompanhar! 25/07/13.