Reeleito, Hugo Chávez coloca chanceler na Vice-Presidência

Posted by João Luis

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nomeou Nicolás Maduro como seu vice, nesta quarta-feira. Maduro tem 48 anos e era um dos ministros mais longevos de Chávez, ocupando desde 2006 o Ministério das Relações Exteriores.
No seu novo cargo, Maduro pode ter de substituir Chávez se o tratamento que ele faz desde junho passado contra um câncer o impedir de exercer a Presidência.
Na Venezuela, o cargo de vice-presidente é de livre nomeação do governo, e não eleito ao lado do mandatário, como no Brasil.



Nicolás Maduro (à esq.) e Hugo Chávez cumprimentam partidários durante ato de campanha em Sabaneta
Nicolás Maduro (à esq.) e Hugo Chávez cumprimentam partidários durante ato de campanha em Sabaneta
Chávez, que tem 58 anos e está no cargo desde 1999, foi reeleito no domingo passado para mais um mandato com duração de seis anos que começa em 2013.
De acordo com a Constituição venezuelana, se Chávez for obrigado a deixar a Presidência até o quarto ano de seu novo mandato, uma nova eleição presidencial deve ser convocada em até 30 dias. Se a ausência ocorrer no biênio final do mandato, é o vice quem deve leva-lo a cabo.
Em quase 14 anos na Presidência, Chávez já nomeou sete vices --alguns deles acumularam a função com outros ministérios--, e não houve longos períodos com o posto sem titular.
O atual vice, Elias Jaua, deixa o cargo ainda nesta semana para se candidatar a governador nas eleições de dezembro que vem. Na despedida, de acordo com informações do jornal venezuelano "El Universal", Chávez o agradeceu pelo trabalho e por "tê-lo aguentado".
O rival dele será Henrique Capriles, que concorreu contra Chávez nesta última eleição presidencial.
Maduro nasceu em 23 de novembro de 1962, em Caracas. Ao lado da Chancelaria, ele ocupava, desde 2010, a vice-presidência do Conselho de Ministros. 
A galera da esquerda não quer largar o poder de forma nenhuma. Eleições democráticas? Uso da máquina pública? Ditador ou líder carismático? Post e comente a temática! 11/10/12

"A demografia não é um destino", diz diretor do Fundo de População da ONU

Posted by João Luis

Em outubro de 2011, a ONU anunciou que a humanidade tinha atingido a marca de sete bilhões de pessoas. Oito meses depois, em junho, a mesma entidade revelou que 222 milhões de mulheres no mundo querem evitar a gravidez, mas não têm acesso a métodos contraceptivos modernos. Dessas, 162 milhões estão nos 69 países mais pobres do mundo, especialmente em áreas rurais.
Para o diretor-executivo do Fundo de Populações das Nações Unidas, o nigeriano Babatunde Osotimehin, isso mostra que a demografia não é um destino. Em entrevista à Folha, ele defendeu a importância de garantir às mulheres meios de decidir se e quando ter filhos como forma de desacelerar o crescimento populacional e dar mais qualidade de vida para as pessoas. Mas alertou: apenas a redução da taxa de natalidade não será suficiente para garantir o desenvolvimento sustentável do planeta.
Leia os principais trechos da entrevista:
Folha - Muitos estudos científicos mostram que estamos ultrapassando vários limites do planeta, ao mesmo tempo em que a população mundial cresce em ritmo acelerado. Que tipo de perspectiva essas duas realidades trazem para a humanidade?
Babatunde Osotimehin - Quando se fala dos desafios ambientais e das mudanças climáticas, a resposta não está apenas no crescimento populacional. Neste exato momento em que conversamos, a parte do mundo que está contribuindo com a maior pegada de carbono não é o mundo em desenvolvimento, onde a população cresce. É muito importante ter isso em mente. Por outro lado, nesses locais onde a população está crescendo a aspiração é chegar à classe média e ter um consumo similar ao que existe no mundo desenvolvido hoje. Por isso precisamos de um novo paradigma para tratar dessa questão, por isso se fala tanto na economia verde.
De qualquer forma, desacelerar o crescimento da população parece importante...
Sim, e para isso é fundamental dar condições para mulheres e meninas fazerem suas próprias escolhas. É preciso assegurar que elas tenham acesso aos serviços de saúde reprodutiva, especialmente ao planejamento familiar, para que possam optar por ter apenas o número de filhos de que possam cuidar. Isso fará diferença não apenas para as mulheres, mas também para os orçamentos domésticos e para os países.
O que o senhor achou do fato de que, por pressão do Vaticano, a menção aos direitos reprodutivos femininos acabou excluída do documento final da Rio+20 [Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu em junho no Rio]?
Eu prefiro ver o copo meio cheio, não meio vazio. Quando o primeiro rascunho do documento foi divulgado, ele sequer mencionava a palavra saúde [a redação final fez menção à saúde reprodutiva]. Então trilhamos um longo caminho até aqui. E o documento final reitera a agenda que resultou da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a agenda do Cairo. Isso significa que os direitos reprodutivos estão citados de forma implícita.
Quando se fala dos problemas ligados ao crescimento da população, muita gente os associa às previsões de Malthus [que dizia que a expansão da produção de alimentos não iria acompanhar o ritmo de expansão da população e aconselhava a abstinência sexual para diminuir a natalidade]. O senhor vê similaridades?
O malthusianismo não tem nada a ver com as discussões atuais. O jeito que abordamos a questão do crescimento populacional é diferente. Hoje muitos países têm políticas e programas específicos para o tema. O Brasil é um exemplo. Em 30 anos, o número de filhos por mulher caiu consideravelmente. E o mesmo está acontecendo em muitos outros países. Quanto mais conseguirmos engajar os governos, mais o que aconteceu aqui vai acontecer também em outros lugares.
Relatório recente divulgado pelo UNFPA destaca que a média das projeções populacionais apontam que seremos 10 bilhões ao fim do século, mas há estimativas que chegam a 16 bilhões...
A demografia não é um destino. A questão é o que faremos para não ultrapassar essa projeção média. Precisamos dar o poder de escolha para as mulheres. Mas muitos países no sul global ainda têm uma população muito jovem e assistirão ao crescimento de suas populações. Só que ele não será tão rápido como tem sido se as medidas necessárias forem tomadas.
Por outro lado, o envelhecimento da população também é um problema.
Essa é outra questão que deve ser abordada. Alguns países no mundo já estão elaborando políticas sociais para garantir que a população envelheça com dignidade. Porque isso vai ter consequências nas aposentadorias, nos serviços sociais, no sistema de saúde, na habitação, nos transportes... É algo para o qual não estamos preparados. E claro que esses países também vão perder competitividade. A produtividade vai cair porque eles não vão ter o mesmo contingente de jovens na indústria, nos serviços... Por isso, alguns países já estão fazendo esforços para rejuvenescer suas comunidades. A Dinamarca, por exemplo, conseguiu elevar o número de filhos por mulher, que estava abaixo de 2 e agora está em 2,1 ou 2,2. E isso só foi possível porque criaram uma série de políticas amigáveis para as mulheres, com licenças maternidade mais longas, segurança no trabalho e instalações para crianças nas proximidades dos locais de trabalho. Cada país tem que achar a solução para os seus desafios.
O senhor falou da perda de produtividade decorrente do envelhecimento da população, exatamente num momento em que o mundo precisa aumentar a produtividade para alimentar sua população crescente sem aumentar a pressão sobre recursos naturais. Isso não torna o desafio ainda mais difícil?
Isso nos leva de volta à questão da economia verde. No hemisfério sul há muitos jovens que estão em busca de educação, em busca de empregos, e eles podem ajudar a aumentar a produção de alimentos e de outros bens sem causar desequilíbrios ao meio ambiente. Não podemos esquecer que vivemos em um mundo globalizado, onde muito possivelmente as maçãs que são comidas em Nova York foram produzidas na África do Sul.
E qual o papel que a ciência e a tecnologia terão nesse novo cenário?
Um papel crucial. Em meados dos anos 60, havia uma previsão interessante de um dos maiores pesquisadores do mundo sobre população. Ele dizia que a Índia iria colapsar porque não seria capaz de alimentar sua população em crescimento. Mas a produção de comida na Índia cresceu tremendamente. E as tecnologias para aumentar a produção agrícola vão continuar a fazer diferença no futuro. Tem também a questão da água. Vamos ter que desenvolver tecnologias que nos permitam utilizar a água de forma melhor.
Quando se fala sobre crescimento populacional, o foco sempre está nas mulheres. Claro que são elas que dão à luz os filhos, mas o senhor não acha que deveria haver uma tentativa de envolver mais os homens nessa discussão?
Você está absolutamente correta. Nós sabemos que muitas decisões tomadas tanto no nível macro quanto no micro têm a participação dos homens. Em algumas culturas, até mesmo a decisão de a mulher ir para o hospital ou tomar medicamentos depende do homem. É essencial envolvê-los na discussão.
Em muitos países, questões religiosas e culturais acabam funcionando como uma barreira ao planejamento familiar. Como mudar isso?
Essas questões têm que ser abordadas com base na realidade de cada país. Temos que engajar os governos e as partes interessadas para garantir acesso aos serviços. É preciso fazer um diagnóstico de cada comunidade para ver qual a melhor forma de fazer isso.
E o senhor acha que o aborto deveria ser uma opção para uma mulher que teve uma gravidez indesejada?
O Fundo de População da ONU apoia o que já foi acordado na ONU, de que nos países onde o aborto é legal, ele tem que ser seguro. Mas é importante enfatizar que, se formos capazes de atender as necessidades das mulheres por planejamento familiar, vamos reduzir os abortos, porque elas terão o poder de fazer escolhas antes que seja tarde demais. 
Preocupação mundial! Post e comente a temática! 10/10/12

China, parceira pouco entusiasmada de Chávez

Posted by João Luis


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Em 38 anos de relações diplomáticas entre China e Venezuela, Caracas realizou sete visitas presidenciais a Pequim. Seis delas ocorreram a partir de 1999, o começo da gestão Hugo Chávez. Desde então, a balança comercial cresceu de US$ 1,9 bilhão para US$ 10,3 bilhões em 2010, ano em que o país caribenho se converteu no Estado recipiente do empréstimo mais alto emitido por entidades bancárias chinesas, cerca de US$ 20 bilhões.
A explicação desse aumento vertiginoso está nos empréstimos chineses com pagamento em petróleo, que já somam US$ 38 bilhões. Na base desse esquema está o Fundo Misto Sino-Venezuelano, criado em 2008 para obras de infraestrutura e até a compra de um satélite.
Mas esse intercâmbio comercial não é proporcional ao interesse chinês de investir na Venezuela, na opinião de Wang Peng, da Academia de Ciências Sociais da China, o “think tank” mais influente do país. Especialista em Venezuela, Wang afirma que as circunstâncias do país, que, por 12 anos, tem sido cenário de experimentação política, econômica e social do chamado socialismo bolivariano, estão afugentando os investidores chineses.
A afirmação contrasta com um Chávez que, em seu terreno, sempre se mostra confiante na fortaleza dos nexos estabelecidos com a China, país que, em seu discurso, ainda chama de “a nação de Mao Zedong”. De fato, suas descrições da China, após visitas à capital asiática, parecem tão pouco ajustadas à realidade que boa parte dos venezuelanos se surpreende ao escutar que Pequim está abarrotada de carros Audi e lojas Chanel.
Mais além disso, Chávez acelerou a relação comercial. No começo de sua gestão, em 1999, a balança com a China fechou em déficit de US$ 1,3 bilhão. Quatro anos depois, a situação se reverteu numa espécie de ponto sem retorno, com a ressalva de que os envios venezuelanos praticamente se resumem a petróleo.
Para colocar em números, basta olhar as cifras de 2008, ano en que o intercâmbio alcançou o máximo histórico de US$ 9,6 bilhões. As exportações venezuelanas somaram US$ 6,5 bilhões, mas apenas US$ 270 milhões eram de exportações não petroleiras, segundo o Banco de Comércio Exterior da Venezuela.
Ao todo, o petróleo representou 78,3% das vendas venezuelanas a China entre 2007 e 2009, de acordo com a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). O país passou a exportar anualmente 1,2 milhão de toneladas de petróleo no início da gestão Chávez para 20 milhões uma década depois.
Alguns economistas venezuelanos têm criticado constantemente essa variação alegando que, além de crescente, essa aliança comercial nos términos estabelecidos não é favorável para a Venezuela. Pelo contrário, está se transformando numa camisa de força. A pergunta é se o país realmente tem capacidade para diversificar a balança e se a China está interessada em algo além do petróleo.
O analista chinês joga por terra as especulações e sentencia que os investidores chineses não têm interesse em fincar pé em terras bolivarianas. Afirma que o incremento da violência, as regras do jogo econômico e o ambiente político radicalizado e intolerante explicam a situação. Wang inclusive acredita que outorgar empréstimos ao governo Chávez é “um pouco arriscado, embora muito lógico proque o governo chinês quer assegurar o petróleo”.
De fato, entre 1990 e 2009 o investimento direto chinês na Venezuela foi de apenas US$ 240 milhões, segundo a Cepal. No Peru, país com dimensões semelhantes, o investimento vindo de Pequim alcançou US$ 2,3 bilhões. “Os riscos políticos na Venezuela são muito altos”, afirma Wang. “O governo [Chavez] está tentando centralizar o poder para controlar a economia. As empresas estrangeiras não podem obter dólares ou transferir seus lucros aos países de origem. As divergências políticas são fortes entre o partido governista e os da oposição. A situação doméstica realmente preocupa o investidor chinês”.
Wang também descarta a possibilidade _aventada por Chavez em sua aproximação inicial_ de que a China se transforme no padrinho político venezuelano em sua luta “contra o império”, numa relação similar entre a da URSS com Cuba na Guerra Fria. “A China compreende que uma parceria baseada na lógica política prejudicaria seus intereses no longo prazo, porque uma mudança de governo poderia arruinar toda a cooperação alcançada previamente. Então, na opinião de Pequim, os acordos entre China e Venezuela são altamente comerciais”.
Henrique Capriles Radonski, o opositor de Chávez neste domingo (7), se diz favorável a continuar a aproximação com Pequim, mas adverte que revisará os acordos em vigor. Caso haja incompatibilidade con o marco legal venezuelano, afirma, os acordos serão rediscutidos. Capriles adianta que os acordos creditícios sobre a garantia de envios petroleiros, por exemplo, contradizem o marco legal venezuelano.
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Paula Ramón  jornalista venezuelana. 10/10/12

Brasil discute com China, Índia e África do Sul temas da conferência do clima de Doha

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O Brasil começa amanhã a discutir com China, Índia e África do Sul um posicionamento conjunto sobre os temas que serão levados à COP-18, conferência do clima de Doha, no Catar, que ocorre em novembro deste ano.
Os países fazem parte do BASIC, grupo informal que tradicionalmente se reúne antes do debate oficial. Representantes da Argentina, Barbados, Catar e Argélia também participarão do encontro, que ocorre em Brasília na quinta (20) e na sexta-feira (21).
O embaixador Luiz Alberto Figueiredo, Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Itamaraty reconheceu em coletiva de imprensa nesta quarta-feira que a conferência deste ano não trará tantas novidades se comparada à última edição do evento.
Em 2011, a conferência do clima de Durban, na África do Sul, deu origem a um documento batizado de "Plataforma de Durban", que estabelece um calendário para criar "um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal" em 2015, que possa entrar em vigor até 2020.
Esse é o ano que o Brasil defende como data limite de um segundo período de vigência do Protocolo de Kyoto, cuja primeira etapa se encerra em 2012. A duração desse segundo período ainda é alvo de discussão entre os signatários do documento.
"O que se espera é que a conferência [de Doha] seja uma conferência de implementação de decisões importantes que foram adotadas na conferência anterior. (...) O que tinha que ser lançado como processo negociador já foi lançado", disse Figueiredo.
Além do prazo de extensão do protocolo, a fixação de metas obrigatórias de redução de emissões para os países desenvolvidos também está na pauta da reunião entre ministros que acontece amanhã e sexta na capital federal. 
O Brasil em evidência nas grandes conferências de temáticas climáticas. A grande questão a ser pensada é: o Brasil é um exemplo no segmento?  A Rio + 20 foi um sucesso? Post e comente a temática! 27/09/12

Senado aprova Medida Provisória que altera Código Florestal

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Entre as alterações inseridas no projeto pela comissão especial, as principais são referentes às áreas de preservação permanentes (APPs) em margens de rios e de nascentes


O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (25), sem alterações, o projeto de lei de conversão referente à Medida Provisória do Código Florestal. O texto original enviado pelo Poder Executivo recebeu quase 700 emendas na comissão especial mista que analisou a matéria. Nela, após muita polêmica, um acordo entre congressistas ruralistas e ambientalistas resultou no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e, hoje, pelo Senado.
Entre as alterações inseridas no projeto pela comissão especial, as principais são referentes às áreas de preservação permanentes (APPs) em margens de rios e de nascentes. Os parlamentares da comissão modificaram a chamada “escadinha” proposta pelo governo federal, que estabelecia quanto das margens de rios desmatadas deveriam ser replantadas de acordo com o tamanho da propriedade.
Por serem maioria, os parlamentares da bancada ruralista conseguiram estabelecer no projeto que, nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais deverão ser recompostos 15 metros de mata nas margens dos rios com até 10 metros de largura. Quem tiver propriedades maiores que isso, independente do tamanho do curso d’água, deverá recompor de 20 metros a 100 metros, a ser definido pelas autoridades estaduais.
Já os parlamentares ambientalistas se deram por satisfeitos ao conseguirem impor no texto que as nascentes e olhos d’água deverão ter APPs ao seu redor de, no mínimo, 15 metros, a serem recompostos em caso de desmatamento pelos donos das propriedades. Além disso, o projeto também prevê a manutenção de 50 metros de APPs no entorno das veredas e áreas encharcadas.
Para que a recomposição seja feita, será criado um Programa de Regularização Ambiental (PRA) que regulamentará a permissão para que os produtores possam converter as multas ambientais em investimentos no reflorestamento de suas reservas legais e APPs.
A Medida Provisória do Código Florestal foi editada pela presidenta Dilma Rousseff para suprir as lacunas deixadas pelos vetos feitos por ela à lei que reformou o código. Durante as negociações sobre a MP na comissão especial, o governo chegou a divulgar nota na qual declarou não ter participado do acordo que resultou no texto aprovado hoje e que, portanto, não tinha qualquer compromisso com ele. A declaração gerou tensão entre os parlamentares ruralistas, que ficaram com receio de que a presidenta faça novos vetos ao projeto aprovado pelo Congresso.
Apesar disso, o senador Jorge Viana (PT-AC), que tem atuado como porta-voz informal do governo nas questões ambientais, disse acreditar que a presidenta não deverá tomar esta medida novamente. Na opinião dele, a proposta aprovada é “a melhor para o meio ambiente” e esse deve ser o argumento usado para tentar convencer a presidenta a não promover novos vetos na matéria.
“O entendimento que foi construído aqui leva em conta a realidade das bacias hidrográficas. O texto que sai daqui resolve o passivo ambiental brasileiro”, declarou o senador que atuou como relator do projeto do código anteriormente e foi um dos negociadores do atual projeto.
O projeto de lei de conversão segue agora para sanção presidencial, uma vez que não sofreu alterações e não precisará retornar para nova análise da Câmara dos Deputados.
Texto final do código florestal. Comente a temática! 26/09/12
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A QUADRILHA DE BRASÍLIA

Posted by João Luis

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota nesta sexta-feira (21) em que responde à menção feita pelo relator do julgamento mensalão, Joaquim Barbosa, sobre depoimento dado por ela durante o processo.
Ontem, durante sessão do julgamento em que analisava a prática de corrupção passiva por integrantes da base do governo Lula, Barbosa usou depoimento de Dilma como indício de que os acusados de fato receberam dinheiro em troca de apoio político.
O ministro citou o fato de Dilma, em depoimento judicial dado em 2009, quando era ministra-chefe da Casa Civil, ter relatado "surpresa" com a aprovação, em 2003, de medidas provisórias que criavam um marco regulatório para o setor de energia.
Na época da aprovação, Dilma era ministra de Minas e Energia. A medida provisória do marco regulatório levou três meses para ser aprovada na Câmara.
Na nota de hoje, Dilma buscou explicar o uso do termo "surpresa".



A presidente Dilma Rousseff e o ministro Joaquim Barbosa, do STF
A presidente Dilma Rousseff e o ministro Joaquim Barbosa, do STF
Segundo ela, a surpresa não foi com a aprovação das medidas provisórias, mas pelo fato de as medidas terem sido aprovadas rapidamente, e com o apoio de parlamentares da oposição.
No texto, Dilma lembra o apagão elétrico do governo Fernando Henrique Cardoso e detalha como foi a tramitação do projeto.
"Surpresa, conforme afirmei no depoimento de 2009 e repito hoje, por termos conseguido uma rápida aprovação por parte de todas as forças políticas que compreenderam a gravidade do tema. Como disse no meu depoimento, em função do funcionamento equivocado do setor até então, 'ou se reformava ou o setor quebrava. E quando se está em situações limites como esta, as coisas ficam muito urgentes e claras'", escreveu Dilma, na nota.
Barbosa não citou outros trechos do depoimento. Em um deles Dilma nega que "houve pedido de vantagem financeira" por parte de Janene ou de outra pessoa.
Essa foi a primeira referência ao depoimento da presidente no julgamento.
Ao longo do processo, Dilma defendeu, mais de uma vez, o discurso dos réus. Ela afirma que não há provas do mensalão e que houve apenas "empréstimos para pagar dívidas de campanha".

O julgamento do mensalão - 8ª semana

 
Ministros do STF durante julgamento do mensalão
LEIA A NOTA
"Na leitura do voto, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, o senhor ministro Joaquim Barbosa se referiu a depoimento que fiz à Justiça, em outubro de 2009. Creio ser necessário alguns esclarecimentos que eliminem qualquer sombra de dúvidas acerca das minhas declarações, dentro dos princípios do absoluto respeito que marcam as relações entre os Poderes Executivo e Judiciário.
Entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, o Brasil atravessou uma histórica crise na geração e transmissão de energia elétrica, conhecida como "apagão".
Em dezembro de 2003, o presidente Lula enviou ao Congresso as Medidas Provisórias 144 e 145, criando um marco regulatório para o setor de energia, com o objetivo de garantir segurança do abastecimento de energia elétrica e modicidade tarifária. Estas MPs foram votadas e aprovadas na Câmara dos Deputados, onde receberam 797 emendas, sendo 128 acatadas pelos relatores, deputados Fernando Ferro e Salvador Zimbaldi.
No Senado, as MPs foram aprovadas em março, sendo que o relator, senador Delcídio Amaral, construiu um histórico acordo entre os líderes de partidos, inclusive os da oposição. Por este acordo, o Marco Regulatório do setor de Energia Elétrica foi aprovado pelo Senado em votação simbólica, com apoio dos líderes de todos os partidos da Casa.
Na sessão do STF, o senhor ministro Joaquim Barbosa destacou a 'surpresa' que manifestei no meu depoimento judicial com a agilidade do processo legislativo sobre as MPs. Surpresa, conforme afirmei no depoimento de 2009 e repito hoje, por termos conseguido uma rápida aprovação por parte de todas as forças políticas que compreenderam a gravidade do tema. Como disse no meu depoimento, em função do funcionamento equivocado do setor até então, "ou se reformava ou o setor quebrava. E quando se está em situações limites como esta, as coisas ficam muito urgentes e claras".
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil" 

Ordem do julgamento

Os ministros estão seguindo a ordem proposta pelo relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, que sugeriu que a ação fosse analisada de forma 'fatiada' pelo tribunal.

Desvios no Banco do Brasil e na Câmara dos Deputados -- O julgamento começou pelos capítulos em que são analisados crimes associados ao desvio de recursos do Banco do Brasil e da Câmara dos Deputados para o mensalão.

A operação financeira do esquema -- A segunda parte a ser julgada é a que trata sobre os crimes de gestão fraudulenta no Banco Rural, que teria emprestado R$ 32 milhões ao PT e às agências de Valério sem garantias, e ainda renovado os empréstimos, sem cobrá-los.

A participação do Banco Rural -- Os ex-dirigentes do Rural também são acusados por usarem o banco para lavar o dinheiro do esquema, junto com Marcos Valério e seus ex-sócios.

A compra de apoio político no Congresso -- Pela ordem, a quarta parte da denúncia a ser julgada trata sobre as acusações de compra de apoio de parlamentares na Câmara, segundo a denúncia, orquestrado pelo ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Os petistas que receberam dinheiro do esquema -- Os deputados do PT que receberam dinheiro do esquema também serão julgados.

Os pagamentos feitos ao publicitário Duda Mendonça -- O publicitário Duda Mendonça recebeu seu pagamento pelas campanhas que realizou para o PT com dinheiro do valerioduto e usou o esquema de lavagem do Banco Rural para mandar o dinheiro ilegalmente para o exterior, diz a denúncia.

A participação do ex-ministro José Dirceu -- Por fim, os ministros analisam as acusações de quadrilha contra os principais réus do processo. Nesta parte, o STF decidirá se Dirceu realmente era o chefe da quadrilha, como diz o Ministério Público.
A quadrilha em Brasília aposta na impunidade, entretanto Joaquim Barbosa não apresenta sinais de fraqueza diante dos roubos dos agentes do governo do PT. No passado tudo ficava em baixo do tapete e agora as coisas são denunciadas e julgadas. Isso o PT fez e ninguém pode negar. Democratizou as investigações. Porém isso não oferece direito a fazer as mesmas práticas. Seu Lula e dona Dilma não podem achar que estão acima do bem e do mal. Todos devem ser punidos não importa quem ou qual partido, seja de oposição ou não. Post e comente a respeito e no dia 07/10 pense bem na sua escolha! 23/09/12  

Chefe do narcotráfico colombiano é preso na Venezuela

Posted by João Luis

O principal chefe do tráfico de drogas da Colômbia, Daniel Barrera Barrera, também conhecido como 'Loco Barrera', foi capturado em San Cristobal, na Venezuela, em uma operação que teve o apoio da CIA, informou nesta terça-feira o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Fotografia sem data do narcotraficante colombiano Daniel "el Loco Barrera"
Fotografia sem data do narcotraficante colombiano Daniel "el Loco Barrera", que foi preso na Venezuela
"Era, talvez, o chefão mais procurado pela polícia nos últimos tempos, foram 20 anos dedicados a crimes e alianças perversas com os paramilitares e as Farc", disse Santos ao anunciar a prisão em rede de rádio e TV.
Na mensagem, Santos agradeceu a "efetiva" colaboração do governo da Venezuela.
"Daniel Barrera Barrera foi capturado em San Cristóbal com a colaboração da ONA (Bureau Nacional Antidrogas da Venezuela), do serviço de inteligência britânico MI6 e das agências de inteligência dos Estados Unidos, em particular a CIA".
"Esta operação foi dirigida de Washington", revelou Santos, acrescentando que o chefe da Polícia Nacional da Colômbia, general José Roberto León Riaño, se encontra na capital americana.
'Loco Barrera', natural da cidade de Cali, era procurado há anos pelas autoridades de Colômbia e Estados Unidos.
"Esta é, talvez, a captura mais importante dos últimos tempos. Era o último dos grandes chefões. Foi um golpe contundente na criminalidade", destacou o presidente. "Ele já confessou sua identidade e neste momento estão confirmando as digitais".
Daniel "El Loco" Barrera era considerado o principal narcotraficante da Colômbia e segundo as autoridades, sua organização enviou nos últimos anos mais de 900 toneladas de cocaína para Estados Unidos e Europa.
A Colômbia é, ao lado do Peru, o principal produtor de cocaína do mundo, com 345 toneladas em 2011, segundo a ONU. 
Santos de fato atua de forma direta contra o narcotrafico. Promessa de campanha cumprida. Atualmente maior dirigente político da América do Sul. Não apenas promete, realiza! Estamos chegando ao fim da era da as Farc? Post e comente a temática! 19/09/12.