Obama diz que paralisação do governo fere imagem dos EUA ao redor do mundo

Posted by João Luis

Em entrevista concedida na Casa Branca na tarde desta terça-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a paralisação do governo do país, provocada por um impasse sobre a votação do orçamento e da dívida do país, fere a credibilidade norte-americana.
A crise orçamentária que os EUA atravessam entrou hoje em seu oitavo dia. O país chegará ao limite de seu endividamento em 17 de outubro. Se o teto não for ampliado, entrará em moratória. Os funcionários federais estão paralisados desde terça-feira (1º) devido à falta de acordo entre republicanos e democratas para votar a elevação do teto no Congresso. 
O presidente afirmou que deixou de participar de uma conferência internacional na Ásia nesta semana por conta da paralisação do governo. "Sempre que fazemos essas coisas [referindo-se aos impasses políticos], nossa credibilidade é ferida em todo o mundo. Faz parecer que não conseguimos agir em conjunto", disse Obama
Na entrevista, Obama fez um apelo para que o Congresso vote logo a elevação do teto da dívida para reconduzir o governo à normalidade. Para Obama, uma falha na elevação do teto da dívida "seria dramaticamente pior" do que a paralisação do governo.
O presidente Obama criticou os parlamentares republicanos pela resistência em debater a dívida do país e pela tática de paralisar o governo. "Vamos afastar essas ameaças que caem sobre nossas famílias e nossos negócios e vamos voltar a trabalhar", disse ele a repórteres, referindo-se ao impasse que vive o Parlamento norte-americano.
Durante a manhã de hoje, Obama ligou para o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, para transmitir sua disposição para negociar qualquer aspecto de política econômica ou doméstica, mas apenas se o Congresso desbloquear a paralisação federal e permitir o aumento do teto da dívida.
Durante o evento, Obama afirmou que fica "feliz por poder falar com ele [Boehner] e com qualquer outro republicano".
Post e comente  a temática! 09/10/13. 

EUA começam paralisação parcial de serviços por falta de verbas

Posted by João Luis

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz pronunciamento sobre a situação fiscal do país na Casa Branca, em Washington
O governo dos Estados Unidos enfrentará uma paralisação parcial nesta terça-feira (1º), porque o Congresso não conseguiu chegar a um acordo para aprovar o novo Orçamento federal. O prazo final era a meia-noite de segunda para terça-feira.
É a primeira paralisia do Estado desde janeiro de 1996, quando o democrata Bill Clinton presidia o país.
Não está claro quanto tempo se prolongará a paralisação. A falta de recursos não deve afetar as funções essenciais, como segurança nacional, mas reduzirá fortemente o funcionamento de muitas agências de regulação, levando à licença não-remunerada de até um milhão de funcionários públicos federais.
O fechamento do governo pode custar mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,22 bilhões) aos cofres públicos, segundo a Casa Branca.
O impasse é provocado, principalmente, por divergências políticas: a Câmara dos Representantes (semelhante à Câmara dos Deputados) tem maioria republicana, de oposição, enquanto o Senado tem maioria democrata, mesmo partido do presidente Barack Obama.
O grande ponto de discórdia entre as duas Casas é a reforma de saúde promovida pelo governo Obama.
"As agências devem executar agora os planos para uma paralisação ordenada diante da ausência de recursos", disse Sylvia Mathews Burwell, diretora do departamento de Orçamento da Casa Branca. "Pedimos ao Congresso que atue rapidamente para aprovar a lei (...), que permita tempo suficiente para a votação de um orçamento para o ano fiscal", disse.

Impasse no Congresso 

Na noite de segunda-feira (30), o Senado dos EUA, de maioria democrata, rejeitou a nova versão do projeto de lei orçamentária aprovada minutos antes pela Câmara de Representantes, de maioria republicana.
A nova versão adiava o início da reforma de saúde promovida pelo presidente Barack Obama, a chamada Obamacare, prevista para esta terça-feira (1º).

A Câmara de Representantes havia adotado um terceiro projeto temporário de Orçamento, por 228 votos a 201, aprovando o Orçamento, mas retardando, por um ano, a aplicação do Obamacare.

Para a maioria dos americanos (46%), o fechamento parcial de repartições públicas é de responsabilidade dos republicanos, enquanto 36% culpam o governo, segundo pesquisa da CNN/ORC International publicada nesta segunda-feira, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

Obama fará nova reunião com congressistas nesta terça

Em meio à queda de braço, o presidente Barack Obama se reuniu na segunda-feira com os líderes do Congresso, e fará o mesmo na terça-feira, mas reiterou que não negociará sob ameaça.

"Infelizmente, o Congresso não cumpriu com sua responsabilidade. Não foi capaz de aprovar um orçamento e, como resultado, grande parte do nosso governo deve fechar agora até que o Congresso volte a financiá-lo", disse Obama em um vídeo divulgado pela Casa Branca.

Governo também enfrenta impasse sobre limite da dívida

Esta não é a única crise que o governo americano enfrenta no momento. Democratas e republicanos também têm opiniões diferentes sobre o aumento do limite da dívida pública.
O país deve atingir o limite da dívida pública (US$ 16,7 trilhões) em 17 de outubro, informou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, em carta aos líderes do Congresso. Segundo ele, se nada for feito, depois dessa data o país não terá como pagar suas contas. 
O governo tem se aproximado do teto da dívida desde maio, mas vem evitando dar calote em suas obrigações ao adotar medidas emergenciais, como a suspensão de investimentos em fundos de pensão para funcionários públicos.
Há dois anos, os EUA viveram situação semelhante. O impasse de meses bloqueou o sistema político dos Estados Unidos, alarmou seus aliados internacionais, sacudiu os mercados financeiros e prejudicou a imagem do país no exterior.
Os Estados Unidos param! E o resto do mundo? Post e comente a temática republicana yanke! 01/10/13. 

Conselho de Segurança da ONU aprova retirada de armas químicas da Síria

Posted by João Luis

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovaram nesta sexta-feira (27), por unanimidade, a resolução que exige que a Síria entregue seu arsenal de armas químicas.


O texto, considerado brando, não autoriza uma intervenção militar automática caso o regime sírio desrespeite o acordo. A medida --prevista no artigo 7º da Carta da ONU-- foi motivo de impasse durante semanas com a Rússia, que é aliado de Damasco e tem direito a veto por ser um dos cinco membros permanentes do conselho.

Nesse sentido, a resolução prevê que, caso haja violação do tratado por qualquer uma das partes, o Conselho de Segurança terá de se reunir novamente para, aí sim, decidir sobre as ações militares previstas na Carta da ONU.
A medida é uma resposta a um ataque químico que deixou centenas de mortos na periferia de Damasco no dia 21 de agosto. A resolução aprovada, no entanto, não faz referência à autoria do atentado --os EUA acusaram o regime sírio, e a Rússia saiu em defesa de Assad, afirmando que não havia indícios suficientes para a acusação.
"Estamos aqui porque as normas internacionais importam, e ações têm consequências. Se o regime Assad falhar, haverá consequencias", afirmou o secretário de Estado americano, John Kerry. Segundo ele, o trabalho de inspeção começará em novembro, e o arsenal deverá ser destruído até o primeiro semestre de 2014.
O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a aprovação da resolução é resultado de uma cooperação entre EUA, Rússia e os outros países do Conselho e afirmou que a ação de retirada do arsenal deverá será "profissional e imparcial". O chanceler reforçou que Moscou não autoriza que sejam usadas medidas de força militar no processo e disse que espera que "a oposição esteja pronta para colaborar [com o plano de desarmamento], assim como mostrou o governo da Síria".
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o plano traz "esperança". "Essa é uma primeira esperança para a Síria em muito tempo", afirmou. "Os autores do crime devem ser levados à Justiça", completou.
Já Kerry citou a vitória da diplomacia e aproveitou para agradecer a Lavrov, da Rússia seus "esforços" na questão. "O Conselho de Segurança demonstrou que a diplomacia pode ser tão poderosa a ponto de neutralizar as piores armas de guerra", afirmou Kerry.
A votação aconteceu menos de duas horas depois de a Opaq (Organização para a Proibição das Armas Químicas) aprovar, por consenso, seu plano para a eliminação do arsenal químico sírio, que prevê o envio de inspetores nos próximos dias e a destruição total de todas as armas químicas da Síria na primeira metade de 2014.
Ban Ki-moon, chamou de "histórica" a resolução aprovada pelo CS, mas lembrou aos seus membros que o "catálogo de horrores" da Síria continua "enorme", por isso pediu o fim imediato da violência.
A resolução do Conselho apoia o acordo feito em Genebra (Suíça), entre Rússia e EUA, no qual a Síria se compromete a colocar sob controle internacional todo o seu estoque de armas químicas.
Uma nova reunião em Genebra está sendo preparada para novembro, e Moon solicita que ambos os lados do conflito participem da conferência de paz. O regime sírio afirmou que irá participar da reunião, e ainda propor um cessar-fogo no encontro. Representantes dos rebeldes, no entanto, apontam só comparecer à cidade suíça caso Bashar Assad renuncie ao cargo. (Com agências internacionais)
  • Post e comente a temática! 28/09/13.

Previsão de aumento do nível do mar piora

Posted by João Luis

A julgar pela versão preliminar do quinto relatório do IPCC (painel do clima da ONU), a ser divulgado na próxima sexta-feira, a principal atualização nas projeções da mudança climática não serão relacionadas ao aumento de temperatura, mas sim do nível do mar.
Quando o quarto relatório, que projetava um aumento de 18 cm a 59 cm, saiu em 2007, muitos cientistas o consideraram conservador. O esboço do novo texto fala agora de uma margem entre 28 cm e 89 cm de aumento até 2100.
Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria áreas habitadas por algumas dezenas de milhares de pessoas.

O principal fenômeno por trás do aumento do nível do mar é o fato de que a água aumenta de volume quando está mais quente --e os oceanos absorvem boa parte do calor aprisionado na atmosfera.
"A expansão termal é a maior contribuição para o aumento futuro do nível do mar, sendo responsável por 30% a 55% do total, com a segunda maior contribuição vindo das geleiras", afirma a versão preliminar do sumário político do documento.
"Há alta confiabilidade em que o aumento do derretimento da superfície da Groenlândia vai exceder a elevação da queda de neve, levando à contribuição positiva [aumentando o nível do mar]."
INCERTEZAS
Se o novo relatório do IPCC será mais contundente ao dizer que o impacto do aquecimento sobre o nível do mar será maior, ele ainda tem limitações quando tenta especificar quão maior.
Um dos problemas por trás das projeções do painel do clima é que o balanço do derretimento e da formação de gelo na Antártida ainda é difícil de prever.

Apesar de a maioria das observações e dos modelos de computador alertar para o derretimento da parte ocidental do continente gelado, o aumento de precipitação na Antártida oriental deixa o cenário incerto.
Um avanço do novo relatório é a tentativa de lidar melhor com as incertezas regionais. Por exemplo, apesar de a Groenlândia ter a massa de gelo terrestre que mais vai contribuir para a elevação do mar, lá ele não deve subir."Há uma cofiabilidade média de que nevascas na Antártida vão aumentar, enquanto o derretimento de superfície continuará pequeno, resultando numa contribuição negativa [de redução do nível do mar]", diz o texto.
Como a massa de gelo da região vai diminuir, ela perde força de gravidade que puxa água na direção da costa. E o mesmo deve ocorrer com a Península Antártica.
"O efeito gravitacional do derretimento da Antártida, combinado com o efeito da dinâmica de correntes e a temperatura abaixo da média, deve deixar o nível do mar abaixo da média na ponta da América do Sul", diz Aimée Slangen, da Universidade de Utrecht, na Holanda.
"Indo para o Equador, o efeito gravitacional se reverte, deixando o nível do mar acima da média."
Slangen publicou no ano passado um estudo sobre diferenças regionais na subida da linha d'água, mas diz que ainda é difícil fazer um mapa preciso. "Precisamos entender o papel das plataformas de gelo, das geleiras, o efeito térmico e saber como a crosta vai se mover", diz.
O último esboço do relatório afirma que, em 95% das áreas oceânicas do mundo, o nível do mar vai subir, e que 70% das áreas costeiras terão um aumento com desvio de menos de 20% da média.
Para os cientistas, porém, é preciso aprimorar o mapeamento. "Para uma cidade ou um país, a média mundial não importa, é preciso saber o que está acontecendo logo à porta de casa", diz Slangen.
Comente a temática! 24/09/13.

Choquequirao é a 'irmã' menos conhecida de Machu Picchu, no Peru

Posted by João Luis

Sabe Machu Picchu? O seu vizinho já foi. E sua tia-avó também. O Che Guevara foi antes da revolução; o Bill Gates, depois de criar o Windows. Até o Super-Homem e o Homer Simpson (e família) conheceram.
Pois não muito longe dali, nas mesmas cordilheiras dos andes peruanos, há outra "Machu Picchu" a ser descoberta.
Feita igualmente de fortalezas, terraços debruçados sobre as montanhas, templos, armazéns e aquedutos, um pequeno mundo todo de pedras, uma cidadela chamada de Choquequirao está congelada no tempo. E vazia.
Pergunte à dona Nemesia, a senhora de feições indígenas que vende refrigerante Inca Cola no mirante de Capuliyoc, ao cabo da rota de Choquequirao, quantas garrafas ela vendeu ao fim daquela agradável quinta-feira de outono. Uma só -foi arrematada por um jornalista alquebrado e sedento.
Vista das trilhas do parque de Choquequirao, no Peru
O placar é o seguinte: só em abril deste ano, Macchu Pichu recebeu 103.118 visitantes. No ano inteiro de 2012, a "catraca" de Choquequirao girou 3.334 vezes.
Qualquer um --dona Nemesia, o cachorro Tarzan ou os 17 turistas com os quais a reportagem cruzou no caminho ao longo de quatro dias de caminhadas-- sabe explicar uma parte do mistério.
Choquequirao significa, no idioma quéchua, "berço de ouro". Mas poderia muito bem ser sinônimo de "ruínas esplendorosas em caminho quase impossível de ser percorrido". Mas "quase" também é mais um detalhe.
Post e comente a temática! 15/09/13.

Agentes da CIA conseguem atuar livremente no Brasil

Posted by João Luis


Pelo menos uma vez por semana, dois agentes da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, chegam a um dos prédios da Polícia Federal em Brasília, no setor policial sul da capital.
Em menos de cinco minutos, eles passam pela portaria e se dirigem a uma reunião em um dos edifícios onde ficam os cerca de 40 agentes brasileiros da Divisão Antiterrorismo (DAT).
A desenvoltura dos americanos não é por acaso: ali, os computadores, parte dos equipamentos e até o prédio, dos anos 90, onde estão reunidos e trabalham os policiais que investigam terrorismo no Brasil, foram financiados pelos EUA.
Nas duas últimas semanas, a Folha entrevistou policiais federais, militares da inteligência do Exército e funcionários do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
Todos admitem que os acordos de cooperação entre a Embaixada dos EUA e a PF são uma formalidade. E que, na prática, os americanos têm atuação bastante livre em território brasileiro. Procurada, a Embaixada dos EUA no Brasil não se pronunciou.
Segundo a Folha apurou, a atuação da inteligência americana no Brasil não se limita à espionagem eletrônica, revelada em documentos do ex-analista da NSA (Agência de Segurança Nacional) Edward Snowden.
Os americanos estão espalhados pelo país atrás de informações sobre residentes no Brasil, brasileiros ou não. Eles dão a linha em investigações e apontam quem deve ser o alvo dos policiais federais, dizem essas fontes.
Na prática, os americanos acabam se envolvendo em operações das mais diversas.
Em 2004, por exemplo, a Operação Vampiro, que desmantelou uma quadrilha que atuava em fraudes contra o Ministério da Saúde na compra de medicamentos, teve participação da CIA.
Em 2005, os americanos estiveram diretamente envolvidos no rastreamento do lutador de jiu-jítsu Gouram Abdel Hakim, suspeito de pertencer a uma célula da rede terrorista Al Qaeda.
POLÊMICA
A parceria entre a Embaixada dos EUA e a Polícia Federal --formalizada por meio da assinatura de um memorando em 2010, mas ativa na prática desde muito antes disso-- é polêmica.
Um de seus críticos é o ex-secretário nacional Antidrogas Walter Maierovitch. "Opinei pela não oficialização do convênio, em relação às drogas, porque era um acobertamento para a espionagem desenfreada, sem limites", lembra Maierovitch.
À época, a justificativa para o convênio era que o auxílio entre americanos e brasileiros serviria para o combate às drogas. Depois do 11 de Setembro, no entanto, o foco passou a ser o terrorismo.
Os americanos mantêm escritórios próprios no Rio, com a justificativa da realização da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016, e em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para vigiar a atuação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na fronteira.
"O que mais tem é americano travestido de diplomata fazendo investigação no Brasil", afirma o policial federal Alexandre Ferreira, diretor da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais).
Cinco bases da PF para o combate ao terrorismo funcionam hoje no país --no Rio, em São Paulo, em Foz do Iguaçu e em São Gabriel da Cachoeira. Todas contam com equipamentos e tecnologia da CIA para auxiliar nos trabalhos, e há agentes americanos atuando em parceria com os brasileiros.
"O problema não é a parceria. O problema é do Brasil, que não faz o dever de casa e não se protege contra esse 'amigo' que busca, na verdade, seus interesses", diz o professor Eurico Figueiredo, do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF (Universidade Federal Fluminense).
Reclamar? Permite a presença deles no país, e agora reage de forma cinematográfica as escutas da CIA no Brasil. Post e comente a temática! 15/09/13.  

EUA e Rússia anunciam acordo e dão prazo para Assad

Posted by João Luis

Os governos dos Estados Unidos e da Rússia anunciaram neste sábado, em Genebra (Suíça), que chegaram a um plano para que o regime de Bashar al-Assad na Síria entregue suas armas químicas.
Segundo o secretário de Estado americano, John Kerry, o governo sírio deverá apresentar todo seu material químico, uma espécie de inventário, à comunidade internacional no prazo de uma semana. Depois, começará o processo de destruição "segura" deste arsenal até meados de 2014.
O plano inclui ainda acesso ao material químico por parte de inspetores externos até o mês de novembro deste ano.

Secretário de Estado americano, John Kerry (esq.), e o chanceler russo, Serguei Lavrov, durante o pronunciamento em Genebra
Secretário de Estado americano, John Kerry (esq.), e o chanceler russo, Serguei Lavrov, durante o pronunciamento em Genebra
De acordo com Kerry, se Assad não cumprir o plano, EUA e Rússia vão buscar uma forma de sanção, incluindo até mesmo uma ação militar, com base em resolução da ONU (Organização das Nações Unidas). "Temos o compromisso de impor medidas com base no capítulo 7 do Conselho de Segurança da ONU", disse Kerry, mencionando trecho da Carta da ONU que abre caminho para um ataque à Síria.
O secretário americano afirmou que o ditador sírio deve permitir que o plano seja totalmente "implementado". "O mundo não vai esperar para Assad honrar seus compromissos", afirmou.
Esse foi o terceiro dia de negociações entre EUA e Rússia em Genebra. O governo americano tem ameaçado agir na Síria se Assad não entregar suas armas químicas à comunidade internacional. O presidente Barack Obama o acusa de usar gás venenoso para matar civis no conflito local.
No meio da semana, a Rússia, parceira da Síria na discussão da crise, anunciou a disposição de o regime abrir mão das armas químicas em troca de não sofrer intervenção militar. 15/09/13.