| Casa sustentável da USP, que já está 80%concluída; numa das paredes (à. dir.), croquis mostram obra completa. 08/05/12 |
Essa foi a conclusão de um estudo realizado no Estado americano do Texas. Os pesquisadores usaram informações de satélites e observaram que áreas situadas perto de turbinas eólicas tendem a esquentar mais do que as que não contam com fazendas eólicas nas imediações.
A pesquisa, publicada na revista especializada Nature Climate Change, confirmou as conclusões de um estudo anterior, datado de 2010, também realizado em uma região específica dos Estados Unidos e que utilizou modelos criados por computador para mostrar que fazendas eólicas podem provocar aquecimento regional.
Os cientistas acreditam que o aquecimento é provocado pelas turbinas das usinas, que liberam ar quente ao nível do solo.
A área em que foi feita o estudo, localizada no centro-oeste do Texas, registrou um crescimento no número de programas de construção de turbinas, em meados da década passada, passando de 111 em 2003 para 2325 apenas seis anos depois.
SENSORES DE INCÊNDIOS
Pesquisadores utilizaram informações geradas pelos sensores Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (Modis), contidos nos satélites Aqua e Terra, da Nasa, que são capazes de medir radiações infravermelhas emitidas por incêndios na superfície do planeta.
As informações geradas pelos Modis podem ser transformadas rapidamente em ''mapas ativos de incêndios'', que permitem localizar focos de incêndios florestais e avaliar para onde eles estão se movendo. Essas informações costumam ser usadas por corpos de bombeiros.
As informações dos sensores Modis foram usadas para medir as temperaturas na região estudada no começo e ao final do boom de construção de usinas - respectivamente os períodos que vão de 2003 a 2005 e de 2009 a 2011.
Ao longo desse período, a região centro-oeste do Texas como um todo observou um aumento de temperatura - e de forma mais acentuada nas áreas próximas a fazendas eólicas.
Mas os pesquisadores avaliaram que outros fatores podem ter influído nos resultados, como mudanças de vegetação, mas afirmaram que tais fatores ocorreram em escala muito pequena.
As mudanças não ocorreram de forma idêntica em todas as áreas próximas a fazendas eólicas. De acordo com os cientistas, o aquecimento observado foi de cerca de 0.72ºC por década.
O pesquisador-sênior Liming Zhou advertiu que a experiência não representa um sinal de que as temperaturas seguem aumentando. ''A tendência de aquecimento se aplica apenas à região e ao período estudados e não deve ser estendida de forma linear para outras regiões por períodos mais longos''.
RESULTADOS CONSISTENTES
O especialista diz que à noite o ar acima do nível do solo costuma ser mais quente do que o ar no nível do solo. Mas Zhou e seus colegas acreditam que as lâminas das turbinas eólicas estão simplesmente agitando o ar, misturando ar quente e ar frio e fazendo com que parte do calor chegue ao nível do solo.
''Os resultados dessa pesquisa me parecem bem consistentes'', diz Steven Sherwood, do Centro de Pesquisas de Mudanças Climáticas, da University of New South Wales, da Austrália.
De acordo com Sherwood, a estratégia de provocar um aquecimento artificial costuma ser usada por produtores de frutas que sobrevoam seus pomares de helicóptero para combater geadas matinais".
"Essa pequisa é o primeiro passo na potencial exploração de informações satelitais para quantificar os possíveis impactos de grandes fazendas eólicas sobre o clima e as condições meteorológicas'', afirmou Zhou, da Universidade Estadual de Nova York em Albany, à BBC.
Ele conta que ele e sua equipe de pesquisadores estão agora ampliando seu estudo para outras fazendas eólicas e construindo novos modelos para melhor entender os processos físicos do aquecimento que estaria sendo provocado pelas usinas eólicas.
| Sarkozy e Hollande votam na França; candidatos deverão participar de segundo turno em maio |
| Boris Horvat/France Presse | ||
| A candidata da Frente Nacional (ultradireita) à presidência da França, Marine Le Pen, ao lado do pai e fundador da legenda Jean-Marie Le Pen em março |
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, reconheceu nesta segunda-feira (16) a necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), apesar de não fazer uma defesa clara à candidatura brasileira a um assento permanente no órgão.
"É difícil imaginar um conselho que não inclua o Brasil com todo o progresso que o país vem realizando e as oportunidades que oferecem a seu povo", ponderou em coletiva de imprensa após encontro com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota. "Mas também aprendemos que até que outros países se comprometam, não faremos o progresso necessário", completou.
Ela elogiou a disposição do Brasil em explorar a camada de petróleo no pré-sal -- uma tarefa "complicada" e "cara" e mostrou disposição de empresas e governo norte-americano a participarem da exploração. "Esse tema é estratégico e essa conversa continuará sendo aprofundada", afirmou Clinton. Na manhã de hoje, ela se encontrou em Brasília com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.
| Secretária de Estado americana Hillary Clinton em entrevista coletiva em Brasília (16) |
ARGENTINA
Questionada sobre a decisão do governo argentino de tomar o controle da empresa petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, a secretária de Estado evitou entrar em detalhes e fez uma crítica indireta.
"Não sei todos os detalhes, mas sei que a competição, um mercado aberto para energia e outras commodities é um modelo muito mais preferível e as decisões tomadas por diferentes nações têm de se justificar", afirmou quando questionada sobre o assunto.
Em primeiro lugar parece que a visita de Dilma aos Estados Unidos teve algum efeito. Pensar na possibilidade do Brasil participar do Conselho de Segurança da ONU é fato novo. Criticar um país emergente por comprar uma grande petrolífera é continuação de antigas ações imperialistas dos Estados Unidos. Post e comente a respeito da temática! 17/04/12



