James Cameron desce ao ponto mais fundo dos oceanos

Posted by João Luis

Ao que parece, James Cameron desenvolveu um gosto especial pelo fundo do mar após fazer filmes como "O Segredo do Abismo" e "Titanic".

Mas, desta vez, ele foi mais longe: o cineasta americano usou um submarino especial para descer ao ponto mais profundo da Terra, a fossa das Marianas, no Pacífico.

O objetivo foi gravar imagens --ainda não divulgadas-- para futuros filmes e documentários, incluindo uma continuação do seu blockbuster "Avatar" (2009).

"Mal posso esperar para dividir com vocês o que estou vendo", tuitou Cameron quando terminou a descida.

Ainda não há detalhes sobre o que ele viu. Mas o cineasta adiantou na entrevista à imprensa concedida na segunda-feira que conseguiu enxergar algumas espécies e muita areia, "como um deserto". "Parecia outro planeta", disse.




REMOTO

A depressão da fossa das Marianas fica a 11 quilômetros de profundidade, a leste das Filipinas.

O lugar é tão remoto --e custa tanto para ser explorado-- que ninguém arriscou investigar a área desde 1960, quando dois tripulantes do submersível Trieste, da Marinha americana, passaram 20 minutos lá no fundo.

Só que eles não conseguiram ver muita coisa, porque a areia fina levantada na descida deixou a água turva.

"Chegar lá é fácil. O difícil é ir e voltar. Até hoje só três pessoas fizeram isso, e as duas últimas o fizeram há 52 anos", disse a oceanógrafa Sylvia Earle, primeira pessoa a descer a 1.000 m de profundidade sem ajuda de submarinos, comemorando o feito do cineasta americano em Brasília.

"Espero que daqui a alguns anos o Brasil esteja equipado com uma frota de submarinos que permita explorar os mares profundos. O Brasil, com seu interesse por exploração de petróleo em águas profundas, pode ser um líder tecnológico nessa área."

O projeto de Cameron, batizado de "Deepsea Challenge" (Desafio do Mar Profundo), começou há sete anos. O patrocínio veio da "National Geographic" e da Rolex.

As gravações duraram seis horas e foram feitas por meio de câmaras de alta definição e 3D acopladas aos submersível de oito metros, que o cineasta ajudou a projetar.


Além das câmeras, claro, houve a necessidade de muita luz: o submersível tem 2,4 metros de lâmpadas de LED. Por causa da profundidade, a fossa das Marianas fica em escuridão permanente. "É bom ver a luz do Sol", escreveu Cameron quando voltou à superfície.

Outro desafio é a pressão no fundo da fossa: cerca de mil vezes maior do que a no nível do mar.

Para dar conta do mergulho, Cameron se preparou com corrida e ioga. "Tive uma sensação de isolamento. Você percebe o quão insignificante é num espaço tão grande e inexplorado."

Conquistar o fundo do mar não é mais um desafio. A tecnologia tem apresentado soluções para os principais obstáculos da humanidade. Resta saber quando será usada para fins humanitários e não apenas para aventuras pessoais. Post e comente a respeito da temática! 01/04/12

Estudo usa ressonância magnética para traçar 'estradas' cerebrais

Posted by João Luis

O mapeamento por ressonância magnética mais preciso já feito até hoje em um crânio humano foi capaz de enxergar as fibras nervosas por onde os neurônios transmitem seus impulsos de um canto para outro do cérebro. Aquilo que poderia ser um emaranhado de alta complexidade, porém, revelou-se algo altamente organizado.

É como se, em vez das vielas e ladeiras do centro de São Paulo, o cérebro tivesse avenidas planejadas, como as de Brasília, por exemplo.

Em um estudo publicado hoje na revista "Science", cientistas descrevem pela primeira vez a estrutura que viram no cérebro de humanos e de algumas espécies de macacos. Os padrões humano e símio eram muito similares.

A máquina que permitiu enxergar detalhes da ordem de um milímetro dentro do cérebro (uma resolução dez vezes melhor que a de equipamentos de um bom hospital) foi produzida por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts em conjunto com a empresa alemã Siemens. A tecnologia usada foi um aprimoramento de um tipo de ressonância magnética.




O estudo sobre os primeiros resultados obtidos com a nova tecnologia foi liderado por Van Wedeen, cientista da Escola Médica de Harvard. Segundo ele, o fato de as fibras cerebrais se organizarem de modo relativamente simples não significa que não haja um padrão complexo nas conexões entre neurônios. Essas células individuais, porém, ainda não podem ser vistas por uma técnica não invasiva como a ressonância.

"A real conectividade é mais complexa do que a grade de fibras que estamos vendo agora, mas não sabemos o quão mais complexa".

Uma boa parte do dinheiro para a pesquisa saiu do Programa Conectoma Humano, cujo objetivo é criar tecnologias de imagem cerebral não invasivas e capazes de enxergar padrões cerebrais úteis para a psiquiatria. Não é uma tarefa simples, e ainda está longe de se mostrar viável, reconhece Wedeen.

"Cientistas com uma boa máquina de ressonância magnética funcional hoje conseguem diferenciar uma população de pessoas deprimidas de uma população de pessoas não deprimidas, mas isso depende de estatística", explica. "Ainda não é possível diferenciar um indivíduo com depressão de um indivíduo sem o transtorno."

Para compensar a imprecisão, o Projeto Conectoma também busca analisar com mais detalhes a estrutura do cérebro humano e relacioná-la com a influência que diferenças no DNA das pessoas exercem sobre o órgão.

Para Wedeen, o projeto é uma aposta "arriscada", porque ninguém sabe se o conhecimento adquirido será confiável o suficiente para uso clínico. Mas o novo trabalho dá um passo nessa direção.

Post e comente a respeito da temática! 30/03/12

Combater pobreza também é 'economia verde', diz cúpula dos Brics

Posted by João Luis

O comunicado final da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) joga para a Rio+20, a grande reunião sobre ambiente no Rio de Janeiro, a definição exata do que é "economia verde".

Mas já adianta que o conceito "deve ser entendido numa moldura mais ampla de desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza".

Traduzindo: proteger o ambiente não pode, na visão dos Brics, impedir o desenvolvimento, condição indispensável para erradicação da pobreza.

O documento reserva para as "autoridades nacionais" a "flexibilidade e o espaço político para fazer suas próprias escolhas a partir de um amplo menu de opções e para definir seus caminhos rumo ao desenvolvimento sustentável com base no estágio de desenvolvimento do país, as estratégias nacionais, as circunstâncias e as prioridades".

Os Brics, por fim, rejeitam "a introdução de barreiras de qualquer forma ao comércio e ao investimento com base no desenvolvimento da economia verde".

Tradução: países ricos não podem vetar por exemplo a venda de madeira brasileira, a pretexto de que sua obtenção destrói a floresta.

Tudo somado, fica a impressão de que a Rio+20 bem como qualquer outra conferência internacional sobre o ambiente está condicionada, ao menos na visão dos Brics, à aceitação de que não há predominância do respeito ao meio-ambiente sobre o desenvolvimento.

Post e comente a respeito da temática! 30/03/12

Aulas de introdução a geografia e Antiga e Nova Ordem Mundial

Posted by João Luis

DA ANTIGA ATÉ A NOVA ORDEM MUNDIAL ATUALIZADO 2012

INTRODUÇÃO A GEOGHRAFIA ATUALIZADO 2012

Prezado aluno, caso tenha dificuldade para abrir os arquivos faça uma conta no 4shared. Forte abraço! 30/03/12

Brics cobram cotas para ajudar FMI

Posted by João Luis


Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) condicionam aumentar os recursos que põem à disposição do FMI (Fundo Monetário Internacional) a um aumento nas cotas e, por extensão, no poder de fogo de que dispõem no Fundo, até aqui limitado a meros 10% do total de cotas (e votos).

É o que consta claramente da "Declaração de Déli", o documento final da quarta cúpula do grupo, ontem encerrada na capital indiana.

Depois de reclamar do "lento ritmo das reformas" que lhes permitiriam aumentar suas cotas para 16%, numa primeira etapa, os Brics propõem claramente a barganha: "Enfatizamos que o esforço em andamento para aumentar a capacidade de empréstimo do FMI só serão bem sucedidos se houver confiança de que todos os membros da instituição estão realmente comprometidos a implementar a reforma de 2010 de boa fé".

A reforma de 2010 foi fechada na cúpula do G20 e prevê um aumento das cotas dos países em desenvolvimento até levá-las a 16%, no caso dos Brics, assim mesmo apenas empatando com o poder de um só país, os Estados Unidos.

O aumento dos recursos para o FMI é tido como essencial para que a instituição tenha cacife para ajudar países em crise, especialmente os grandes da Europa, como Espanha e Itália, assediados pelos mercados. Mas a Europa por si só não tem recursos suficientes para erguer um muro de proteção financeira, pelo que necessita recorrer ao FMI, que, por sua vez, passaria o pires nas potências emergentes.

A ideia de barganhar apoio ao Fundo em troca de mais cotas circula já faz tempo, mas nunca havia sido colocada no papel de forma tão explícita e, ainda por cima, assinada pelos chefes de governo, não pelos seus ministros de Economia.

Ainda na área econômica, o texto dos Brics retoma a queixa que a presidente Dilma Rousseff vem manifestando seguidamente, a de que as medidas tomadas pelos países ricos para sair da crise prejudicam os países em desenvolvimento.

Diz o documento: "A excessiva liquidez decorrente das agressivas ações políticas tomadas pelos bancos centrais para estabilizar suas economias domésticas está contagiando as economias emergentes, estimulando uma volatilidade excessiva nos fluxos de capital e nos preços das commodities".

Tradução: como os BCs norte-americano e europeus estão despejando rios de dinheiro na economia para destravá-la, sobram recursos para serem investidos em países, como o Brasil, em que as taxas de juros são incomparavelmente mais altas do que no mundo rico. Sobram também especular com commodities, gerando eventuais bolhas.
A receita dos Brics para solucionar o nó é "restaurar a confiança dos mercado e recolocar a economia global no caminho do crescimento". Fácil de falar, muito difícil de fazer.

Os Brics, tal como já havia sido antecipado, não manifestaram apoio a nenhum dos três candidatos lançados para substituir Robert Zoellick na presidência do Banco Mundial. Limitaram-se a saudar as candidaturas surgidas do mundo em desenvolvimento, sem dar nomes (são o da nigeriana Ngozi Ogonjo-Iweala e o colombiano José Antonio Ocampo).

Mas a expectativa é de que acabe ganhando mesmo o candidato dos EUA, Jim Yong Kim, reafirmando uma tradição que vem desde a fundação do Banco, em 1944, de ser presidido por um norte-americano.

Os Brics lutavam para que a eleição se desse não por esse critério geográfico mas "por um processo aberto e baseado no mérito", tese que reafirmaram ontem.

Exatamente pelas queixas que têm a respeito do funcionamento do Banco Mundial, os Brics decidiram criar um grupo de trabalho para estudar a formação de seu próprio banco de desenvolvimento, uma iniciativa que entusiasma Índia e África do Sul, mas que, no Brasil, recebe apoio pouco mais que protocolar.

O raciocínio nas áreas técnicas do governo é o de que um país que tem um banco do porte do BNDES, maior que o próprio Banco Mundial, não precisa de outro banco de desenvolvimento.

O GT estudará os sérios nós em torno da criação do banco: quem entra com quanto de capital? Por extensão, quem comanda o processo decisório, a chamada governança? Autoridades brasileiras temem que a China, com suas colossais reservas, se torne de longe o maior acionista e, por extensão, domine o novo eventual banco, impondo políticas de seu interesse que podem não coincidir com os do Brasil.

A previsão dos negociadores brasileiros é a de que os estudos estarão prontos apenas para a cúpula de 2014.

As mudanças estão em processo. Vamos aguardar a escolha da presidência do BM e a relação dos BRICS com o FMI. Penso que o maior salto de qualidade estaria na criação do Banco BRICS de investimentos. Tal fundão deixaria os países ricos com menor poder de barganha nas negociações internacionais. Post e comente a respeito da temática! Sua opinião é muito importante. Lembre que o futuro é responsabilidade de vocês. 30/03/12

Dilma retoma críticas a países ricos, mas evita citar 'tsunami monetário'

Posted by João Luis


A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar, nesta quarta-feira, em Nova Déli, na Índia, as políticas adotadas pelos Estados Unidos e Europa para combater a crise financeira, mas evitou usar o termo "tsunami financeiro".

"(A crise) não será superada por meio de meras medidas de austeridade, consolidação fiscal e desvalorização da força do trabalho. Menos ainda por meio de políticas expansionistas que ensejam uma guerra cambial e introduzem no mundo novas e perversas formas de protecionismo", disse a presidente durante um discurso na Universidade de Nova Déli, onde ela recebeu o título de doutora honoris causa.

Embora os países ricos tenham sido alvo das críticas de Dilma, o discurso poderia ser também interpretado como uma crítica indireta à China. Os chineses são acusados de manter sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizada em relação ao dólar, ganhando assim maior competitividade para suas exportações (que ficam mais baratas do que as de países cujas moedas são mais valorizadas).

Dilma Rousseff - que está na Índia para participar da Quarta Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) - afirmou que a crise teve origem no mundo desenvolvido, mas que países em desenvolvimento, como Brasil e Índia, também têm o que dizer sobre a crise, já que esta ainda tem "preocupantes efeitos sobre as perspectivas de crescimento global".

A presidente, no entanto, decidiu retirar do discurso uma frase em que se referiria a um verdadeiro "tsunami monetário", uma referência a políticas dos Estados Unidos e da zona do euro de tentar combater a crise injetando dinheiro no mercado, em empréstimos aos bancos e desvalorizando suas moedas.

Medidas como esta acabam fazendo com que investidores procurem mercados emergentes, o que pressiona o câmbio.

A valorização prolongada do real frente ao dólar prejudica as exportações nacionais e aumenta as importações, prejudicando a indústria do país.

A presidente Dilma também destacou, em seu discurso, as parcerias entre Brasil e Índia tanto em comércio bilateral, como em áreas como defesa, ciência e tecnologia e agricultura.

De 2003 a 2011, o comércio entre os dois países multiplicou-se por nove, chegando perto dos US$ 10 bilhões.

"Nossas economias revelam-se capazes de dinamismo, de inovação e crescimento, em taxas muito superiores às dos países avançados, o que se acentuou depois da crise de 2008-2009", disse ela.

África do Sul

Após a cerimônia na Universidade de Déli, Dilma Rousseff se reuniu com o presidente sul-africano, Jacob Zuma, em um encontro que durou cerca de 50 minutos.

Os dois líderes saudaram a vitória do consórcio Ivepar/ACSA, uma parceria entre empresas do Brasil e da África do Sul, na licitação para a concessão do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Zuma afirmou que há enormes possibilidades de parcerias entre empresas dos dois países, especialmente na construção de rodovias e aeroportos, mas que o grande empecilho para que elas avancem é a questão do financiamento.

Ele disse, no entanto, que esse problema pode ser superado com a criação de um banco de desenvolvimento dos Brics, um dos principais assuntos da cúpula em Nova Déli.

Zuma, em uma previsão otimista, levando em consideração que a ideia ainda é considerada embrionária pelo governo brasileiro, disse acreditar que o novo banco já pode estar criado até a próxima cúpula dos Brics, no ano que vem, na África do Sul.

Na noite desta quarta-feira (28), a presidente Dilma participa de um jantar com os chefes de Estado dos Brics, que marca a abertura oficial da cúpula com uma apresentação de música e danças típicas indianas.

Cada vez mais fica evidente a capacidade comercial dos BRICS, confirmando a tendência SUL - SUL nas relações comerciais. É necessário também uma ação geopolítica em conjunto frente aos dinossauros da Europa e o imperialista yanke. Precisamos reafirmar o crescimento dos emergentes. No futuro próximo poderemos agregar a Turquia e o México, ficando cada vez mais fortes. Post e comente a respeito da temática! 29/03/12

Após 30 anos, Guerra nas Malvinas será "reconstruída" online

Posted by João Luis


Uma reconstrução passo a passo da Guerra das Malvinas, a batalha travada entre Reino Unido e Argentina no ano de 1982, poderá ser acompanhada a partir desta quinta-feira em perfis no Facebook e no Twitter, uma ideia desenvolvida para marcar o 30º aniversário do conflito. O Museu Nacional da Marinha Real em Portsmouth também desdobrará, junto com outros museus britânicos, a sequência dessa guerra através das mesmas redes sociais.

Amparados por uma espécie de linha do tempo (timeline), será possível conferir nas redes sociais uma ordem cronológica que percorrerá todos os principais acontecimentos dos 74 dias deste conflito, que resultaram na morte de três habitantes da Ilha, 255 britânicos e 649 argentinos. Os especialistas do Museu Submarino da Marinha Real em Gosport, o Museu de Marines e o Museu da Frota Aérea britânica também contribuíram no desenvolvimento desta reconstrução histórica.

O gerente de marketing do Museu Submarino da Marinha Real britânica, Bill Sainsbury, disse nesta terça-feira que "cada um dos museus do Museu Nacional da Marinha Real está envolvido nesse projeto para contar a história da última grande batalha naval do século XX, que, por sinal, terá uma perspectiva única". "Confiamos em que unidos, mediante Facebook e Twitter, podemos reproduzir os fatos exatamente como ocorreram há 30 anos", completou o especialista.

A reconstrução da Guerra das Malvinas nas redes sociais também abordará os antecedentes prévios à invasão argentina ao arquipélago, datada no dia 2 de abril de 1982, e os desdobramentos da batalha, encerra no dia 14 de junho com a rendição do país latino-americano.

O dia em que a OEA não amparou um membro (Argentina). Uma vergonha para o continente americano, isso sim. Não entro nos méritos da razão, entretanto, lembro o contexto da ditadura militar na Argentina e o apoio velado dos Estados Unidos a ação inglesa no arquipélogo. Post e comente! 28/03/12