ONU já trabalha no envio de observadores para a Síria

Posted by João Luis



Kofi Annan, o enviado especial da ONU/Liga Árabe para a Síria, antecipou na semana passada ao chanceler brasileiro Antonio Patriota que acertara com o ditador Bashar al Assad o envio de observadores militares das Nações Unidas a Damasco. A medida visa começar a definir onde ficariam estacionadas as tropas internacionais a serem eventualmente enviadas ao país árabe.

As tropas vigiariam o cumprimento do ponto número dois dos seis constantes do plano Annan, qual seja "cessação de todo tipo de violência de todas as partes, vigiada pelas Nações Unidas".

Com o anúncio de que Assad aceitou o plano, Annan pode, portanto, executar o anunciado a Patriota e dar início ao que o presidente russo Dmitri Medvedev definiu como a "última chance" para uma saída pacífica na Síria.

Patriota não chega a ser tão dramático, mas também considera que não está no horizonte a hipótese de afastamento do ditador. "Ele controla as forças armadas, a oposição não está unificada e, em setores dela, há a contaminação pela Al Qaeda", o que torna o apoio do Ocidente mais complicado, analisa Patriota.

Tampouco há a hipótese de intervenção militar externa, aliás fortemente desaconselhada por Annan no telefonema ao brasileiro. "Seria um erro dramático, que apenas tornaria a situação ainda pior", disse o enviado da ONU ao chanceler.

Afastadas, portanto, a saída de Assad por sua própria iniciativa e a intervenção militar externa, o que resta é a aposta na missão Annan.

O chanceler aliás disse esperar um "forte respaldo" dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) à iniciativa da ONU, no documento final da quarta cúpula do grupo, que começa amanhã. É certo que haverá algo do gênero, até porque é o ponto que unifica as posições dos cinco.

DIVISÃO SOBRE A SÍRIA

Mas os BRICS se dividem quando se trata de analisar a violência na Síria.

O esboço original do documento que os chefes de governo devem assinar na quinta-feira fala em acabar com "toda a violência", o que equipara a selvagem repressão praticada pela ditadura do presidente Bashar Assad aos atos violentos cometidos, em resposta, pelos opositores.

O Brasil não concorda com essa formulação. Gostaria que ficasse claro que a maior responsabilidade é do governo. Mas Rússia e, principalmente, China preferem "equalizar a responsabilidade pela violência", no dizer de um dos negociadores do texto final.

De certa forma, a divergência em torno do caso da Síria --o mais agudo na agenda global-- reproduz a divisão institucional que há entre os BRICS. Três países democráticos (Índia e África do Sul, além do Brasil) divergem da fórmula apoiada por uma ditadura (a China) e por um regime autoritário, embora formalmente democrático (a Rússia).

Já houve tal divisão no Conselho de Segurança das Nações Unidas, quando se votou proposta da Liga Árabe de condenação do regime sírio. China e Rússia vetaram o texto que África do Sul e Índia apoiaram. O Brasil já não era membro do Conselho de Segurança naquele momento, mas apoiou de fora a posição de indianos e sul-africanos.

A posição das três democracias do grupo inova em relação a uma nota oficial emitida após visita de seus representantes à Síria, em agosto do ano passado. Naquela altura, o IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) "equalizou" a responsabilidade pela violência. Mas, depois, o porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, admitiu que a nota fora "um erro".

AJUDA HUMANITÁRIA

De todo modo, os cinco BRICS estão de acordo em respaldar a missão do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que está tratando de conseguir ao menos uma trégua para permitir a entrada de ajuda humanitária. Também estão de acordo em rejeitar qualquer intervenção estrangeira, o que acaba sendo inócuo porque a hipótese não está em debate, por enquanto.

O máximo que se discute, assim mesmo apenas entre Estados Unidos e Turquia, é o possível envio aos grupos de oposição de ajuda não-letal, o que inclui equipamentos de comunicação e suprimentos médicos.

Mesmo essa possibilidade é rejeitada pela Rússia.

A divisão entre os BRICS tem sua lógica, aponta, em artigo recente, Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas: "Enquanto Brasil, Índia e África do Sul estão se empenhando em uma significativa redistribuição de poder institucional, China e Rússia são poderes do status-quo, relutantes em mudar um sistema que lhes tem servido bem nas últimas décadas".

Vejam a importância dos BRICS em uma demanda mundial. Quem imaginaria tal situação a 10 anos atrás? É hora dos BRICS mostrarem unidade e definitivamente reconfigurar a geopolítica mundial. Post e comente! 28/03/12

Lixo espacial deixa astronautas de estação em alerta

Posted by João Luis

A tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) teve de se refugiar em cápsulas de fuga de emergência temendo uma colisão com um pedaço de lixo espacial.

O pedaço descartado de um foguete russo foi detectado na sexta-feira, quando já era tarde demais para mover a ISS.

A Nasa (agência espacial americana) afirmou que o objeto não chegou a se aproximar tanto da estação a ponto de constituir uma ameaça, mas acrescentou que era preciso tomar medidas de precaução.

Com frequência, a ISS enfrenta o risco de ser atingida por lixo especial. Em junho, um detrito chegou a 335 metros da plataforma espacial.

Segundo a agência espacial russa, o pedaço de foguete deste sábado passou a uma distância bem menor, a 23 quilômetros.


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Imagem da Estação Espacial Internacional

'EXERCÍCIO DE ABRIGO'

A tripulação hoje é composta pelos russos Oleg Kononenko, Antonb Shkaplerov e Anatoli Ivanishin; os americanos Donald Pettit e Daniel Burbank, e o holandês André Kuipers, da Esa (Agência Espacial Europeia).

A equipe recebeu ordens de se refugiar em duas cápsulas Soyuz na eventualidade de a estação ser atingida, mas um porta-voz da Nasa informou que eles receberam o sinal verde para regressar à estação na madrugada do sábado.

O ''exercício de abrigo'', segundo o porta-voz, foi realizado ''com extremo zelo e de forma muito cuidadosa''. Ele acrescentou que tudo ocorreu ''como manda o figurino e o pequeno detrito passou pela ISS sem que houvesse incidentes''.

A Nasa está atualmente rastreando cerca de 22 mil objetos que estão percorrendo a órbita terrestre, mas a agência espacial acredita que possam exitir milhões de objetos rondando o espaço, como consequência de décadas de programas espaciais.

Os detritos variam de tamanho, podendo ser desde pequenos objetos com menos de um centímetro de comprimento ou até grandes pedaços de foguetes, satélites que não operam mais ou tanques de combustível descartados.




Ilustração mostra circulação de detritos espaciais na órbita da Terra
Ilustração mostra circulação de detritos espaciais na órbita da Terra

Todos estes detritos que constituem o lixo espacial viajam a velocidades de vários quilômetros por segundo e, numa eventual colisão, podem provocar sérios danos à plataforma espacial ou a satélites.

Um dos eventos que provocou a maior criação de detritos se deu em 2007, quando a China usou um míssil para destruir um de seus próprios satélites. A explosão criou mais de 3.000 detritos, que puderam ser rastreados, e outras 150 mil partículas.

Um grande " aterro sanitário" em órbita da Terra. O homem de fato não tem limites. Até quando estaremos assistindo tais imagens? Desenvolvimento sustentável só na Terra? No espaço pode? Post e comente a temática! 27/03/12

Candidato dos EUA à presidência do Banco Mundial visitará Brasil

Posted by João Luis

Jim Yong Kim, indicado pelos Estados Unidos para presidir o Banco Mundial (BM), viajará nesta terça-feira e até o dia 9 de abril por África, Ásia e América Latina, incluindo o Brasil, para escutar opiniões sobre o futuro da instituição.

O Departamento de Tesouro dos EUA anunciou hoje a viagem, que passará por Etiópia, China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Brasil e México com a intenção que Kim se reúna com chefes de Estado, ministros de Economia e outros membros da sociedade civil para escutar propostas sobre o futuro do BM.

Segundo o comunicado do Tesouro, Kim pretende com esta viagem pelas três regiões que mais recebem ajuda do BM recopilar ideias e pontos de vista sobre como o banco de desenvolvimento multilateral pode melhorar a promoção do crescimento, combater a pobreza e criar empregos.

Além disso, a viagem será uma oportunidade para que Kim consiga os apoios necessários para vencer os outros dois candidatos ao cargo: o ex-ministro de Finanças colombiano José Antonio Ocampo e a ministra nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala.

O Diretório Executivo do BM deve selecionar o sucessor de Robert Zoellick, presidente em fim de mandato, nos encontros do organismo programados para os dias 20, 21 e 22 de abril.

Kim, doutor em medicina e antropólogo de formação, de origem sul-coreana, mas naturalizado americano, presidia desde 2009 o Darmouth College, uma das universidades mais prestigiadas da costa leste dos EUA, e é conhecido por suas conquistas na luta contra a Aids no mundo.

O indicado a Casa Branca, o que mais possibilidades tem de proclamar-se novo presidente do BM, deverá enfrentar candidaturas dos países emergentes, que cada vez mais pressionam para que se ponha um fim no "pacto de cavalheiros" pelo qual um americano preside este banco e um europeu o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Por que o Brasil não tem um candidato? O apoio dos Estados Unidos apresenta interesses pessoais? Post e comente a temática! 27/03/12

Costa Rica poderia inspirar Brasil no setor ambiental, diz secretário

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Enquanto o governo se gaba das credenciais ambientais do Brasil para sediar a conferência Rio +20, o czar da biodiversidade das Nações Unidas, o paulista Bráulio Dias, propõe humildade: o país deveria se inspirar na Costa Rica para resolver as contradições entre ambiente e desenvolvimentismo.

Dias deixou em fevereiro o posto de secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente para assumir a secretaria-executiva da Convenção da Diversidade Biológica da ONU, em Montreal.

De acordo com ele, a Costa Rica conseguiu triplicar o seu PIB e dobrar sua área de florestas mudando suas políticas. "Falta ao Brasil conseguir fazer essa virada."

Embora tenha evitado criticar diretamente políticas ambientais do governo Dilma, como a Medida Provisória que reduz sete parques na Amazônia para acomodar hidrelétricas, Dias afirma que "o fato de ser energia renovável não quer dizer que esteja sendo feito da maneira mais sustentável possível".

Segundo ele, o país tem condições de gerar energia sem mexer em suas florestas.

De passagem pelo Brasil na semana passada, Dias conversou com a Folha.




Bráulio Dias ocupa o posto de secretário-executivo da Convenção da Diversidade Biológica da ONU
Bráulio Dias ocupa o posto de secretário-executivo da Convenção da Diversidade Biológica da ONU

Folha - A Rio+20 não vai tratar de biodiversidade. É uma oportunidade perdida?
Bráulio Dias
- Houve uma decisão, que eu entendo consciente, de que aqueles grandes temas ambientais que já têm fórum próprio, como a Convenção da Diversidade Biológica, não necessitariam de atenção especial nessa conferência. A convenção vem de um resultado bem-sucedido na última conferência, a COP-10 [em Nagoya, Japão, em 2010], em que foi aprovado um plano estratégico para 2011-2020 com 20 metas globais.
A agenda internacional de biodiversidade está dada. E conseguimos fechar o Protocolo de Nagoya sobre recursos genéticos, resultado do mandato da conferência de Johannesburgo, em 2002. É um exemplo de como uma conferência de caráter mais geral pode ter impacto numa agenda temática específica.

Qual é a previsão de entrada em vigor do protocolo?
Ele precisa de 50 ratificações. Hoje já temos três ratificações e 90 e poucos países que assinaram cartas de compromisso, o Brasil foi um dos primeiros. Mas os países precisam remeter isso a seus Congressos nacionais, o que pode demorar alguns anos.

A ideia é usar a Rio +20 para impulsionar a ratificação?
Isso, é uma chamada, uma pressão política.

De que jeito?
Através de declarações dos países e de uma menção no texto da conferência da necessidade de uma renovação do compromisso dos países pela ratificação do protocolo. E isso vários países estão colocando, o que é muito bom.

A COP-11, este ano, na Índia, vai tratar majoritariamente de dinheiro. Existe um risco de a discussão naufragar?
Existe, e essa é uma das minhas maiores preocupações como secretário-executivo. Em Nagoya, a discussão foi muito difícil, as delegações chegaram com muitas desconfianças, os europeus queriam garantir a necessidade de envolver o setor privado, aí os países da Alba [aliança liderada pela Venezuela] reagiram e houve um impasse.

Como o Brasil está nessa questão de dinheiro em relação a outros países do seu porte?
Gasta-se cerca de meio bilhão de reais por ano no Brasil em unidades de conservação em todos os níveis --União, Estados, municípios-- e estima-se que, para implementar eficazmente todas as unidades, seria necessário pelo menos o dobro. O Brasil ainda não definiu seu nível de compromisso porque estamos no meio da discussão da revisão da estratégia nacional de biodiversidade.

De que jeito a discussão do Código Florestal pode atrapalhar esse debate?
Há conflitos de interesse reais, que dificultam você chegar a uma estratégia nacional. Ouvimos setores desenvolvimentistas, lideranças mais dispostas a conversar, sabendo que a médio e longo prazo é preciso caminhar nessa direção, até mesmo para o sucesso do setor desenvolvimentista: você pode criar barreiras para a exportação dos produtos que degradem a natureza.

O sr., como brasileiro que agora dirige um organismo internacional, tem sentido pressões em relação ao Código Florestal?
Há preocupações em toda parte lá fora. O Brasil é vitrine nessa área. Se nos anos 1980 o Brasil só era olhado como vilão, mais recentemente é visto também como modelo para alcançar um desenvolvimento mais sustentável. Está todo mundo de olho para ver se não vai haver retrocessos.

O Brasil, no primeiro ano de governo Dilma, não criou nenhuma área protegida e baixou uma Medida Provisória determinando a redução de sete áreas na Amazônia para acomodar hidrelétricas. Como o sr. enxerga isso?
Não me cabe ficar comentando política interna de país nenhum. Obviamente nos preocupa toda essa dificuldade, esses embates no mundo inteiro entre interesses desenvolvimentistas de curto prazo e objetivos de sustentabilidade.
Existem alguns países que conseguiram fazer uma virada. A Costa Rica é um deles. Aconteceram avanços lá porque foram tomadas medidas não só na esfera ambiental mas num âmbito de políticas públicas em geral, especialmente em instrumentos econômicos. E a Costa Rica conseguiu praticamente dobrar sua área florestal. Ao mesmo tempo, a renda per capita do país triplicou.

O sr. está dizendo que o Brasil tem condições de gerar energia sem mexer em floresta?
Eu acredito que sim, que o Brasil tem condição de ampliar o fornecimento de energia, ampliar os esforços de desenvolvimento e ao mesmo tempo conseguir conservar o que ele tem de patrimônio natural. O que falta talvez ao Brasil é conseguir fazer essa virada, como na Costa Rica.

Do ponto de vista das metas de Nagoya, é inconsistente o Brasil reduzir áreas protegidas para fazer hidrelétricas?
Cada país tem de tomar suas decisões sobre matriz energética. O Brasil é tido como um dos países com matriz energética mais renovável entre as grandes economias porque usa mais hidrelétricas, lenha, biocombustível. Agora, o fato de ser energia renovável não quer dizer que esteja sendo feito da maneira mais sustentável possível.

RETIRADO DA FOLHA ON LINE 23/03/12

AULA DE INTRODUÇÃO A GEOGRAFIA

Posted by João Luis

INTRODUÇÃO A CIÊNCIA GEOGRÁFICA 2012
19/03/12

Europa quer metas na Rio+20, mas não dará dinheiro, diz comissário

Posted by João Luis


Principal negociador da União Europeia para a Rio+20, o comissário europeu do Ambiente, Janez Potocnik, diz que o bloco está pronto para adotar metas concretas de desenvolvimento sustentável e de economia verde na conferência. Mas avisa: que ninguém venha pedir dinheiro público da UE para implementá-las.

"Não estamos recuando dos nossos compromissos, mas olhar apenas para o setor público não é a resposta", afirmou o comissário, um economista esloveno de 54 anos que está no Brasil participando de uma série de reuniões com membros do governo em preparação para a cúpula do Rio, em junho.

Segundo ele, a economia verde, um dos principais eixos da Rio+20, é algo que diz respeito sobretudo ao setor privado. "Trata-se de criar condições, trata-se de mandar os sinais certos para o mercado", afirmou o comissário à Folha.

"É claro, quando se pergunta como acelerar isso quando se trata de desenvolvimento tecnológico, transferência de conhecimento etc., essas são questões importantes, que precisamos considerar. Mas, quando você fala de economia verde, é praticamente impossível sem falar sobre o papel do setor privado. São eles que praticam a atividade econômica. Nós achamos que, se criarmos as condições adequadas, esses investimentos virão. Mas precisamos criar as condições certas antes e ter muita clareza, e isso precisa de visão política, sobre aonde estamos indo. E isso seria fundamental para atrair o setor privado, especialmente no mundo em desenvolvimento, porque é lá que estão as maiores oportunidades."

Com a economia em frangalhos devido às sucessivas crises, ainda em meio ao caos grego e sem ter afastado o risco de colapso de países como Espanha e Itália -- o que acabaria com o euro -- a UE tem defendido em todos os fóruns internacionais a necessidade de mecanismos financeiros "novos e inovadores" para atacar problemas que vão da mudança climática à conservação da biodiversidade. Em linguagem diplomática, isso significa substituir o fluxo de dinheiro público dos países europeus para o desenvolvimento pos investimentos privados.

Potocnik diz que o bloco não recuará do compromisso, assumido na Declaração do Milênio, em 2000, de destinar 0,7% do PIB à ajuda financeira ao desenvolvimento até 2015. Mas afirma também que aportes dos países emergentes, como China, Índia e Brasil -- a chamada cooperação Sul-Sul -- são cada vez mais importantes. "O mundo em 2012 não se enquadra exatamente na situação de 1992. Isso é algo que precisa ser reconhecido pelos nossos parceiros", pondera o comissário.

MAPA DO CAMINHO

Potocnik discutiu com o governo brasileiro um documento divulgado na semana passada pelo Conselho Europeu com as intenções de seus 27 membros para o resultado da cúpula. Um dos principais pontos é o estabelecimento de um "roteiro" ou "mapa do caminho " ("roadmap", em inglês) de ações para a economia verde com metas e prazos. Segundo a Folha apurou, o documento foi bem recebido pelo Brasil.

Cinco áreas estão no foco da UE em seu "roteiro": energia sustentável para todos, manejo de terras, oceanos, segurança alimentar e "como integrar horizontalmente tudo isso", nas palavras de Potocnik.

É o que os economistas chamam de "abordagem em matriz". Ele dá um exemplo: "Você não pode atacar a questão da segurança alimentar sem falar do manejo sustentável das terras. Nós produzimos comida para 9 bilhões de pessoas, mas desperdiçamos, então, achamos que usando essa abordagem das metas nós podemos abordar de forma sistemática e construtiva a questão da comida".

A Europa também é a favor dos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de ações mensuráveis que o governo brasileiro espera que sejam um dos principais resultados da conferência do Rio. Países como os EUA se opõem às metas -- acham que a Rio+20 deve apenas ensejar "processos".

"Sim, nós devemos criar processos de longo prazo, mas, para que esses processos sejam críveis, nós devemos dar já no Rio os primeiros passos claros nessa discussão", afirmou o esloveno.

Extraido da folha on line de 17/03/12

Bin Laden planejou ataque a Obama antes de morrer, diz jornal

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O ex-líder do grupo radical islâmico Al Qaeda, Osama bin Laden, planejou um ataque ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pouco antes de morrer, em maio de 2011, segundo informa o jornal "Washington Post" nesta sexta-feira.

De acordo com a publicação, Bin Laden queria atacar o Air Force One, o avião presidencial, causando a morte do presidente americano e do diretor da CIA, David H. Petraeus. A informação saiu de uma carta do líder terrorista para seu principal responsável militar, Atiyah Abd al Rahman.

"A razão para que concentremos neles é que Obama é o líder da infidelidade e matá-lo automaticamente faria [o vice-presidente americano Joe] Biden renunciar. Como ele é totalmente despreparado para assumir o posto, isso levaria os Estados Unidos a uma crise", afirma Bin Laden, na conversa interceptada.

Sobre Petraeus, afirmou que era "o homem do momento" e matá-lo poderia alterar os planos de guerra no Afeganistão. Consultados pelo "Washington Post", as autoridades americanas informaram que o plano nunca foi uma grande ameaça.

O ataque seria organizado pelo terrorista paquistanês Ilyas Kashmiri, morto um mês após Bin Laden, em um bombardeio de um avião não tripulado americano. O jornal diz que o plano provavelmente teria falhado, pois a Al Qaeda não possuía armas para derrubar o avião do presidente.




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O ex-líder da Al Qaeda Osama bin Laden, morto em 2011

COMUNICADO

Em um comunicado de 48 páginas, o líder terrorista pede ao responsável militar para focar os esforços para liderar ataques nos Estados Unidos e pediu que buscassem algum membro da organização que operasse no país ou que tivesse acesso fácil a território americano.

Os analistas americanos consultados pelo "Washington Post" não tinham evidências de que os planos se concretizaram. "A organização tinha pouca habilidade de planejar, organizar e executar planos complexos ou ataques catastróficos, mas a ameaça persistia".

Bin Laden ainda teria pedido que lideranças do grupo radical saíssem de áreas tribais do Paquistão, intensamente bombardeadas por aviões não tripulados americanos, para outras regiões, mais remotas e distantes.

O documento também mostra a preocupação da imagem da Al Qaeda entre os muçulmanos pelas ações americanas no Afeganistão e no Iraque, e pensava mudar o nome da organização para recuperar o apoio islâmico.

Morto não fala, portanto, a "verdade" é de um lado só. Post e comente a respeito da temática! 17/03/12