Brasil tenta convencer EUA em novo acordo do clima

Posted by João Luis


O Brasil foi escolhido pela presidente da COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), a chanceler sul-africana Maite Mashabane, para tentar dobrar a noiva mais cobiçada da conferência do clima de Durban: os Estados Unidos.

O país integrará um pequeno grupo de nações "facilitadoras", tentando construir uma fórmula intermediária entre a posição americana e a do restante do mundo.

Na quarta-feira (7), a dois dias do fim da COP, os representantes do Brasil Luiz Figueiredo e André Corrêa do Lago tiveram reuniões com o negociador americano, Todd Stern.

Sem nada para oferecer em termos de compromissos de corte de emissões ou de dinheiro para o chamado Fundo Verde do Clima, os EUA têm tentado melar o que pode ser o resultado mais importante da conferência: a definição de um plano que leve o mundo a um acordo do clima com força de lei em 2020.

Nesse novo pacto, todos os países teriam alguma meta de corte de gases-estufa.

Stern tem dito que seu país não se opõe a um acordo legalmente vinculante, desde que em pé de igualdade com a China. Chineses e indianos não só não aceitam essa condição como também impõem as próprias.

O ideal para os EUA é continuar conversando sobre o novo tratado, sem prazo.

A UE, por sua vez, exige a definição do acordo como precondição para entregar aquilo que os países em desenvolvimento mais querem: um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto, o tratado do clima que expira no ano que vem.

Ontem (7) a comissária europeia do Clima, Connie Hedegaard, criticou o excesso de cobrança em cima do bloco.

O Brasil tem posição intermediária entre os gigantes emergentes e os americanos. Diplomatas têm dito que o país não se opõe ao acordo com força de lei e quer prazo definido para sua conclusão.

Negociadores e observadores têm começado a vislumbrar o resultado da conferência de Durban como um acordo com força de lei, mas cuja legalidade não seja tão explícita a ponto de esbarrar na oposição do Senado dos EUA.

Segundo um negociador de um país em desenvolvimento, a UE quer transferir para esse tratado os mecanismos de verificação de cumprimento do Protocolo de Kyoto.

Dessa forma, mesmo que os EUA não cheguem a ratificar o futuro instrumento, eles terão de cumprir suas metas --quaisquer que sejam elas-- de forma tão rígida quanto os países que ficaram em Kyoto.

Um observador comparou o possível resultado de Durban com a Convenção da ONU para Lei do Mar, que é cumprida pelos EUA mesmo sem nunca ter sido aprovada pelo Congresso como lei.

Num cenário extremo, Durban acabaria como a conferência de Bali, em 2007: os EUA não barram o acordo, mas se abstêm de aprová-lo.

Post e comente a respeito da temática! 08/12/11

AULA DE POPULAÇÃO UFBA 2ª FASE

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POPULAÇÃO UFBA 2ª FASE
02/12/11

AULA: UM MUNDO LIGADO EM REDES

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UM MUNDO LIGADO EM REDES 2011
30/11/11

Canadá diz que Protocolo de Kyoto é 'coisa do passado'

Posted by João Luis


O Governo canadense afirmou nesta segunda-feira que o Protocolo de Kyoto é "coisa do passado", mas não confirmou nem desmentiu versões na imprensa de que antes do fim de ano anunciaria sua retirada formal do acordo para reduzir a mudança climática.

O ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent, apesar de não comentar estas versões, confirmou que o Canadá não assinará a extensão dos objetivos estabelecidos em Kyoto durante a COP-17 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), que vai até dia 9 de dezembro na cidade sul-africana de Durban.

"Não vamos realizar um segundo compromisso com Kyoto", disse Kent durante entrevista à imprensa.

Quando perguntado se o Canadá sairá do protocolo, Kent disse que vai a Durban com o objetivo de conseguir "um mandato para negociar um novo acordo vinculativo que eventualmente inclua todos os principais emissores do mundo".

"Nosso governo pensa que o compromisso do governo anterior (canadense) com o Protocolo de Kyoto foi um dos maiores erros já feitos. O compromisso de nosso governo é com Copenhague e com um plano realista de redução de gases com efeito estufa alinhados com nosso vizinho (Estados Unidos)", acrescentou Kent.

O Protocolo de Kyoto estipulava que para 2012 o Canadá iria reduzir 6% de suas emissões com relação a 1990, mas em 2009 as emissões canadenses tinham aumentado 34% acima das de 1990.

Grande parte do aumento das emissões é fruto da exploração das areias betuminosas na província de Alberta, considerada a maior reserva de petróleo do mundo junto com as da Arábia Saudita.

As raízes do governante Partido Conservador do primeiro-ministro Stephen Harper se encontram em Alberta, que na última década se transformou em um dos centros econômicos e petroleiros do mundo graças a bilhões de petrodólares.

O Canadá está mergulhado em uma campanha de relações públicas para classificar o petróleo das areias betuminosas como "petróleo ético" em contraposição ao procedente de países árabes e para aplacar as críticas dos grupos ambientais.

Nesta segunda-feira, a imprensa britânica revelou que o governo do primeiro-ministro David Cameron está dando "apoio secreto" às jazidas de Alberta para evitar que sejam penalizados pela União Europeia por sua elevada taxa de poluição.

As companhias britânicas Shell e BP são duas das principais empresas envolvidas na exploração das areias betuminosas de Alberta.

Fica muito difícil solucionar qualquer questão ambiental, onde as ações econômicas são mais relevantes. O Canadá, grande parceiro comercial dos Estados Unidos, não abrem mão da sua produção de petróleo em Alberta. Por sua vez as companhias de petróleo da Inglaterra tem interesse na continuidade da exploração ( BP e SHELL). O que podemos esperar das conferências de meio ambiente? O protocolo de Kyoto 2 será uma fracasso? E a RIO + 20? Post e comente a respeito da temática! 29/11/11

Cientistas explicam formação de 'cordilheira fantasma' na Antártida

Posted by João Luis

Cientistas dizem que agora podem explicar a origem do que talvez sejam as mais extraordinárias montanhas da Terra.

As Gamburstsevs são do tamanho dos Alpes europeus e totalmente cobertas pelo gelo antártico.




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Cientistas explicam formação de 'cordilheira fantasma' na Antártida

Sua descoberta na década de 1950 foi uma grande surpresa. A maioria supunha que o continente fosse plano e sem grandes variações.

Mas dados de estudos recentes sugerem que a cadeia de montanhas formou-se há mais de um bilhão de anos, segundo o trabalho divulgado na publicação científica Nature.

As Gamburtsevs são importantes por serem o local onde sabemos hoje que o gelo iniciou sua expansão pela Antártida.

ESTUDOS CLIMÁTICOS

A descoberta da história das montanhas ajudará portanto em estudos climáticos, auxiliando cientistas a descobrir não apenas mudanças passadas da Terra, mas também possíveis cenários futuros.

"Pesquisar estas montanhas foi um enorme desafio, mas fomos bem-sucedidos e produzimos um trabalho fascinante", disse Fausto Farraccioli, da British Antartic Survey (BAS), à BBC.

Ele foi o pesquisador principal do projeto AGAP (sigla em inglês para Província Antártica de Gamburtsev).

A equipe de cientistas de várias nacionalidades viajou algumas vezes durante os anos de 2008 e 2009 ao leste do continente gelado, mapeando o formato da montanha escondida usando um radar capaz de penetrar o gelo.

Outros instrumentos registraram os campos gravitacionais e magnéticos, enquanto sismômetros estudavam as profundezas da Terra.

A equipe AGAP acredita que estes dados podem agora construir uma narrativa consistente para explicar a criação das Gamburtsevs e sua existência através do tempo geológico.

SUPERCONTINENTE

É uma história que começou pouco antes de um bilhão de anos atrás, muito antes de formas de vida complexas se formarem no planeta, quando os continentes estavam se atraindo para formar um supercontinente conhecido como Rodínia.

A colisão que aconteceu gerou as enormes montanhas.

No decorrer de centenas de milhões de anos, os picos sofreram gradualmente um processo de erosão. Apenas as "raízes", ou bases, das montanhas teriam sido preservadas.

Mas entre 250 e 100 milhões de anos atrás, quando os dinossauros habitavam o planeta, os continentes começaram a se separar em uma série de fissuras próximas à base gelada das montanhas.

Este movimento aqueceu e rejuvenesceu as "raízes", criando as condições necessárias para que a terra se elevasse mais uma vez, fazendo com que as montanhas fossem restabelecidas.

Seus picos cresceram ainda mais na medida em que vales profundos foram sendo cortados por rios e geleiras a seu redor.

E teriam sido as geleiras que escreveram os capítulos finais, há cerca de 35 milhões de anos, quando elas se expandiram e se fundiram para formarem o Manto Antártico Oriental, encobrindo a cadeia de montanhas neste processo.

MISTÉRIO SOLUCIONADO

"Esta pesquisa realmente soluciona o mistério de por que você pode ter montanhas aparentemente jovens em meio a um velho continente", diz a pesquisadora principal do estudo, Robin Bell, da universidade de Columbia.

"As montanhas originais provavelmente foram erodidas, para retornar como uma fênix. Elas tiveram duas vidas", disse ela.

A ideia é agora conseguir financiamento para escavar as montanhas em busca de amostras de solo, que poderiam confirmar o modelo divulgado na Nature.

Os pesquisadores também buscam determinar o local mais adequado para fazer a escavação no gelo.

Ao examinar bolhas de ar presas na neve compactada, os pesquisadores podem determinar detalhes do passado, como condições ambientais, incluindo a temperatura e a concentração de gases na atmosfera, como dióxido de carbono.

Acredita-se que em algum local da região de Gamburtsev seja possível a coleta de amostras de gelo com mais de um milhão de anos. A amostra seria ao menos 200 mil anos mais antiga do que o gelo antártico já analisado por cientistas.

Temos agora novos elementos geológicos para serem analisados para desvendar o passado de formação do planeta Terra. Post e comente a respeito da temática! 24/11/11

PIB dos EUA cresce abaixo do esperado em terceiro trimestre

Posted by João Luis

O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA teve um crescimento de 2% (em termos anuais) no terceiro trimestre, conforme a nova revisão desse dado divulgada hoje (22) pelo Departamento de Comércio americano.

Economistas do setor financeiro projetavam um incremento de 2,5%, mesma taxa registrada na estimativa anterior do PIB.

No segundo trimestre, o crescimento foi estimado em 1,3%.

De acordo com o governo americano, o crescimento deste trimestre foi puxado por investimentos do governo federal, consumo das famílias e exportações, que compensaram parcialmente as contrações vistas em investimentos privados e nos gastos dos governos locais e estaduais. O volume de importações, que têm impacto negativo no cálculo do PIB, também aumentou.

O consumo das famílias foi puxado por maiores gastos com bens duráveis, principalmente motores de veículos e autopeças, além de maiores despesas com serviços (utilidades domésticas e saúde, notadamente).

No setor privado, o Departamento de Comércio registrou um crescimento significativo no volume de investimentos em equipamentos e software. Houve uma desaceleração no ritmo de crescimento dos lucros corporativos entre o segundo e o terceiro trimestre, com destaque para os ganhos do setor financeiro, que cresceram mais rapidamente (3,8%) ante o aumento nos resultados do setor produtivo não financeiro (1,6%).





A tabela acima, demonstra uma tímida reação da economia americana. Na realidade os resultados não conseguiram ainda reverter as previsões finais para 2010. fica evidente que a economia mundial não pode ficar refém dos desmandos dos Estados Unidos, visto que, a força de sua economia não corresponde a sua "força" política. Os países BRICS já podem comemorar a transição de poder econômico e político em relação ao G7? Post e comente a respeito da temática. 22/11/11

Nível de gases do efeito estufa é recorde em 2010, diz ONU

Posted by João Luis


A quantidade de gases do efeito estufa alcançou um novo recorde em 2010 e aumentou mais rapidamente no ano passado do que na média das últimas décadas.

Os dados constam no boletim anual sobre gases do efeito estufa da OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência da ONU, publicado nesta segunda-feira.

A concentração dos gases do efeito estufa que permanecem por mais tempo na atmosfera --o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso-- se expandiu 39 vezes desde a época pré-industrial.

Houve uma alta de 39% de dióxido de carbono, 158% de metano e 20% de óxido nitroso, segundo o relatório da organização, divulgado em Genebra.

A sociedade pós-industrial é a verdadeira causadora dos vetores de gases estufa. O mais incrível da história, passa a ser a falta de operacionalidade na diminuição das emissões. No ano que vem teremos importantes encontros de meio ambiente: a RIO +20 e o Protocolo de KYOTO 2. Esperamos contar com ações eficazes para realmente mudarmos o quadro global, e pararmos de sermos meros aferidores de dados estatísticos. Post e comente a respeito da temática! 22/11/11