Mancha de óleo que vazou de poço da Chevron diminui

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A ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou que a mancha de petróleo que vazou de um poço operado pela Chevron diminuiu.

Segundo estimativa realizada após sobrevoo de helicóptero realizado nesta sexta-feira (18), a mancha está com 18 km de extensão e 11,8 quilômetros quadrados de área. No dia 14, a área cobria cerca de 13 quilômetros quadrados, informou a agência.

Estimativas apontam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia entre os dias de 8 a 15 de novembro.

Ainda segundo a nota enviada pela ANP, devido à característica do vazamento, a maior parte do óleo está nas proximidades da sonda, cerca de um metro abaixo da superfície. "Dessa forma, ocorre uma discrepância entre as dimensões da mancha verificadas nas imagens satelitais e as observadas no sobrevoo", informou.

As imagens de satélite dos dias 12 e 14 mostram que a mancha chegava a 68 km de extensão, cobrindo uma área de 160 quilômetros quadrados. Como as novas imagens feitas nesta quarta-feira só estarão disponíveis na próxima segunda-feira (21), ainda não é possível comparar a variação da mancha a partir de satélite.

A agência também informou que, a partir de imagens submarinas feitas pelo ROV (sigla em inglês para veículo operado remotamente), é possível avaliar que o processo de fechamento do poço "tem apresentado resultados positivos, com redução substancial do vazamento".

ANP, Ibama e Marinha instauraram processos administrativos para investigar o incidente.




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Barcos trabalham para conter o petróleo que vazou do poço operado pela Chevron

DEPOIMENTO

Representantes da Chevron deverão prestar depoimento à Polícia Federal na próxima semana para esclarecer o vazamento. Os responsáveis pelo incidente poderão ser indiciados pelo crime de poluição e, se condenados, estarão sujeitos as penas que variam de 1 a 5 anos de reclusão.

A Polícia Federal investiga se a empresa perfurou além do que estava previsto.

O delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da PF, no Rio, disse aontem que não há dúvida de que houve crime ambiental. "O crime de poluição já está configurado", afirmou.

FALHA TÉCNICA

Segundo a ANP, o vazamento ocorreu por problemas de operação da petroleira, e não por falhas geológicas.

Imagens submarinas feitas pela Chevron ontem indicaram que o fluxo de óleo que há dez dias sai de um poço da empresa no pós-sal está diminuindo, mas o volume de petróleo que já foi liberado para o mar é bem maior do que o informado inicialmente.

Segundo Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, o relatório da equipe do órgão que acompanha na Chevron as operações para interromper o vazamento iniciado no dia 7 informa que ele é residual. Vazaram 2.300 barris.

Ele admitiu, no entanto, que a mancha cresceu nos últimos dias, já que a tendência do óleo é se espalhar. Segundo Lima, a mancha estaria seguindo para o sudeste e já estaria bem diluída.

"O primeiro estágio de cimentação do poço foi concluído hoje com sucesso. Com o fechamento do poço, a mancha vai deixar de ser alimentada." O escapamento do petróleo para a superfície ocorreu a 150 metros do poço, informou Lima.

Ao todo serão cinco etapas para o fechamento do poço, e a previsão é que o trabalho seja concluído no sábado.

Lima disse ainda que a multa à Chevron "será alta", mas não soube informar o valor. "Temos que avaliar as causas. No princípio eles argumentaram que o acidente foi por causas naturais, mas não aceitamos, vamos investigar", disse o diretor.

Maré negra (vazamento de petróleo), cada vez mais é um ato comum no mundo. As multas são elevadas, contudo, não resolvem os estragos nos diversos ecossistemas marinhos atingidos. Fica uma reflexão para as futuras parcerias da Petrobras no pós -e pré-sal. A quebra do monopólio foi positivo para o Brasil? Post e comente a resepito da temática!19/11/11

Relatório do IPCC, da ONU, indica que clima será mais extremo

Posted by João Luis

Um aumento nas ondas de calor, chuvas mais intensas, enchentes e ciclones mais fortes, além de deslizamentos de terra e secas mais severas, devem ocorrer neste século no mundo todo, em decorrência do aquecimento do clima na Terra, disseram em Uganda cientistas da ONU nesta sexta-feira (18).

O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, pediu com urgência aos países que elaborem planos para uma reação a desastres, visando a adaptação ao crescente risco de eventos climáticos extremos ligados às mudanças climáticas provocadas pelo ser humano.




Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em <<span class=
Bangcoc, na Tailândia
Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em Bangcoc, na Tailândia

O relatório apresenta probabilidades diferentes para eventos climáticos extremos com base nos cenários das futuras emissões de carbono, mas a questão principal é que o clima extremo deve aumentar.

"É praticamente certo que aumentos na frequência e na magnitude de temperaturas diárias quentes (...) ocorrerão no século 21 em escala global", cita o IPCC. "É muito provável que a duração, frequência e/ou intensidade das fases quentes, ou ondas de calor, aumentem."

Representantes de quase 200 países se reunirão na África do Sul no próximo dia 28 para conversar sobre o clima, tendo como provável resultado um passo apenas modesto rumo a um acordo mais amplo para o corte de emissões de gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.

A ONU e a AIE (Agência Internacional de Energia) e outras entidades dizem que as promessas globais para cortar as emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa não são suficientes para impedir um aumento na temperatura do planeta em até 2 graus Celsius.

Segundo cientistas, ultrapassar esse limite geraria riscos de um clima instável em que os extremos climáticos podem se tornar mais comuns e a produção de alimentos mais difícil.

As emissões mundiais de carbono subiram para uma quantidade recorde em 2010, seguindo a recessão econômica.

De acordo com o relatório do IPCC, o aumento nos níveis dos mares é uma preocupação para pequenas ilhas-Estado, disse o relatório.

A previsão era de que secas, provavelmente a maior preocupação do mundo --considerando o aumento na população que precisará ser alimentada-- vão aumentar.

"Existe uma confiança média de que as secas irão se intensificar no século 21 (...) devido à menor precipitação e/ou um aumento na evapotranspiração". As regiões listadas são o sul da Europa e a região do Mediterrâneo, na Europa central, a região central da América do Norte, a América Central e o México, o Nordeste brasileiro e o sul da África.

As previsões não são nada tentadoras. Fica evidente um plano de manejo sustentável para ser aplicado agora. No entanto, as dificuldades são sempre as mesmas: grande produção industrial, descarte de lixo de diversas naturezas, grande capacidade de consumo da população dos países desenvolvidos, dentre outros vetores. Vamos pagar para ver? O planeta paga a conta? Post e comente a respeito da temática! 19/11/11

Quase metade da população da Amazônia está abaixo dos níveis de pobreza

Posted by João Luis



A Pan-Amazônica, onde vivem 34,1 milhões de pessoas (10% da população da América do Sul), está abaixo de níveis de pobreza.
A conclusão é de um estudo do ARA (Articulação Regional da Amazônia) lançado na terça-feira à noite em Belém, no Pará, durante o Fórum Amazônia Sustentável.
O trabalho reúne dados sobre mortalidade, analfabetismo, desmatamento e outros nos nove países da Pan-Amazônia --Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
A situação é mais crítica na Bolívia, onde 60% da população que habita a Amazônia daquele país vive com menos de 0,75 dólar por dia.
Se esse país considerasse a metodologia da ONU para medir a pobreza extrema, que é de US$ 1 diário, a porcentagem seria ainda maior.
"A região amazônica é sempre a mais pobre em todos os países da Pan-Amazônica", disse à Folha Adalberto Veríssimo, pesquisador da ONG Imazon e coordenador da coleta de dados no Brasil.
Para Veríssimo, esse tipo de mapeamento "sem fronteiras" é importante porque a preservação da floresta deve ser feita em conjunto.
"Isso está cada vez mais claro. Não adianta o Brasil preservar o rio Amazonas se a nascente fica no Peru."
O Brasil hoje responde por cerca de 72% das taxas anuais de desmate da floresta, seguido pela Venezuela (12,5%) e pelo Peru (6,5%).
Mas, de acordo com Veríssimo, há um problema generalizado na coleta de dados da região amazônica. A Bolívia, por exemplo, só faz levantamento de desmatamento a cada dez anos.
"Nós avançamos no monitoramento do desmatamento, inclusive por monitoramento paralelo [ao do governo], por pressão social", destacou Marina Silva, que também participou do Fórum.
LONGE DAS METAS
De acordo com o estudo, os países amazônicos estão longe de atingir os Objetivos do Milênio, estabelecidos pela ONU em 2000 e assinado por 191 países --incluindo todos que integram a Pan-Amazônia.
A mortalidade infantil, por exemplo, caiu nos países amazônicos, mas não o suficiente para ser reduzida em dois terços até 2015, como quer a ONU.
Nesse quesito, a Bolívia novamente tem a pior taxa: são 73 mortos antes dos cinco anos a cada mil nascidos vivos --índice acima das regiões mais pobres do mundo. O Brasil tem 27 mortos em mil.
A Bolívia também tem os piores índices de educação. Atualmente, 17% da população boliviana amazônica é analfabeta. A Unesco estabelece 5% como um valor crítico. A taxa do Brasil é de 11% na região.



Os dados deixam evidente a falta de estrutura básica na Amazônia, portanto, as grandes migrações com destino a Amazõnia podem acarretar um agravamento da questão. Quais a soluções viáveis a curto prazo? Existe vontade política de busca de tais soluções? post e comente a respeito da temática! 17/11/11

Acuado, Berlusconi renuncia e abre caminho para conter crise na Itália

Posted by João Luis



Cedendo às pressões que aumentaram seu isolamento nas últimas semanas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, 75, apresentou neste sábado (12) sua renúncia ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, dando fim a um período de 17 anos na liderança política do país e abrindo caminho para a contenção da crise econômica italiana.

A assinatura do pedido de renúncia, confirmada pela Presidência, chegou horas após a Câmara ter aprovado as medidas anticrise exigidas pela União Europeia (UE).

Sem um pronunciamento ao público, Berlusconi deixou a sede do governo italiano por uma saída lateral, evitando a multidão que comemorava em frente ao Palácio Quirinale.

Diante da crescente perda de popularidade e da ausência de apoio até mesmo de sua base governista, Berlusconi não teve outra alternativa senão anunciar, na terça-feira (8), que renunciaria ao cargo uma vez que a Lei de Estabilidade fosse aprovada pelo Congresso.

A lei contém as medidas exigidas para garantir a estabilidade financeira e reduzir a enorme dívida pública do país, que atualmente corresponde a 120% do PIB (€ 1,9 trilhão), através de uma economia de até € 59,8 bilhões até 2014.

Diante do anúncio, senadores e deputados decidiram agilizar a tramitação da medida durante a semana para garantir que o mandatário estivesse fora do comando do país antes de segunda-feira.

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, elogiou a aprovação da lei no Senado e disse que a indicação de um novo premiê é "um sinal de clareza e credibilidade da situação política" na Itália. Ainda na sexta-feira o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que "o país precisa de reformas, não eleições".

Os gritos de "fora", "mafioso", "palhaço", "ladrão" e xingamentos variados emitidos pela multidão reunida em frente à sede do Parlamento e do Palácio Quirinale, sede do governo onde Berlusconi selou sua renúncia, dão o tom com o qual ele encerra um ciclo de mais de 17 anos na liderança da cena política italiana. Um coral chegou a cantar "Aleluia", de Handel.

Pouco antes de dirigir-se ao Quirinale, o agora ex-premiê disse à imprensa sentir-se "profundamente doído" pelos protestos e ofensas.

SUCESSÃO

A opção que aparece com mais força para a era pós-Berlusconi é a formação de um governo técnico capaz de se entender com todas as forças políticas para tirar a Itália da difícil situação na qual se encontra.


Para liderar o governo, o nome mais forte é o do economista e ex-comissário europeu Mario Monti, 68, que conta com um grande apoio entre as forças parlamentares e foi nomeado senador vitalício pelo presidente.

Monti é formado pela renomada Universidade Bocconi e depois estudou em Yale, nos Estados Unidos. Chegou a lecionar na Universidade de Turim, tornou-se professor de economia política na Bocconi e foi nomeado para o cargo em Bruxelas por Berlusconi em 1994.

Serviu como chefe de competição da UE, supervisionando os inquéritos antitruste da Microsoft feita no início dos anos 2000, quando ganhou notoriedade e renome em Bruxelas.

Há dois anos foi encarregado da compilação de um relatório sobre o mercado único da EU, que pediu mais desregulamentação para estimular a competição e o crescimento econômico.

ALIADOS RETIRAM APOIO

Além das crescentes pressões das lideranças da zona do euro e da oposição, nesta terça-feira o premiê recebeu um pedido de renúncia de sua própria base governista.

"Pedimos que ele se afastasse", afirmou o chefe da Liga Norte, Humberto Bossi, aliado de Berlusconi na coalizão de centro-direita no poder.

No mesmo dia, o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, disse após o fim de uma reunião de ministros de Finanças da UE que a situação na Itália é "muito preocupante".

REAÇÃO DOS MERCADOS

Com as dúvidas latentes sobre a possibilidade do governo italiano cumprir as metas de redução do deficit público, os mercados reagiram bem na sexta-feira à aprovação das medidas exigidas pela UE, que eram o primeiro passo para acelerar a saída de Berlusconi.

As Bolsas de Valores europeias e dos EUA subiram com a esperança de sucesso das novas medidas de austeridade e os títulos de dez anos da dívida italiana tiveram uma melhora, fechando rendimento em 6,45%.

Conhecido como Lei de Estabilidade, o projeto de lei coloca em prática as medidas de austeridade exigidas por Bruxelas para o Orçamento italiano de 2012, entre outras alterações que incluem a venda de ativos públicos, a reforma do sistema previdenciário, a privatização de empresas públicas e a simplificação da administração pública.

O plano também fixa medidas para estimular o emprego e o aumento do crescimento econômico, quase nulo nos últimos anos.

Entre estas estão o aumento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), de 20% para 21%; o congelamento dos salários de servidores até 2014; a alta da idade mínima de aposentadoria para as trabalhadoras do setor privado, de 60 anos em 2014 para 65 em 2026; aperto nas medidas contra a evasão fiscal; e um imposto especial para o setor de energia.

Durante a semana, o rendimento dos títulos italianos chegou a alcançar 6,73%, um nível insustentável para a enorme dívida do país. Além disso, a nota de risco da Itália alcançou um novo pico histórico, com 495 pontos básicos, chegando a níveis inacessíveis para o financiamento da economia nacional com normalidade.

CORRUPÇÃO

Hábil para apresentar-se como "vítima", sempre investigado pela Justiça por denúncias de corrupção, Berlusconi foi construindo com paciência a imagem de um "presidente trabalhador", com a qual ganhou as eleições de 2001, apoiado pela mesma coalizão que, em 1994, levou-o ao poder e que rebatizou como "A Casa das Liberdades".

Apesar das críticas e controvérsias despertadas por seu mandato entre 2001 e 2006 e das divisões internas dentro da própria coalizão, que quase se desintegrou, Berlusconi tornou-se o 'líder máximo da direita italiana.

Com um golpe estratégico, reunificou suas hostes sob uma só bandeira e um partido único, o "Povo das Liberdades", fruto da fusão entre a direita Aliança Nacional (AN) e sua própria chapa, "Forza Italia (FI)" - uma jogada surpreendente que permitiu a ele, em 2008, chegar novamente ao poder.

A ruptura ano passado com seu aliado Fini, atual presidente da Câmara de Deputados, ocorreu em um momento particularmente delicado, em meio a picantes revelações sobre suas proezas sexuais e desprestígio moral.

ESCÂNDALOS

Os excessos e abusos do magnata das comunicações no exercício do poder motivaram críticas e protestos nos meios de comunicação, entre os industriais e inclusive na igreja italiana.

Sua vida dissipada e a atração por mulheres jovens levaram, em 2009, a um pedido público de divórcio por parte de sua segunda esposa.

Julgado pelos tribunais de Milão (norte) por prostituição de menores e abuso, como no caso da jovem marroquina chamada Ruby --uma das protagonistas de suas célebres festas privadas ao ritmo do "bunga-bunga"-- Berlusconi deve responder à Justiça também por suborno e fraude fiscal.

Sempre bronzeado e com vários "liftings" e implantes capilares, Berlusconi foi casado duas vezes, é pai de cinco filhos e tem muitos netos.

Parece que a Europa vai tendo uma transição traumática para a retomada do crescimento econômico. Fica evidente que medidas recessivas a população europeia não aceita. Um continente com um histórico de avanços sociais, não aceitaria retrocessos. Cabe aguardar o resulta da saída do premier, e verificar a tendência das demais economias da zona do euro. Post e comente a respeito da temática! 13/11/11




Conselho de Segurança da ONU não chega a acordo sobre Palestina

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Um comitê do Conselho de Segurança da ONU afirmou nesta sexta-feira (11) que não conseguiu chegar a um acordo sobre o pedido da ANP (Autoridade Nacional Palestina) de ser reconhecido como Estado membro nas Nações Unidas, segundo o embaixador português no órgão, José Filipe Moraes Cabral.

A notícia é sinal de que a tentativa palestina de ter seu ingresso pleno aceito na ONU pode não ser bem sucedido.

A partir de agora, as autoridades palestinas --que não conseguiram até o momento assegurar os nove votos necessários para que seu pedido passe pelo Conselho de Segurança-- devem decidir se querem levar seu pedido à votação. Atualmente, os palestinos possuem oito membros que o apoiam, de acordo com diplomatas.

Caso os palestinos decidam forçar a votação sem garantir os nove votos necessários, os Estados Unidos podem não ter que usar seu poder de veto para bloquear o ingresso, medida que prometeram tomar.

Um rascunho do relatório da comissão, que inclui todos os 15 membros do conselho, detalhou o impasse entre os membros do conselho. Agora que o comitê aprovou formalmente o documento, a questão voltará ao Conselho de Segurança.

"O conselho receberá o relatório e discutirá qualquer iniciativa futura", afirmou Cabral.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, entregou o pedido oficial de entrada plena na ONU no dia 23 de setembro, durante a Assembleia Geral do órgão.

Até quando o mundo será refém dos interesses dos EUA? Será que o mundo árabe vai precisar utilizar sempre da força para poder ser ouvido? Post e comente a respeito da temática! 11/11/11

Estudo mostra risco de incêndio na Amazônia com antecipação

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Um novo método promete prever com até cinco meses de antecedência os surtos de incêndios florestais que ocorrem na Amazônia cada vez que uma seca inesperada atinge parte da floresta.

A nova técnica foi apresentada ontem por cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine e do Centro Goddard da Nasa. Os pesquisadores elaboraram o método com base em medições feitas entre 2001 e 2009, analisando a influência do clima dos oceanos sobre a floresta.

O modelo de computador que os cientistas criaram conseguiu prever como oscilações no superaquecimento do Pacífico (o El Niño) estão relacionadas a secas no leste da Amazônia. Anomalias de temperatura no Atlântico, por outro lado, favorecem mais o espalhamento de incêndios no sul e sudoeste.

Fazer esse tipo de previsão é complicado porque, além de estimar quando e onde a floresta vai estar seca, é preciso saber onde agricultores vão iniciar os incêndios nas lavouras.

Quando o fogo para limpar o campo de plantio sai do controle é que a floresta começa a queimar.

SALTO DE FÉ

Segundo Yang Chien, autor principal do trabalho, a criação do novo modelo precisou de uma espécie de salto de fé dos cientistas.

"Estudos anteriores em geral separavam esse problema em dois, primeiro observando como a temperatura da superfície do mar afeta as chuvas e, segundo, como o nível de chuvas afeta a ocorrência de fogo", diz. "No nosso estudo, decidimos combinar isso diretamente para inferir como a temperatura do mar afeta os incêndios."

O que os pesquisadores também fizeram foi procurar correlações de longo prazo entre o clima oceânico e o florestal. O mecanismo com que essa influência se dá ainda é pouco compreendido.

"Nós sugerimos que as temperaturas oceânicas durante a estação úmida e no começo da estação seca são muito importantes para recarregar o nível de umidade do solo", diz Chien. "Elas afetam a umidade que alimenta a chuva na estação seca."

O trabalho dos pesquisadores, publicado nesta sexta-feira na revista "Science", segue os passos de um estudo publicado em julho, liderado pela brasileira Kátia Fernandes, que já tinha conseguido previsões até mais precisas que as de Chien, mas apenas para o oeste da Amazônia.

Segundo Fernandes, as duas técnicas podem ajudar a aumentar a robustez dos sistemas de monitoramento do clima da região, que hoje só conseguem identificar secas violentas com três semanas de antecedência.

"No ano passado, que teve uma seca forte, o governo do Acre suspendeu as permissões de queima para os agricultores, porque o tempo já estava seco e a previsão era que continuasse assim", conta. Com uma previsão de três meses, diz Fernandes, os governos podem antecipar o planejamento desse tipo de medida complicada.

Outros climatólogos, porém, ainda são céticos quanto à confiabilidade do método para períodos tão longos.
"Faltou os autores desse estudo trabalharem com as previsões reais, e não só com os dados coletados", diz Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Chien, porém, afirma que o modelo conseguiu uma previsão adequada para meados de 2011. "Só não incluímos no estudo porque a estação seca ainda não tinha acabado."

Mais uma ferramenta tecnológica para prever um dos maiores vetores do aquecimento global do Brasil, as queimadas. No entanto não vai apresentar grande êxito, caso o propósito seja apenas experimental. Cabe ao governo brasileiro aprimorar o modelo existente e demonstrar sua eficácia na RIO + 20 em 2012. Post e comente a respeito da temática! 11/11/11

Casa de garrafa e areia vira atração na Nigéria

Posted by João Luis

A primeira casa construída na Nigéria a partir de garrafas plásticas usadas está se transformando em uma atração turística do vilarejo de Yelwa.

Centenas de pessoas, incluindo dirigentes do governo e líderes tradicionais, foram verificar as paredes --erguidas no tradicional formato arredondado do norte nigeriano-- da construção.

As garrafas, preenchidas com areia, são colocadas lado a lado em fileiras, unidas com lama.

"Queria ver essa construção com meus próprios olhos. Fiquei surpreso ao saber que ela foi feita com garrafas plásticas", disse Nuhu Dangote, um comerciante que viajou da capital do Estado, Kaduna, para ver a casa. "O rumor que escutei é que parece mágica, que você fica maravilhado quando vê, por isso vim aqui. O mundo todo deveria ver isso."


BBC
As garrafas plásticas, preenchidas com areia, são colocadas lado a lado em fileiras e unidas com lama
As garrafas plásticas, preenchidas com areia, são colocadas lado a lado em fileiras e unidas com lama

A beleza maior da casa é seu muro externo, no qual o formato arredondado das garrafas produz um efeito inesperado.

Mas para os responsáveis pelo projeto, o maior mérito são os benefícios ambientais.

7.800 GARRAFAS

Em uma terra cedida por um empresário e ambientalista grego, estão sendo construídas 25 casas que vão ser postas para alugar. Cada uma, com quarto, sala, banheiro e cozinha, usará 7.800 garrafas plásticas.

A tecnologia de "garrafa-tijolo" começou há cerca de nove anos na Índia e na América Latina. Ela se mostrou eficiente em termos de custos e uma alternativa mais ecológica comparada aos tijolos convencionais.

Yahaya Ahmed, da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis, calcula que uma casa feita de garrafas custa um terço do que custaria uma feita de concreto e tijolos.


"Areia compactada dentro de uma garrafa é quase 20 vezes mais resistente do que tijolos. Planejamos construir, inclusive, um prédio de três andares", disse ele.

As casas de areia são ainda uma boa alternativa para o clima quente da Nigéria, já que o material ajuda a manter as temperaturas mais baixas nos interiores.

Elas ainda são à prova de balas, o que pode ser um atrativo em partes menos seguras do norte do país.

As construções utilizam alicerces de concreto para garantir a estabilidade, e a areia é peneirada para que seja compactada.

"A peneiração remove as pedras que não passariam pela boca da garrafa", diz Dolly Ugorchi, treinado para este tipo de construção.

Mas alguns se dizem preocupados com a quantidade de areia usada nas novas casas.

"Meu medo é que este método de construção vai levar ao aumento do preço da areia", disse Mumuni Oladele, pedreiro na cidade de Lagos.

"No momento, as pessoas cavam em qualquer lugar por areia. Você pode imaginar o que vai acontecer quando a demanda por areia crescer para a construção de casas de garrafa."

ESCOLA

Segundo a empresa de pesquisa de mercado internacional Zenith, a maioria da água na Nigéria é vendida em pequenos sacos de plástico, mas o mercado para água engarrafada cresce e representa entre 20% e 25% das vendas, ou cerca de 500 milhões de litros por ano.

Isto significa que as garrafas plásticas são um artigo procurado no país, onde elas são usadas para armazenagem ou por vendedores de rua para comercializar produtos como amendoim.

As garrafas para as casas são fornecidas por restaurantes, hotéis, residências ou embaixadas estrangeiras.

O projeto espera também ajudar as crianças que não frequentam escolas a sair das ruas.

"Não quero ser um mendigo, quero trabalhar e ser pago. Por isso faço este trabalho", afirma Shehu Usman, 15, que faz casas de garrafa. "Quando crescer, quero construir uma casa de garrafas para mim."

Após a construção de 25 casas de garrafas, o próximo projeto da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis é a construção de uma escola para as crianças de rua da região.

Finalmente um projeto sustentável em um país que precisa de alternativas menos onerosas para solucionar problemas básicos, como o deficit de moradias. Post e comente a respeito da temática! 11/11/11